Terça-feira, 15 de Junho de 2010
A Grécia aqui tão perto

 

O mar visto da Serra da Arrábida, no domingo passado. Percorremos a estrada de mota num passeio maravilhoso, demorado, com paragens, subidas e descidas quase ao sabor do vento. Ontem e hoje os dias foram tão cheios, tão cheios que agora me apetece parar e voltar a este mar... O concerto de Grigory Sokolov ontem à noite em Sintra, no Centro Cultural Olga Cadaval, foi um poema. Voltou cinco vezes ao palco para encores mais que aplaudidos e esperados e no fim, quando as luzes se acenderam, o meu filho desabafou em voz baixa: "não sei como é que o podemos deixar ir embora!". É verdade que apetecia retê-lo e ficar a ouvi-lo tocar pela noite dentro e sempre. Sokolov é um dos maiores pianistas vivos do mundo, senão o maior. Não há palavras para descrever o concerto de ontem e a forma sublime como tocou Bach, Brahms, Schumann, Schubert e Chopin (estes últimos nos encores). Esta tarde sobrevivemos todos ao zero-a-zero de Portugal e felizmente tive a alegria de estar com o Mia Couto e a Patrícia, sua mulher, no pré-lançamento do seu novo livro de crónicas. Falo do "Pensageiro Frequente", que já comecei a ler e estou a adorar. Mais um livro para devorar num instante!

publicado por Laurinda Alves às 21:03
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Gente gira da Turma do Bem

 

A Suzanne Rodrigues, da Turma do Bem, entre duas actrizes brasileiras à entrada da apresentação pública desta ONG ontem ao fim do dia, na Fundação EDP. A morena chama-se Bárbara Paz e é da Globo; a loura chama-se Bianca Castanho e é da Record. A Suzanne e o Murilo Casagrande são os representantes da ONG Turma do Bem em Portugal (vale a pena ver o site: www.turmadobem.org.br) e estão de parabéns pela organização desta apresentação que já fez com que a legião de dentistas voluntários para tratar crianças e jovens mais desfavorecidos aumentasse de ontem para hoje. Graças à Turma do Bem milhares de crianças e jovens dentro e fora do Brasil têm direito a cuidados médico-dentários gratuitos. Tal como prometi no post anterior, um dia tenho que falar com mais detalhe sobre esta organização humanitária extraordinária. A Suzanne trabalhou comigo no MEP e agora na fase de produção dos programas de TV e morro de saudades dela! Grande pinta este trabalho que a TDB está a fazer em Portugal! Muitos parabéns, Suze!!

publicado por Laurinda Alves às 12:51
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Segunda-feira, 14 de Junho de 2010
Uma nova semana e um novo ciclo, com outro foco

 

Tirei esta fotografia no atelier do Rui Calçada Bastos, artista plástico, que vive e trabalha em Berlim. Não sei se entretanto ele já mudou para outro espaço, mas se ainda aqui está, a mudança deve estar para breve. Lembrei-me desta foto agora porque começo hoje a semana e um novo ciclo (com outro foco) que vai durar cerca de 4 meses. Até Setembro estou mergulhada numa mesa de montagem da Íngreme, empresa criada e gerida pelo Ricardo Portela que só conheci no dia em que tivémos uma reunião na Garage, mas de quem gostei imediatamente. A Íngreme é mais uma daquelas empresas onde apetece trabalhar e onde o espírito da equipa faz toda a diferença. O espaço também é muito bonito e bem arquitectado, mas o que faz realmente a diferença nas empresas é quem lá trabalha e quem dirige as equipas. Durante os próximos meses vou estar mergulhada na semi-escuridão das cabines e mesas de montagem, onde não há janelas nem se percebe se é dia ou noite. A boa notícia é estar na Íngreme a trabalhar com o Rodrigo Brazão, o Miguel Almeida e o André Cruz (o realizador com quem gravei as entrevistas e imagens) e adorar esta parte do trabalho. Felizmente dá-me tanto prazer viajar e entrevistar como visionar, escrever e editar. Espero estar à altura de mais esta 'empreitada'! Boa semana para todos. Vou dando notícias. À tarde vou à TVI gravar para o programa  Biblioteca Ideal do João Paulo Sacadura e à noite vou com o meu filho a Sintra a um concerto de piano de um dos maiores pianistas vivos. Esta segunda-feira promete! No fim da tarde vou à apresentação da equipa da Turma do Bem, na Fundação EDP. Tenho que falar aqui sobre este projecto espactacular que envolve dentistas voluntários que tratam gratuitamente dos dentes de crianças e jovens desfavorecidos. Amanhã espero ter boas imagens e histórias para contar.

publicado por Laurinda Alves às 00:19
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Domingo, 13 de Junho de 2010
Quase toda a beleza que existe no mundo

 

Pai e filho, o mesmo nome, a mesma paixão pela vida, a mesma vontade de crescer e dar passos em frente. Cada um na sua fase e nas suas circunstâncias, claro. Adoro esta família de 5 (a mãe e os outros filhos estavam mesmo ao meu lado) e adoro este lugar. Sinto que cabe nesta praia (e neste e outros momentos vividos juntos aqui) quase toda a beleza que existe no mundo.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:06
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Sábado, 12 de Junho de 2010
Over the rainbow...

 

Adoro esta geografia, esta luz e esta hora. Tinha chovido e estava cá fora a ver o entardecer quando se desenhou no céu um arco-íris mais que perfeito. Emergiu do mar, detrás destes montes, e abarcou todo o céu à nossa volta. Víamos o princípio e o fim, bem como todo o círculo do arco. Uma beleza. E um momento raro.  

 

publicado por Laurinda Alves às 17:58
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Bana: a celebração da vida e obra de um homem bom

 

O espectáculo do Bana no Teatro São Luiz foi um verdadeiro espectáculo, no sentido mais profundo e memorável do termo. Casa cheia, muita vibração e emoção ao longo de quase quatro horas. Bana cantou sozinho várias vezes e fez duetos fabulosos com Luz Maria, a sua filha mais nova, com Mayra Andrade, Morgadinho e Celina Pereira. Também cantou Sôdade com o extraordinário coro de homens "Alma de Coimbra".  

 

 

Vê-lo em palco com o seu tamanho e a sua luz própria comoveu-nos as todos. Já sabíamos que ia ser um concerto muito emocional e foi, de facto. O cabelo branco e a atitude de Bana lembram Nelson Mandela e esta parecença física é interpeladora pois ambos são (cada um à sua maneira e nas suas circunstâncias) homens de grande bondade, lutadores e construtores da paz. Mandela numa linha mais política e com provações muito duras; Bana numa linha mais artística mas também com uma vida cheia de desafios nem sempre fáceis.

 

 

Ontem apetecia celebrar o homem e o músico que gravou quase uma centena de discos ao longo da sua vida e se empenhou desde muito cedo em apostar nos novos talentos e revelá-los ao mundo. Pelas mãos de Bana chegaram a Portugal, a França, à Holanda e a muitos outros países dezenas de cantores e compositores de Cabo Verde. Ontem estiveram quase todos presentes no São Luiz.

 

 

 

Da esquerda para a direita (e apesar do desfoque da fotografia) está uma violinista, o Diogo Chang (guitarra portuguesa) Eneida Nelly, poeta, Bino Barros cantor e compositor, Rita Lobo (sobrinha de Ildo Lobo, outra referência incontornável na música de Cabo Verde e que foi grande amigo de Bana) e Mayra Andrade. Na linha de trás Tito Paris ao meu lado, e ao lado do Tito, entre o Bana, Aquilina, a sua mulher. Aquilina é um anjo negro e a 'grande mulher ao lado do grande homem'. Conheci-a à cabeceira do marido no hospital da Luz e tívemos tempo para longas conversas. Ficámos amigas e agradeço-lhe o exemplo, a alegria e a inspiração.

 

 

Bana tem oito filhos e nove netos. Baptizado como Adriano Gonçalves, toda a vida foi conhecido pelo seu 'nominho' (como se diz em Cabo Verde) e não há um único africano à face da Terra que não conheça a música do Bana. Mais, não há um único cabo-verdiano que não se comova com as suas mornas e não se sinta em casa quando o ouve cantar. 

 

 

Bana terminou o concerto com a célebre canção Lua Nha Testemunha do lendário B.Leza, de quem foi muito amigo. Bana era a primeira voz que o B.Leza queria ouvir cantar as músicas que escrevia. Ontem o Bana falou desta amizade e do fascínio que tinha pelo grande compositor de Cabo Verde. Disse que se foi aproximando da casa de B.Leza mas demorou alguns meses até conseguir entrar. Depois nunca mais saiu, no sentido literal porque passavam as noites em longas tocatinas (serões musicais com poesia), e no sentido metafórico porque esteve com o B.Leza até à hora da sua morte.  

 

 

O espectáculo de ontem foi longo e demorado, mas ainda bem que assim foi porque era mesmo isso que todos queríamos: um tempo terno e eterno. Agradeço mais uma vez ao Bana ter-me envolvido nesta celebração e fazer parte do seu grupo de amigos. Pertencer a este círculo alargado é um verdadeiro privilégio, e tão boas como as músicas que os músicos tocaram e cantaram, foram as conversas que tivemos os dois no canto esquerdo do palco, onde o Bana contou episódios da sua vida e deu um testemunho de grande coragem neste tempo de recuperação e pós-convalescença. Nem sei como lhe agradecer a ele e ao Miguel Anacoreta Correia por esta noite inesquecível. Aos dois, obrigada de todo o coração!

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 12:36
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Sexta-feira, 11 de Junho de 2010
Esta noite é uma grande noite!

 

Voltei esta manhã da Costa Alentejana para poder estar no ensaio geral de um grande espectáculo que vai acontecer esta noite no Teatro S. Luiz, em Lisboa. Bana, um dos maiores cantores e compositores de Cabo Verde, vai ser homenageado por dezenas de músicos, cantores e compositores. Vai ser uma emoção!

 

 

Diogo Chang Faria, Celina Pereira e Luís Roquette nos bastidores, à espera do seu tempo de ensaio no plateau. Ouvir cantar e tocar mornas por vezes acompanhadas de violinos e guitarra portuguesa é uma beleza. Adoro a música de Cabo Verde, os seus músicos, a poesia dos seus compositores, e adoro a mistura de sons com guitarra portuguesa.

  

 

Vão desfilar neste palco dezenas de grandes músicos e grandes cantores mas o maior de todos é o próprio Bana. Falo do seu tamanho físico, pois é um homem invulgarmente alto, mas falo acima de tudo da sua estatura moral e musical. Conheci o Bana na Unidade de Cuidados Paliativos quando fazia voluntariado e acompanhei o seu doloroso internamento de meses, mas também a sua extraordinária recuperação. Hoje vamos ouvi-lo cantar e contar histórias de vida e tudo isto me comove particularmente. 

 

 

Nesta fotografia tão escura (faltam as luzes do plateau, claro, mas essas ainda estão a ser acertadas para logo), vê-se a Luz Maria, a filha de Bana que vai cantar sozinha e com ele, e em baixo de braços abertos, o realizador deste espectáculo. António Gonçalves Pereira é o responsável máximo e a voz de comando nos ensaios e durante o espectáculo que vai durar cerca de 3h. O organizador de tudo isto é o Miguel Anacoreta Correia, que conseguiu o milagre de pôr de pé um mega-concerto em pouco tempo que vai fazer história e ficar no coração de muitos por toda a eternidade. Falo por mim, que vou apresentar o espectáculo e mesmo cheia de nervos por nunca ter feito tal coisa, estou cheia de alegria, emoção e gratidão por ter sido o próprio Bana a convidar-me a estar presente e a ter um papel nesta grande homenagem. Acho que ele não sabe o quanto lhe agradeço ter-me incluído neste grupo de pessoas tão especiais e também não imagina o que me comove vê-lo recuperado e ouvi-lo cantar depois do tempo que vivemos há dois anos no hospital da Luz.

 

publicado por Laurinda Alves às 17:59
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Terça-feira, 8 de Junho de 2010
Mar e futebol vistos na costa alentejana

 

 

Escrevo no minuto exacto em que começa o último jogo de preparação para o Mundial de Futebol. Acabo de ouvir o Hino Nacional, coisa que me comove sempre. estou perto do mar, com um olho na televisão e outro no computador, a visionar material, entrevistas e imagens gravadas nas viagens que acabo de fazer. Ao fim da tarde dou passeios e mergulhos na praia. Melhor era impossível... Viva Portugal!

 

 

publicado por Laurinda Alves às 15:19
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Segunda-feira, 7 de Junho de 2010
Os pais que velam pelo sono dos filhos

 

O meu irmão Mané, pai do Filipe, o meu sobrinho mais velho, e do Gonçalinho, o meu sobrinho mais novo, a velar pelo sono do filho. Achei um amor vê-lo assim muito quieto ao lado do bebé, enquanto ele dormia. Coisas de pai. De pai muito querido, claro. Só as mães e os pais que amam muito os seus filhos se dispõem a acompanhá-los nos seus ritmos e a estar rentes aos seus ciclos. Sejam ciclos de sono ou de vida.

publicado por Laurinda Alves às 13:37
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O caminho das árvores e os lugares sagrados

 

Esta alameda de cedros é um dos caminhos que percorro à entrada e à saída do lugar sagrado onde faço alguns dos meus retiros de silêncio orientados por jesuítas. Os Exercícios Espirituais terminaram ontem à tarde mas felizmente ficam a fazer eco durante muito tempo. Não cabe aqui falar do que se vive ali, mas mais tarde ou mais cedo acabarei por dizer uma ou outra coisa radicalmente importantes.

 

 

À saída e já sem devassar ninguém, não resisti a fotografar uma das capelas onde passamos momentos de intimidade e oração nestes dias. Mostro esta capela por ser um espaço muito bem aproveitado do ponto de vista arquitectónico, com luz natural a entrar de cima, por uma espécie de pequena clarabóia quadrada. O arquitecto Bernardo Pizarro Miranda, de quem já aqui falei na última vez que vim fazer EE a esta quinta em Palmela (http://laurindaalves.blogs.sapo.pt/93681.html, aproveitou um antigo e desinteressante posto de electricidade para construir um espaço de oração.

 

 

O silêncio e a luz natural desta pequena-grande capela são muito inspiradores e, por isso, mesmo correndo o risco de me repetir, dou mais uma vez os parabéns ao aqruitecto e agradeço-lhe também a ele este espaço sagrado. A ele e às Irmãs Escravas, em cuja quinta nos sentimos sempre verdadeiramente em casa. Uma maravilha, este tempo de silêncio e oração. Uma maravilha no sentido do encontro mais que profundo e, também, no sentido estético. É que a estética importa e muito. Seja na vivência da fé ou na vida do dia-a-dia... 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:36
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