Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
Para os fãs de Murakami e não só

 

Almocei com a Maria João Lourenço, tradutora de Murakami, e dei com uma pilha de livros deste escritor logo à entrada de sua casa. O que desperta imediatamente a curiosidade é a criatividade de algumas edições estrangeiras (como esta colectânea alemã em que o nome do autor também foi impresso nas páginas e muda de cor conforme o número do volume das obras), mas o que prende verdadeiramente a atenção é a beleza das edições japonesas.

 

 

Adorava perceber esta língua tão gráfica e tão complexa. Nesta página e se não me engano, estamos na página 24 do 2º capítulo. Leio Murakami com paixão e agora que vi um livro seu na versão original ainda o achei mais apaixonante. Percebo a relação que a Maria João Lourenço tem com este autor e a sua escrita. Há um blog onde está publicada uma entrevista da Maria João sobre tudo isto. Deixo aqui o link para os fãs de Murakami e não só: http://www.murakami-pt.blogspot.com/

 

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Terça-feira, 16 de Novembro de 2010
Sinais do tempo e coisas da vida

 

Gosto da textura do tronco desta árvore e das cascas que se sobrepõem. Do musgo que cresce e se apodera da metade mais fresca da árvore, que apanha mais vento e está mais exposta à chuva; da madeira estalada e seca da outra metade; dos vestígios do tempo, das marcas das estações. Gosto desta pele com cicatrizes, cheia de vida nova mas também de coisas antigas que morrem e se desprendem. Para mim, é mais uma metáfora mas percebo que possa ser só para mim.

publicado por Laurinda Alves às 11:40
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Segunda-feira, 15 de Novembro de 2010
A ética dos donos dos cães

 

O cão da fotografia de cima foi mordido pelo cão da fotografia de baixo e a cena não passou despercebida a ninguém. De repente os dois cães lutaram intensamente no meio da rua e os donos viram-se aflitos para os separar. O cão de baixo estava sem trela e como aparentemente foi ele que provocou o de cima, o dono sentiu-se mais culpado.

 

 

Depois de os separar e de lhe dar ordens firmes para ficar quieto e não se aproximar, o dono do cão que mordeu atravessou a rua para ajudar a dona do cão que de certa forma foi vítima, pois seguia o seu caminho tranquilamente pela trela, quando o outro subitamente o atacou e mordeu. A cena foi muito agressiva mas muito breve e felizmente não deixou sequelas graves. Fez impressão ver e ouvir os dois cães e, por isso, toda a rua parou e ficou suspensa daquela luta. Gostei da ética irrepreensível do dono do cão que atacou e também gostei do tom da dona do cão que foi atacado. Nem um nem outro perderam a cabeça, se insultaram ou agrediram verbalmente, muito pelo contrário. Ouvi pedidos de desculpa que foram imediatamente aceites, apesar dos nervos do momento. Antes assim.

 

publicado por Laurinda Alves às 21:36
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Este Outono difícil

 

Tirei esta fotografia na fronteira dos jardins da Fundação Chillida, na cancela que marca o limite entre o princípio dos jardins da casa de família do escultor basco e o fim do bosque à volta da fundação. Tudo nesta paisagem apetece, mas temos que fazer um esforço de contenção e voltar para trás, optando por outros caminhos porventura menos apetecíveis. Embora a cancela seja frágil e possa ser facilmente contornada, ninguém se atreve a passar para o lado de lá. Esta imagem e esta situação podem servir de metáforas para os tempos que vivemos, cheios de sinais 'proibido', alertas encarnados e caminhos a evitar. Falo da actualidade política, social e económica, bem entendido.

publicado por Laurinda Alves às 01:22
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Domingo, 14 de Novembro de 2010
Domingo em família

 

Voltou o sol, apesar da chuva intensa da noite. Com sorte, almoçamos fora, com sol nas costas e sombra nos olhos. Adoro os grelhados do meu pai e as saladas da minha mãe e como hoje é dia de almoço em família, o dia fica logo especial. Bom domingo!

publicado por Laurinda Alves às 11:45
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Sábado, 13 de Novembro de 2010
E agora, tempo para mim...

 

Depois da conferência da manhã, tenho uma tarde inteira só para mim, para ler até me cansar. Não estarei sentada nas margens do Douro, como estava aqui, mas em casa abrigada da chuva e do temporal que anunciaram nos telejornais. Nas semanas mais agitadas, mais cheias e mais intensas (como estas que passaram) preciso mais do silêncio e dos livros. Sorte a minha poder aproveitar a tarde de hoje e parte de amanhã para este exercício de silêncio. Depois conto melhor como foi a conferência sobre a gestão do tempo. Para já a minha gestão positiva do tempo é ficar calada e quieta a ler. Um bom fim de semana para todos!

publicado por Laurinda Alves às 15:15
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Amigas do blog e da XIS

 

Antes de desligar o computador para aproveitar a tarde para ler, deixo aqui uma fotografia tirada à saída da conferência na Culturgest sobre a gestão positiva do tempo, organizada pela Caixa Woman. Foi uma manhã interessantíssima, em que todas as pessoas presentes se envolveram na discussão do tema proposto e orientado pelos psicólogos e psicoterapeutas Helena Marujo e Luís Miguel Neto, que mantiveram uma animação constante e foram muito eficazes a conduzir os diálogos e a estabelecer relações entre pessoas. Muitos dos que estiveram presentes nunca se tinham visto ou mal se conheciam, mas também havia pares da mesma empresa, e esta mistura de pessoas foi de tal maneira bem gerida que no fim ficámos com a sensação de ter feito amigos e amigas nesta manhã. Falo por mim, que saí de lá com a Carmen Sequeira, a Margarida Pinto e a Teresa Lopes, com quem fiquei longamente à conversa. A Carmen foi parar a esta conferência porque leu aqui no blog e conseguiu inscrever-se à última hora; a Margarida trabalha no projecto Caixa Woman e a Teresa era uma leitora fiel da XIS e, curiosamente, foi entrevistada para a última edição da revista. É gira a vida e os encontros que proporciona...

publicado por Laurinda Alves às 14:45
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Sexta-feira, 12 de Novembro de 2010
Uma gestão mais positiva do tempo

 

Amanhã vou participar numa conferência muito interessante sobre a gestão positiva do tempo. Organizada por Helena Marujo, a conferência decorre na Culturgest e envolve mulheres empenhadas em rentabilizar o seu tempo e geri-lo de uma forma mais construtiva, seja no trabalho, nas horas de lazer ou em família. O tempo é um bem escasso (porventura o mais escasso de todos os nossos bens) e importa aproveitá-lo bem, com a maior eficácia possível. Acho o tema muito estimulante e apetece-me imenso este debate de ideias. A propósito, se alguém tiver alguma história ou episódio eloquente para contar, sinta-se livre para o fazer porque todos os testemunhos nesta e noutras matérias são muito benvindos. Como sempre, aliás.

publicado por Laurinda Alves às 13:41
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Casa cheia para o Salvador, como sempre

 

O Salvador e os seus entrevistados dos programas foram os protagonistas da noite no lançamento do livro que conta a história de 12 pessoas com handicaps adquiridos ou congénitos. O espaço BES Arte e Finança encheu-se de gente para ouvir o Salvador falar e é impressionante ver como ele e as pessoas que ele junta à sua volta mudam o mundo e transformam a nossa percepção da realidade. Para melhor, claro.

 

 

No fim da sessão houve tempo para autógrafos e conversas mais pessoais. Tranquilo apesar da multidão, Salvador foi dando autógrafos com o seu carimbo (onde estão gravadas as suas iniciais, escritas pela sua própria mão), mas também com a ajuda de familiares e amigos. Catarina, a sua irmã, escreveu alguns dos autógrafos mais especiais que o Salvador foi ditando. Atrás deles duas pessoas especiais e muito queridas na minha vida: a Joana, minha afilhada (à direita) e a Seona McLean, escocesa, fotógrafa e uma amiga recente que atravessou o mundo para viver em Portugal. Chegou da Nova Zelândia em Agosto e ainda está a aterrar... Um dia destes peço-lhe autorização para mostrar algumas fotografias do seu portfolio. São lindas.

 

publicado por Laurinda Alves às 01:00
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Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010
Os passos que damos sem pensar que os estamos a dar

 

Observo os passos das pessoas na plataforma do Metro, à minha frente, e dou-me conta de que habitualmente nem eu nem os outros perdemos um segundo a pensar naqueles que estão impedidos de caminhar. Mais, nenhum de nós se apercebe do extraordinário que é andar livremente por onde nos apetece, sem termos problemas de locomoção.

 

 

Hoje estou mais centrada nesta questão porque é o dia em que vou apresentar o novo livro do Salvador Mendes de Almeida e vou estar rodeada de pessoas que se deslocam em cadeiras de rodas. Pessoas que vivem sentadas ou deitadas, mas nunca de pé e, acima de tudo, sem nunca poderem andar pelo seu próprio pé. Algumas destas pessoas tiveram acidentes na adolescência ou já na idade adulta e outras nasceram com handicaps que não lhes permitem deslocar-se sem ajudas.

 

 

Nós, os que não temos quaisquer problemas de mobilidade e facilmente andamos daqui para ali, chegando a todo o lado, não temos verdadeira consciência da quantidade de obstáculos e barreiras arquitectónicas que outros têm que enfrentar dia após dia, ano após ano. É impressionante ver como o mundo é hostil para quem tem handicaps físicos ou outros. E é admirável conhecer estas pessoas que lidam diariamente com a adversidade e não perdem a força, a coragem, o sentido de vida e até a alegria. O Salvador é uma destas pessoas, mas não é o único. Ao seu lado vão estar quase todos os protagonistas da sua série de televisão, mais um círculo alargado de amigos que o acompanham nas suas actividades. Esta imensa legião de gente mais ou menos anónima que se transcende todos os dias, todas as horas, é uma fonte de inspiração e devia ser um motor de transformação para todos e cada um de nós. É impossível ficarmos indiferentes aos seus testemunhos e é impossível não darmos ainda mais valor àquilo que damos como adquirido nas nossas vidas. Falo de coisas e gestos tão simples como os passos que damos sem pensar que os estamos a dar. E não só.

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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