Esta é uma daquelas imagens que podem ser vistas pelo menos de duas maneiras: há quem só veja uma poça de água da chuva no empedrado sujo e irregular das ruas de Lisboa, e há quem olhe e se deixe encantar com os reflexos das casas, do céu e até das pessoas que passam para cá e para lá. Metaforicamente esta imagem serve para sublinhar pelo menos duas perspectivas e, porventura, dois tipos de atitudes: a dos que conseguem ver mais além do que aparentemente existe, e a dos que se deixam prender pelas aparências. Em tempos de crise é fácil encaixarmo-nos na segunda categoria e, por isso, espero sinceramente que sejamos capazes de ir sempre mais além, com maior alcance e profundidade. Passe a metáfora, porventura redutora, sei que percebem o que quero dizer. Bom Ano!! (na fotografia o reflexo das casas é muito evidente, mas para quem caminha pelas ruas mais distraído ou concentrado nos seus pensamentos, aquilo que se vê é apenas mais uma poça de água e daí a minha tentação de transformar esta imagem numa metáfora)
Eis o céu de Lisboa dos últimos dias de 2010, um ano cheio de exigências e testes.
Gosto de ver as árvores meio despidas, sem folhas e com os ramos todos à vista ...
Agora que o ano está quase a acabar e o tempo nos parece uma vertigem,
o meu maior desejo é que consigam ver sempre uma luz no fundo do túnel.
Todo o espaço de exposições da Appleton Square está tomado por uma instalação fabulosa de Pedro Cabrita Reis, que desconstruiu o cubo perfeito da galeria de arte e simulou um desmoronamento de todo o interior.
Unveiled Revealed é o título desta intervenção de Pedro Cabrita Reis e é mais uma surpresa no seu percurso versátil e subversivo , como sublinha Filipa Oliveira, a curadora desta exposição.
Ao destruir o cubo branco da galeria onde os artistas expõem as suas obras de arte, Pedro Cabrita Reis revela os materiais e as estruturas que sustentam o espaço, criando ao mesmo tempo uma escultura (ou uma encenação) que cobre toda a superfície e paredes desta mesma galeria.
Poder entrar nesta instalação e percorrer os escombros, caminhando sobre eles, é uma experiência que vale a pena e nos confronta com o impacto da arte performativa. Adorei esta peça, por assim dizer.
Valeu a pena ter ido ouvir a Sara Serpa cantar e o André Matos tocar no andar de baixo da Galeria Appleton Square e depois subir para ver a exposição. Como conheci a Sara e o André em NY, de repente senti que através do seu jazz (que ouvi em bares novaiorquinos) e desta exposição, Nova Iorque ficou muito mais próxima.
Adoro fazer a Marginal ao entardecer, quando as luzes se confundem e tornam tudo menos nítido. E adoro esta certeza de hoje acabar o dia num concerto de jazz absolutamente especial. A Sara Serpa e o André Matos, músicos de jazz portugueses que vivem e tocam em NY, estão em Lisboa e dão hoje um concerto com entrada livre num espaço muito original e cool: a Galeria Appleton Square, ali para os lados da Av. da Igreja. entrevistei a Sara e o André em NY este ano (são dois Portugueses Sem Fronteiras da minha série de programas que há-de estrear em breve) e ficámos amigos. Adoro a ideia de nos podermos rever esta noite e de os ouvir tocar e cantar. A Sara tem uma voz maravilhosa, extraordinária, e faz um jazz vocal único. O Ípsilon publicou recentemente um artigo sobre a Sara e a sua música e deixo aqui o link, just in case: http://ipsilon.publico.pt/musica/texto.aspx?id=271949
A Appleton Square é na Rua Acácio de Paiva, uma rua paralela à Av. da Igreja, do lado da Av. do Brasil. A entrada é livre, como disse, e o concerto começa às 21:30. Vale a pena ouvir estes músicos, garanto-vos!
Gosto de ver o sol desenhar e ampliar sombras nas paredes e nos objectos das casas.
É um gosto como outro qualquer, mas realmente acho graça a este plus decorativo...
Os nossos pais fazem hoje 52 anos de casados e não podemos estar mais felizes por eles. E por todos nós, que lhes devemos a vida, e que aprendemos com eles todos os dias. Cinquenta e dois anos é uma vida longa para qualquer casamento, especialmente nos dias que correm. Jamais conseguirei traduzir por palavras o orgulho, o amor e a gratidão que sinto pelos meus pais, por terem atravessado tempos fáceis e difíceis sem nunca quebrar, conseguindo sempre fazer das fraquezas, forças. E nunca serei capaz de lhes dizer que é um privilégio sem tamanho ser sua filha. Se hes digo isto sorriem e agradecem, mas acham que não sou imparcial para julgar. Parcial ou imparcial, sei que sou filha de um casal para quem a família é a primeira e a última prioridade. Tiveram 5 filhos e 5 netos (por enquanto) e nunca, nunca os vi indisponíveis para nos acolher, para nos ajudar, para estarem sempre que faz sentido ou precisamos. Mais, a leveza que trazem às nossas vidas impressiona-nos a todos, pois nunca se queixam de nada e tudo é feito com amor e alegria. Graças a Deus estão razoavelmente bem de saúde, são completamente autónomos e vivem uma vida tranquila. São um verdadeiro exemplo para nós, filhos e netos. Defeitos? Devem ter, claro, mas só me ocorrem sempre as virtudes que encontro neles porque são elas que nos marcam e hoje me enchem de uma ternura que transborda por podermos celebrar todos juntos esta data.
O suspense final, antes de serem conhecidos os resultados das votações do público...
O abraço solidário, cúmplice, verdadeiro e comovido entre concorrentes e amigos...
Outra vez alegre. A Carolina recomposta e igual a si própria. Muitos parabéns, Carol!
O melhor elemento masculino do júri e o único capaz de dizer o mais difícil sem magoar, sem ser injusto e sem cortar a onda...
Uma música dedicada à Inês, a mãe da Carolina e a pessoa mais importante da vida da filha. Bravo, Carol!
Grande pinta, Inês. Grande pinta de filha, quero dizer. A melhor voz e a mais solidária de todos. Tantos talentos nunca serão desperdiçados e a boa notícia desta noite é que a carreira da Carolina já está definida.
Hoje andava a pesquisar umas imagens da Carminho que gravei em casa em duas alturas diferentes, a primeira a propósito da sua estreia na Casa da Música, no Porto; a segunda para ilustrar uma grande entrevista que fiz para o jornal "i", e dei com estes dois vídeos que volto a publicar aqui, para poderem ouvir a voz da Carminho, que é uma beleza. E a voz e as gargalhadas, que são igualmente inspiradoras. E muito contagiantes. Façam de conta que é mais um presente de Natal...
Neste primeiro vídeo, que fui eu que gravei mas depois foi editado pela equipa multimédia do "i", a Carminho estava a falar da sua experiência no pavilhão de moribundos das Irmãs da Madre Teresa, em Calcutá, onde fez voluntariado. Enquanto fazia massagens e cuidava dos 'mais pobres entre os pobres' (como dizia a própria Madre Teresa), a Carminho cantava-lhes fado e são alguns fragmentos desses fados que podemos ouvir.
No vídeo de baixo, a Carminho tinha regressado há pouco tempo da sua viagem à volta do mundo e ainda estava a dar os primeiros passos da sua carreira.
Sabe sempre bem ouvir a voz da Carminho. Falo por mim, que adoro ouvi-la cantar e acho uma maravilha quando canta à capela. É o caso, nestes dois vídeos.
Agora que o Natal está a acabar e restam as fotografias e as memórias de mais um dia bem passado em família, gostava de deixar aqui os 3 tópicos que o pe Vasco Pinto de Magalhães enunciou ontem na Missa do Galo e dão que pensar. Gostei especialmente da formulação teológica sobre o Presépio, pela maneira como actualizou esta mensagem e esta imagem. Eloquente e profundo, como sempre, Vasco Pinto de Magalhães sugeriu que olhássemos para o Presépio como uma ideia de futuro, em vez de o arrumarmos nesse passado de há dois mil anos. A ideia é continuar a fazer caminho para um lugar de verdade, de luz e de paz. Ou seja, ter o Presépio como ponto de partida, mas também de chegada. Nesta lógica e com este sentido, Vasco Pinto de Magalhães deixou três propostas/pedidos:
. que a família seja, para nós, um lugar sagrado
. que a verdade e o rigor moral sejam, para todos, uma atitude sagrada
. que o nosso sentido de dever e a nossa humanidade sejam para sempre sagrados
. MUITO OBRIGADA A TODOS PE...
. CURSOS DE COMUNICAÇÃO NO ...
. Curso de Comunicação adia...
. Se tiver quorum ainda dou...
. O BENTO E A CARMO HOJE EM...
. HOJE NO PORTO: SOBREVIVER...
. MÃES QUE NÃO CHEGAM A VER...
. Alegria!