Quarta-feira, 10 de Novembro de 2010
Voltei ao IMP e aos pratos coloridos da Geninha Varatojo

 

Voltei ao IMP ( http://www.e-macrobiotica.com/)  onde não ia há imenso tempo e reencontrei a Geninha e o Francisco Varatojo, de quem sou amiga há décadas. Adoro a cozinha da Geninha, os seus pratos macrobióticos coloridos e criativos. Por causa dela e da sua maneira original de cozinhar (e também por causa dos ensinamentos do Francisco) fui praticamente macrobiótica durante 3 anos da minha vida. Nunca cheguei a ser inteiramente vegetariana nem inteiramente macrobiótica, mas integrei esses dois regimes alimentares na minha dieta e devo dizer que me senti lindamente com essa espécie de desintoxicação. Agora, que moro mais perto do IMP, vou lá voltar de vez em quando. Apetece-me sempre comer a comida da Geninha e é uma festa estar com ela e com o Francisco, fundadores do Instituto Macrobiótico de Portugal. São amigos especiais e pessoas muito completas que deixam uma marca muito impressiva e feliz em todos os que se atravessam no seu caminho. A Geninha publicou um novo livro de receitas há pouco tempo e mal possa deixo aqui a fotografia do livro. A que tirei hoje ficou péssima e seria uma pena queimar o assunto desta maneira.

publicado por Laurinda Alves às 22:49
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Companheiros de viagem

 

Adorava conseguir reproduzir aqui os diálogos que ouvi nesta viagem entre dois irmãos e a sua mãe. Falavam inglês entre si mas como alternavam sotaques, não cheguei a perceber se eram americanos de Boston ou europeus do norte... Enquanto o comboio foi ao longo do lago, o rapaz permaneceu calado e contemplativo. A rapariga estava ao colo da mãe e riam e murmuravam coisas só delas.

 

 

Quando a paisagem mudou o rapaz despertou e começou a pensar em voz alta e a dizer tudo o que lhe ia na alma ou atravessava o pensamento. Mudava de assunto com uma naturalidade incrível e respondia a muitas das suas próprias perguntas. Parecia que falava sozinho ou com alguém que viajava com ele, mesmo sem estar presente. Fechei os olhos para não o perturbar com o meu olhar nem quebrar o fio dos seus pensamentos com a minha proximidade, mas também para poder ouvir melhor as suas derivas naquela voz infantil meio rouca que embala e fascina.

 

 

A rapariga acabou por deixar o colo da mãe para se juntar ao irmão, e assim ficaram os dois à janela em conversas exclamativas e alguns silêncios cúmplices. Sempre que ouço conversas existenciais entre crianças lembro-me de um livro muito curioso que li há anos e tinha um título muito sugestivo: Deus sabe atar os sapatos? Trata-se de uma colecção de perguntas que as crianças fazem sobre os grandes mistérios da vida e contém questões interessantíssimas, de uma profundidade, uma candura e uma beleza admiráveis. Nunca mais vi este livro, nem sei se ainda está à venda, mas estes miúdos fizeram-me lembrar essas e outras coisas.

publicado por Laurinda Alves às 00:09
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Terça-feira, 9 de Novembro de 2010
Fui hoje à SIC Mulher com o Salvador Mendes de Almeida

 

O Salvador está em vésperas de lançar um novo livro e como escrevi o prefácio e vou apresentar o livro já nesta 5ª feira em Lisboa, no espaço BES Arte e Finanças (no Marquês de Pombal), convidaram-nos a estar hoje em directo na SIC Mulher, no programa das 7h. O lançamento do livro vai ser às 18:30 e deixo aqui o convite para quem quiser e puder aparecer. Com o Salvador vão estar quase todos os entrevistados da sua série e este encontro promete ser um acontecimento marcante. Mais um daqueles encontros que o Salvador promove e nos fazem tanto bem porque nos enchem de confiança, alegria e forças.

 

publicado por Laurinda Alves às 16:19
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Estas miúdas estão a mudar o mundo da população reclusa

 

A Helena, a Mafalda e a Inês são as fundadoras da Associação Projecto REKLUSA, instituição particular de solidariedade social, sem fins lucrativos, cuja missão é apoiar a população reclusa e ex-reclusa, fazendo pontes que permitam uma reinserção social e uma reintegração na vida profissional. Sou voluntária da REKLUSA e assumo aqui que é um privilégio terem-me envolvido neste projecto extraordinário que já está a mudar muita coisa no universo prisional e, ao mesmo tempo, a despertar a consciência de quem vive cá fora, à margem desta mesma realidade. Empreendedoras e solidárias, a Helena, a Mafalda e a Inês convocaram uma série de artistas e designers a quem desafiaram a colaborar com a REKLUSA de uma maneira original: desenhando objectos e acessórios de moda que as reclusas possam confeccionar e reproduzir, criando assim novas tendências de moda e, acima de tudo, construindo pontes entre a população reclusa e não reclusa.

 

 

Na semana passada houve uma festa de lançamento e apresentação pública das carteiras e acessórios feitos pelas reclusas de Tires, e foi um sucesso no sentido em que ficou mas claro para muita gente o impacto que este projecto tem na realidade e no quotidiano das reclusas. Para além de lhes dar um sentido de vida no tempo de reclusão, também lhes dá ferramentas para usarem quando voltarem à liberdade. Digamos que a REKLUSA é mais uma associação apostada em ensinar a pescar em vez de dar apenas o peixe. Na fotografia de cima mostro o meu saco marca REKLUSA, onde existe uma divisão para colocar o computador portátil. Adoro a conjugação de cores, de tecidos (com banda desenhada e comics, ainda por cima!) e camurça, e adoro esta combinação da utilidade e da estética. Muito giro e muito à frente, acreditem. Quem quiser saber mais sobre a Associação ou quiser oferecer presentes REKLUSA (fazemos um sucesso com tudo isto, aviso já!) pode ver o site e a página no facebook http://reklusa.wordpress.com/

 


publicado por Laurinda Alves às 14:16
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Uma parede cheia de quadros e aguarelas

 

Mudei para uma casa muito mais pequena do que a outra, mas estou a adorar esta mudança e esta renovação. Há que saber tirar partido das situações e sinceramente é o que estou a fazer, com a surpresa feliz de me sentir tão inteira e tão contente aqui como ali. Há anos que queria ter uma parede cheia, de cima abaixo, com quadros, aguarelas e fotos. Finalmente tenho. Aqui fica parte desta minha galeria improvisada numa das paredes da casa onde cabe um Proença, vários Diogo Guerra Pinto, Ema M e não só. É giro poder ampliar espaços pequenos de forma a parecerem grandes.

publicado por Laurinda Alves às 11:22
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Crónica de um homem só

 

Pisei estes caminhos de ervas crescidas num dia de chuva e sol. Conheci este homem por acaso. Mostrou-me os caminhos que iam dar à casa que estava a construir para viver na sua reforma. Conhece cada pedra, cada árvore, cada coisa como as suas mãos. Retirou estas mós de um moinho de água e guardou-as com cuidado para as aproveitar mais à frente.

 

 

Investiu longos meses e construiu parte da casa dos seus sonhos, num lugar remoto no interior profundo, onde só se ouve a água a cair e o rumor vegetal das árvores e plantas. Os filhos ficaram desempregados e ele não tem uma reforma suficiente e, por isso, foi obrigado a desistir do seu sonho de uma vida e pôs a casa ainda meio reconstruída à venda.

 

 

Conheci-o por acaso, como disse, mas ao ouvir a paixão com que fala da casa e dos caminhos e ao ver a dignidade com que anda por ali a despedir-se daquilo que acreditou que podia ser seu, senti que não há acasos. A dor calada deste homem, a sua tremenda perda, os sonhos deitados por terra e as memórias que vão por água abaixo fizeram-me sentir muito próxima. Talvez por isso tenha sido fácil partilhar os seus silêncios e ouvir as suas palavras sem me sentir em território estranho.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:52
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Segunda-feira, 8 de Novembro de 2010
Mudei de casa aqui também

As mudanças são sempre oportunidades de fazer coisas novas ou diferentes, de outras maneiras. A minha mudança de casa também se reflecte aqui neste canto. A novidade foi mais uma vez concebida pela web designer Cláudia Borralho Vieira. Obrigada, Cláudia! Eu gosto muito, espero que também gostem e continuem a sentir-se em casa.

publicado por Laurinda Alves às 10:45
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Deixar crescer o cabelo por uma boa causa

 

Encontrei na minha rua o João Carlos, fotógrafo português que conheci e entrevistei este ano em NY para a série de programas Portugueses Sem Fronteiras. Não estava nada à espera de o ver nesta cidade e não o reconheci imediatamente por estar com o cabelo muito comprido. Foi uma surpresa e adorei o abraço sentido, mais a alegria do reencontro. Perguntei-lhe se tinha mudado de imagem e ele explicou-me que é a segunda vez que deixa crescer o cabelo para o poder doar à locks of love, instituição que recolhe cabelo para fazer perucas para crianças com cancro que ficaram carecas devido aos tratamentos de quimio e radioterapia. Desconhecia esta iniciativa mas já googlei a locks of love e já percebi tudo (http://www.locksoflove.org/). Ainda bem que existem pessoas como o João Carlos. Para além de ser um Hasselblad Master ( http://fjwestcott.com/blog/?p=1591) também é um homem de causas. Muito bom.

 

publicado por Laurinda Alves às 01:37
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Domingo, 7 de Novembro de 2010
Em nome dos avós

 

O Filipe, a Catarina, o João, a Maria, o João Maria, a Simone e a Sofia são o grupo de teens da nossa família que se voluntariaram para organizar o encontro anual dos Alves, no próximo ano. Adoro estes miúdos e são apenas sete das dezenas de primos e filhos de primos que alegram esta família e a tornam ainda mais unida. Todos os anos nos juntamos em nome dos avós e este fim-de-semana anual marca o ritmo desta grande família. Este ano celebrámos os 110 anos da nossa queridíssima e muito amada avó Laurinda, mas no ano passado reunimo-nos no dia dos anos do avô. E é nesta espécie de alternância que vamos lembrando os tempos em que os avós eram vivos e nós tão felizes na sua casa grande, sempre cheia de movimento e animação. Todos os anos há uma actividade qualquer que nos faz caminhar e procurar caminhos que, de certa forma, nos lembram outros caminhos percorridos, esses mesmos tempos e datas que marcaram a família. Desta vez a minha equipa ganhou esse jogo sem que eu tivesse dado um grande contributo. A minha mãe é uma barra em datas e histórias da família e os netos adoram fazer equipa com ela. Eu também, claro.

 

 

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 12:30
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Números redondos outra vez

 

Com a trapalhada dos dias sem net nem reparei que o blog registou mais um número redondo e especial: ultrapassou as 900 mil visitas e estamos a caminho do primeiro milhão. Lindo! Grande pinta. Obrigada a todos e a cada um. Como estou no campo deixo aqui flores mais ou menos silvestres para celebrar o núcleo duro de amigos deste blog, mais o círculo alargado.

publicado por Laurinda Alves às 12:16
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