Voltei a uma casa onde o passar dos anos também se mede pelos troncos das buganvílias e pela altura das árvores. Esta casa está no meu coração há décadas. Começou a ser importante quando eu tinha 20 anos. Vivi por aqui tempos muito, muito felizes.
Ontem foi dia de festa e o Alberto (sim, querida Concha, era o dia de anos do Alberto VS) sentou à volta da sua mesa um grupo extraordinário de amigos de todas as gerações, mais a família que pôde estar presente. O almoço começou pelas 2h e às 8h ainda estávamos à mesa. As conversas, as memórias e os livros encheram-nos de alegria e alguma nostalgia. A Mariana, a neta mais velha, tirou das estantes o livro da avó para vermos como é parecida com ela, quando a Helena era pequena. Iguaizinhas. Impressionante.
Este ano as minhas férias começam uma semana mais tarde do que é costume e a boa notícia é que este atraso, por assim dizer, permite-me celebrar com um amigo muito querido o seu dia de anos. É um homem com uma estatura moral e intelectual invulgares e embora seja mais velho, para mim não tem idade. Adoro a sua atitude na vida, a sua inteligência afectiva, a sua ciência e a sua maneira de pôr as coisas em perspectiva. Vamos almoçar com ele na sua casa provençal e sei que vai ser uma tarde de boas conversas e muitas gargalhadas. Que sorte começar as férias assim.
Jaquinzinhos fritos com açorda alentejana para o almoço, hoje aqui na Garage. Uma maravilha! A Maria do Carmo voltou de férias e estamos tramados. Acabaram as dietas e os almoços a fingir.
A toalha verde a cobrir a mesa é um dos sinais da presença da Maria do Carmo. Quando ela está ausente usamos apenas individuais para nos despacharmos e mantermos as coisas organizadas.
Quando a Maria do Carmo está no seu posto de vigia tudo corre de outra maneira. É um descanso e uma alegria para todos. O único 'problema' é que cozinha bem demais e tudo o que faz nos sabe pela vida...
Aqui fica o filme do almoço de hoje, dia em que tivemos a visita dos amigos produtores argentinos do João Nuno Pinto e do Miguel Varela. Cenas como as de hoje repetem-se dia após dia na Garage, onde o movimento é permanente e muito criativo. Trabalhar numa produtora que faz cinema e publicidade tem umas rotinas muito próprias e muito originais.
Para além de um gaspacho à alentejana (que estava uma delícia), da açorda e dos jaquinzinhos fritos, hoje tivémos direito a uma sangria de champagne e frutos silvestres feita pelo Miguel Varela, um dos donos da Garage. Muito bom.
Último dia de uma semana de maratonas consecutivas de visionamento, anotação e edição, a tentar não levar muito trabalho para férias. Felizmente vou poder deixar o computador de lado alguns dias. Ou seja, vou trabalhar dia sim, dia não. Não me queixo e sempre prefiro mudar de ares e ter vista para o mar quando estou de computador ligado, do que ficar na cidade a amolecer com este calor, longe dos meus amigos e da 'nossa' casa da falésia. O John-John, que está nesta imagem comigo, é um dos que vivem longe, noutro país, e vem passar férias connosco. Podia lá perder estas duas semanas de conversas demoradas, longos serões, grandes jantares de mesa comprida, mergulhos de manhã à tarde e ao anoitecer, passeios pelas rochas, cinema ao ar livre projectado nas paredes da casa, noites de estrelas e histórias ao relento, pilhas de livros, leituras partilhadas e discussões acaloradas sobre tudo e nada... nem pensar! Hoje, sexta-feira, é o meu último dia de trabalho em Lisboa. Volto daqui a duas semanas. Não sei se vou estar mais ausente ou mais presente no blog mas conhecendo-me como conheço, sei que não vou desaparecer. Apenas mudar de ritmo.
Melides, na semana passada. Fui lá passar um dia com grandes amigos que todos os anos vão para estas praias e adorei o dia e a companhia. Também gostei de ver o aprumo com que as dunas estão a ser protegidas naquela imensa extensão de areal.
Com tantas praias destruídas ou desfeadas ao longo da costa por construções clandestinas erguidas em plenas dunas, dá gosto chegar a um lugar onde está tudo em ordem e protegido como deve ser.
Ainda por cima este sistema de estacaria em 'pente', enterrado na areia, é bonito e ecológico. Parabéns às autoridades ou a quem adjudicou esta protecção.
Peça em quatro actos: 1º De férias e cansada das brincadeiras no escritório onde o pai trabalha, a Matilde adormece no puf cor-de-laranja que existe no pátio exterior da Garage. Através do vidro, o Miguel (que está ao computador) vai vendo se a filha está tranquila.
2º A Matilde afundou no puf e no sono durante mais de uma hora e dava gosto vê-la ali, tão pequena mas já tão grande, completamente entregue e segura, a ser vigiada pelo pai, mas também por cada um de nós que andavamos para cá e para lá nas instalações da Garage, a produtora com que estou a fazer a série de programas.
3º O sol rodou e a sombra ficou curta para a Matilde. Como o toldo já não esticava mais, a Rita e a Carla ajudaram a reposicionar o puf com mil cuidados para não acordar a Matilde. Nesta fotografia o Miguel não aparece porque está completamente coberto pelo puf. Mas também estava lá.
4º A Matilde continua a dormir como um anjo, sob o olhar atento e querido do Miguel. Aos que me acompanham aqui no blog, posso dizer que a Matilde é a autora de um desenho muito criativo e colorido que o pai tatuou no braço. Lembram-se desse post? São eles: pai e filha.
P.S.: o post de que falo está neste link http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/310052.html
Reparei agora mesmo que estou quase e registar 800 mil visitas neste blog. Grande pinta! Obrigada a esta multidão de gente que passa por aqui e deixa a sua marca. Dos mais silenciosos aos mais comunicativos, há de todos os géneros e hoje sinto-me como se fosse a anfitriã de um espaço público muito visitado. Não falo de um MoMa, claro, mas uso a imagem que fiz agora quando estive em NY, por me lembrar um espaço feliz onde me sinto em casa e onde circulam diariamente grandes multidões. No meu blog circula apenas uma pequena multidão, mas sinto-me feliz e grata por isso. Que bom serem tão assíduos e estarem tão presentes.
Passo todos os dias por esta montra, numa esquina ao fundo da rua perpendicular à minha, e acho graça ver sempre pessoas diferentes à conversa. Trata-se do bar de um hotel, que se vê da rua. Profissionalmente, continuo na minha interminável 'empreitada' de visionar e anotar as entrevistas que fiz ao longo dos últimos meses, de forma a poder transformar conversas interessantes de cerca de uma hora em 8' de televisão que sejam eloquentes da personalidade, motivações e realizações de cada protagonista. Cada programa terá apenas 25' e revela 3 pessoas a viver em 3 países distintos, a trabalhar em áreas diferentes. É um desafio enorme conseguir mostrar o melhor de cada um, distribuindo equitativamente 8' de programa a cada entrevistado (o genérico do programa tem mais ou menos um minuto, e assim se completam os 25' por emissão). Hoje esta imagem fez-me lembrar uma parte da conversa com Alberto de Brito, jesuíta especialista em relações humanas, que vive e trabalha em Bruxelas, quando sublinhou que muitas grandes histórias tiveram pequenos começos. Dá que pensar. Digo eu...
. MUITO OBRIGADA A TODOS PE...
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. Curso de Comunicação adia...
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. Alegria!