Dia de ressaca do futebol. Dia de não dizer muitas coisas, para não errar muito. Sou das que ficaram mesmo, mesmo tristes, mas sinto-me incapaz de criticar. A sério! Não é fácil ficar calado nestas alturas mas sinto que é uma forma de prestar homenagem a tanto esforço, empenho, correrias e desafios. Deixo aqui esta imagem de três cães ao sol sobre uma ponte em Berlim. Habitualmente usamos a expressão "vida de cão" pela negativa, mas hoje uso-a pela positiva para ilustrar o sentimento (ou a necessidade, para ser mais exacta) de alguém que gostaria de se estender ao sol, sem pensar em nada, para repor a energia e acordar com outra disposição depois da letargia...
Uma cena irresistível esta manhã quando cheguei à Garage: enquanto as mães trabalham no computador e ao telemóvel, fazem reuniões e tomam decisões, os filhos brincam lá fora no pátio. Adorava ser mosca para ouvir as conversas de faz-de conta entre a Leonor e o Guilherme. Lindos! A Leonor está a fazer horas para o ensaio do seu espectáculo de ballet, logo à tarde no Teatro Tivoli (que espectáculo, com esta idade!), mesmo antes do jogo Portugal-Espanha. O Guilherme está com febre e, por isso, hoje veio para o escritório da mãe. Para além de ser uma cena adorável, é eloquente do espírito da Garage e da sua política activa de conciliação familiar. Muito bom. Os despojos da Leonor e do Guilherme, que entretanto desapareceram do pátio para ir brincar noutro lugar, são um poema.
Passei uma tarde a editar a entrevista que fiz em NY ao Jorge Colombo, ilustrador e fotógrafo que também filma e escreve e faz design gráfico, e foi um prazer voltar a ouvi-lo. Tirei-lhe esta fotografia na rua, mesmo em frente da Central Station, onde estavam estacionados dois american trucks carregados de luzes, focos e material de cinema e fotografia, prontos a improvisar um estúdio e a iluminar tudo como se fosse dia. Performativo e divertido, o Jorge fez a sua pose. Dentro da Central Station descobrimos a fotógrafa Annie Leibovitz (já fiz um post com ela e o batalhão de gente que estava no set) e demorámos por ali a vê-la trabalhar. As ruas de NY são quase sempre um acontecimento. No Soho, na manhã seguinte, também tirei fotografias a pessoas que passavam na rua. Esta miúda parece saída de uma campanha publicitária mas não, estava só a tentar apanhar um táxi.
Hoje estive com uma amiga que voltou de Berlim, onde esteve a trabalhar, e de certa forma eu própria voltei a uma cidade que adoro e da qual tenho sempre saudades. Para matar essas saudades e celebrar uma cidade explosiva e criativa, deixo aqui duas polaroids tiradas numa esquina do bairro dos artistas. Há centenas e centenas de prédios pintados em Berlim mas este é um dos que mais gosto. Conta muitas histórias ao mesmo tempo...
Eis o cabelo fascinante de um rapaz que viajou ao meu lado no avião pouco tempo antes de começar o Mundial de Futebol. Vejo o cabelo 'lavrado' de um jogador da selecção do Ghana, mais os cortes estrambólicos de outros jogadores dentro e fora dos relvados sul-africanos e não resisto a mostrar o do meu 'amigo' por ser porventura o mais extraordinário de todos. Se pudessem ver de perto, como eu vi, o detalhe dos cortes e contra-cortes (mais rentes e menos rentes, para sublinharem a geometria da coisa) e a perfeição das linhas, percebiam a maravilha de mãos que tem o artista que re-desenhou esta cabeça.
Os melhores programas do dia para esta sexta-feira? Acordar cedo e ir buscar alguém muito especial que passou a noite no hospital devido a uma cirurgia importante mas sem gravidade nenhuma e que correu lindamente; passar a manhã em casa na sua companhia, eu a desgravar a entrevista da Inês Thomas de Almeida, mezzo-soprano que vive em Berlim (e que adorei conhecer); almoçarmos com tempo, escolher o melhor lugar para ver o jogo Portugal-Brasil, e depois darmos uma volta de mota sem destino, de preferência devagar, pela beira-rio e junto ao mar. E viva o Verão e os dias compridos e ... Portugal!
Tirei esta fotografia no atelier da Filipa César, em Berlim, e uso-a agora porque é este o meu trabalho e o da equipa com quem edito os programas de TV nos próximos 3 meses: visionar, anotar, escolher, andar para trás e para a frente, sincronizar câmaras, cortar, cortar, cortar... Esta é a parte mais difícil porque as entrevistas são excelentes mas cada protagonista só pode ocupar cerca de 8' de programa uma vez que no total cada programa tem 25' e revela 3 portugueses de áreas profissionais completamente diferentes, a viver em cidades e países distintos. É um grande desafio e adoro esta parte mas vão ser muitos meses de trabalho até chegarmos à versão final. Nesta imagem está uma das assistentes da Filipa César, artista plástica de referência e uma das minhas entrevistadas nesta série de programas sobre os novos emigrantes portugueses.
Aqui fica o 'filme' da apresentação do novo livro de Mafalda Pinto Leite. Primeiro nós próprias, que o apresentámos mais a editora, depois as pessoas que se dividiram entre o prazer de ouvir a Mafalda, de ler o que ela acaba de publicar e de provar o que se lembrou de cozinhar, e finalmente o momento em que os filhos da Mafalda chegaram. Grande fim de tarde.
A Mafalda Pinto Leite, chef de cozinha, apresentadora de um novo programa de televisão sobre culinária e gastronomia e autora do livro "Dias com Mafalda" convidou-me para apresentar o seu livro de receitas fabulosas, esta tarde no Chiado. Vai ser por volta das 18h nos jardins do palacete que foi durante anos a sede da Mundial Confiança (mesmo em frente à Brasileira). Apetece-me imenso rever a Mafalda, que conheci quando era criança e adolescente, e apresentar um livro lindo muito bem produzido pela Ana Trancoso e muito bem fotografado pelo Nuno Correia.
Ir a pé pela cidade ao fim da tarde e atravessar os jardins da Gulbenkian a horas de ouvir Tolentino Mendonça falar sobre o silêncio é um verdadeiro luxo intelectual e espiritual. Fui ouvir o que tinha para dizer sobre todos os tipos de silêncio e saí de lá cheia de ideias para pensar. A lição de Tolentino foi muito estimulante e abriu a uma nova compreensão do mundo interior de cada um, mas também dos mundos à nossa volta. Deixo aqui um abraço a duas Isabel Mota (a amiga daqui do blog, que todos conhecemos e me pergunta como foi este fim de tarde, e a minha amiga Isabel Mota da Gulbenkian a quem dou os parabéns por mais esta iniciativa) e depois, quando tiver tempo, escrevo umas linhas sobre a substância da conferência. Já estou afundada na 'noite' da mesa de montagem, a 'viajar' por outros lugares, com outras pessoas, mas não posso deixar de referir este encontro de ontem e a maravilha que foi o discurso e a narrativa de Tolentino Mendonça, apresentado por António Pinto Ribeiro.
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. Alegria!