O fascínio pelas pedras e pelas suas formas, naturais ou esculpidas, é lendário e universal.
Nas praias de falésias escarpadas, de onde as gaivotas levantam voo antes do amanhecer e pousam ao entardecer, há pedras extraordinárias cobertas de algas e pequeníssimas conchas. Parecem colchões macios. Apetece repousar o corpo nestas pedras com cheiro de mar.
Quentes e secas durante o dia, ficam muito verdes e frescas com a maré da tarde.
A amplitude térmica das pedras é o ponto de partida para conversas avulsas sobre as propriedades de outras pedras, noutras terras. Alguém mais conhecedor da vinha e dos seus segredos, fala do xisto escuro que existe nas encostas do Douro e lembra que é por absorver o calor durante o dia e o libertar durante a noite que é possível manter uma temperatura constante e produzir bom vinho do Porto. Não deixa de ser curioso que umas pedras evoquem a memória de tantas outras.