Domingo, 23 de Novembro de 2008
Flores com esta luz do sol de Outono

 

Ofereceram-me as flores na véspera de um dia importante

porque sabem que adoro flores frescas. Estão na jarra há

duas semanas e continuam bonitas,coisa inédita nos dias

que correm em que tudo é tão efémero e quase nada dura.

 

 

Hoje há tanta luz em casa que até as flores parecem novas

e frescas, mesmo estando a ficar velhas. Nestes dias azuis

de céu limpo e rio parado é um luxo ficar de janelas abertas

sobre os telhados da cidade. Adoro a transparência da luz

de Lisboa. E adoro viver de janelas escancaradas a ouvir

as vozes descombinadas e os barulhos da rua. Ao longe há

sirenes e navios pesados mas nestes dias tudo fica tão leve..

 

 

publicado por Laurinda Alves às 16:59
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A ceia de despedida do João Benis

 

Ontem houve uma ceia de despedida do João Benis, um amigo

português de origem grega, que vai fazer uma grande viagem na

próxima semana. Depois volta mas daqui a uns meses vai estar

sempre a partir e a chegar. O Benis é um amigo muito querido e

muito concorrido, por assim dizer. Vive de portas abertas e a casa

dele é uma espécie de albergue espanhol. Ou era, para ser mais

exacta, pois ontem foi o último dia nesta casa boémia, com sofá

a meio das escadas, azulejos setecentistas, estrutura pombalina

decadente, madeiras antigas e gastas, laje de pedra na entrada, 

um grande estilo e uma alma de palácio,como diz o próprio Benis.

 

 

A história da família do João Benis é fascinante e apetece

ouvir demoradamente as coisas que conta sobre o avô e

a avó. O avô era grego e foi o 1º comandante de Onassis,

coisa que o obrigou a viajar pelo mundo inteiro. Ter o posto 

mais elevado e comandar a imensa frota do armador grego

foi uma fasquia alta, certamente merecida mas seguramente

exigente. O neto fala do avô com indisfarçável orgulho mas o

que mais contagia é a alegria de Benis quando conta as voltas

ao mundo pelo mar, pois toda a família herdou esta costela de

marinheiro. A avó era portuguesa, enfermeira, e conheceu o avô

no hospital quando ele teve que ser evacuado do navio por estar

profundamente doente. Foi ela a primeira pessoa que ele viu ao

abrir os olhos depois de uma sucessão de dias febris e agitados.

O avô lia as mãos e gostava destas coisas que tinha aprendido na

Índia e leu nas mãos daquela enfermeira que iam casar e ter 3 filhos.

E casaram e tiveram os três filhos que as linhas anunciavam e foram

muito felizes durante mais de 60 anos. A avó morreu e um mês depois

o avó, que já estava doente, também morreu. Dizem que foi por amor. 

Estas e outras histórias foram a substância do serão de ontem, em que

o Benis tocou viola e cantou e todos os amigos presentes o ouviram ou

acompanharam. E a Maria também, apaixonada como no primeiro dia...

O sofá do Benis é uma instalação para as fotografias à entrada e à saída.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:39
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Sábado, 22 de Novembro de 2008
V. S. Naipaul em Lisboa, hoje

 

Tenho verdadeira devoção por verdadeiros escritores e gosto

de ver as mãos deles, mesmo sabendo que nem sempre as

gastam na escrita manual. Não sei se V.S.Naipaul escreve à

mão ou apenas no computador mas também não me importa.

Hoje fui ouvir o Nobel da Literatura à Gulbenkian ao fim do dia.

V.S.Naipaul é muito melhor a escrever do que a falar para uma

plateia. Trouxe tudo escrito e foi pena porque enquanto leu não

conversou connosco. A leitura de um papel, por mais criativo que

seja o que está escrito nesse papel, torna-se sempre monótona.

No fim houve autógrafos e claro que fotografei a sua letra porque

me fascina a grafologia e tenho o vício de reparar nas caligrafias.

 

 

 

No fim de tudo pedi a V.S. Naipaul para me dizer como se

apresentaria e o que diria sobre si próprio se fosse viajar

para outro planeta. Disse que nunca tinha pensado nisso

e que agora também não lhe apetecia pensar no assunto.

Ainda assim, fez um pequeno esforço mas acabou por ser

inconclusivo. Riu e foi simpático mas manteve a sua atitude 

meio-desconstrutiva com que, aliás, falou durante a tarde.

 

 

Percebo que não lhe apeteça o exercício de falar sobre a sua pessoa

mas ele também percebeu o prazer que me deu gravar um fragmento

de conversa com um escritor que admiro. Ficámos quites, portanto. Boa!

publicado por Laurinda Alves às 20:49
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Tributo aos soldados mortos em guerras e não só

 

 

Encontrei este vídeo no YouTube quando estava à procura de uma versão da música Arms of an Angel de que gosto muito e é cantada a duas vozes. Não encontrei o que queria porque só encontrei a Sarah McLaughin a solo e a Kelly Clarkson a duas vozes, mas sem ser com o Joe Sample (de quem gosto particularmente) mas 'tropecei' neste tributo aos soldados americanos mortos no Iraque. Embora seja um vídeo 'antigo' não resisto a publicá-lo aqui pois a questão infelizmente permanece actual e a visão das botas dos soldados mortos tem um impacto muito forte no sentido em que nos torna ainda mais conscientes da realidade atroz das guerras. Há imagens que marcam e nos transformam profundamente. Assim como existe um museu onde estão amontoados os sapatos dos judeus mortos pelos nazis, também a exposição das botas dos soldados americanos mortos na guerra nos interpela e obriga a pensar. Aqui ficam, com as fotografias das caras e os nomes de cada um.

 

 

Embora não tenha encontrado a versão da música que queria e é cantada por Randy Crawford e Joe Sample, duas vozes apaixonantes que adoro, deixo aqui duas outras músicas deles, uma com uma breve entrada falada de Joe Sample que dá para perceber a sua vibração e a sua alma. Digo eu, que não sou nada imparcial porque sou completamente fã de um e outro. Muito bons a cantar, a tocar e a falar como se pode ouvir neste segundo vídeo que aqui fica. Mas há mais, muito mais com eles e sobre eles no Youtube e tudo vale a pena!

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:16
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Sexta-feira, 21 de Novembro de 2008
Crónicas do Público de hoje

 

 

As Tristes Luzes de Lisboa
 
Da noite para o dia a cidade apareceu enfeitada de Natal mas este ano as luzes de Lisboa são tristíssimas. À excepção de dois ou três passeios considerados mais nobres e, por isso, com direito a uma iluminação quente e vibrante, todas as ruas têm luzes azuis, frias, geladas, sem graça e pior, luzes que choram. Na Avenida da Liberdade, por exemplo, o efeito mágico mais natalício que se inventou foi pôr lágrimas de luz a escorrer pelos fios, numa ilusão permanente de um choro silencioso que entristece e não apetece. Imagino que a iluminação da cidade tenha custos exagerados para os tempos que correm e não me custa acreditar que se não fossem alguns mecenas nem sequer haveria luzes de Natal mas pergunto se as lâmpadas azuis são assim tão mais baratas do que as encarnadas e as douradas. Serão? E a coisa compensa? Ou o azul é a cor de quem paga e, por ser a cor de quem paga, também tem que ser a cor do Natal em Lisboa. Se assim é parece-me absurdo o princípio. Imaginemos que os patrocinadores tinham uma marca conhecida por ser listrada, será que as lâmpadas de Natal passavam a ser luzinhas zebradas e toda a cidade se convertia num bisonho jardim zoológico de espécie única? Pior do estas luzes azuis e frias do Terreiro do Paço e das avenidas só um Pai Natal vestido de pijama azul eléctrico.
Sugiro que no próximo ano os responsáveis pelas iluminações revejam os catálogos de cores e ajustem os preços das lâmpadas festivas com os patrocinadores, negociando com eles a possibilidade de recuperar para o Natal as cores do Natal.    
 
 
Teste a sua inteligência dominante 
       
 
 
Desde que Daniel Goleman e os seus discípulos enunciaram outras formas de inteligência para além da que era possível medir através dos convencionais testes de QI, passámos a saber que existe um espectro largo de inteligências nas quais se incluem a emocional, a espacial, a corporal, a relacional, a artística, a existencial, a lógica, a afectiva, a relacional, a espiritual, a intuitiva e outras.
 
Ou seja hoje em dia não é possível falar de inteligência única mas sim de inteligências múltiplas, numa amplitude e profundidade que interpelam e obrigam a pensar. Desde já porque a aceitação de uma realidade investigada e provada pelas neurociências estabelece novos patamares de avaliação e outro poder de encaixe.
 
Os professores, os educadores, os empregadores e as pessoas em geral deixaram de poder contar com um teste que durante décadas foi um modelo universalmente usado para medir e rotular a inteligência de cada um. Hoje em dia poderemos talvez testar a nossa inteligência dominante mas não a inteligência em absoluto, pois os testes de QI não têm em conta a variedade possível.
 
Um teste de QI convencional não mede as competências relacionais, os dons manuais ou a inteligência artística, por exemplo. Nem avalia a capacidade de introspecção e pode nem sequer chegar a medir a inteligência lógico-verbal se não tiver em conta a capacidade de pensar e usar a linguagem para exprimir ideias.
 
Uma vez que não sobram dúvidas científicas sobre a quantidade e a qualidade das inteligências múltiplas é urgente complementar os testes de QI (para quem os faz e porque podem ser importantes em casos concretos) com outras formas de avaliação que compreendam o potencial de evolução de cada um, a sua capacidade de adaptação ao meio (e a circunstâncias mais ou menos adversas), que avaliem as competências sociais e relacionais, que testem a inteligência lógico-matemática e analisem a originalidade e a criatividade. Tudo isto num esforço de aceitação de que o lendário QI por si só é um critério perigoso, redutor e, por isso, muito enganador.
 
 
Outras coisas que faltam nas nossas escolas
 
 
No meio de tanto barulho e perturbação nas escolas, numa fase de braço de ferro em que muitos se desentendem, poucos se ouvem e menos ainda se acertam, vale a pena trazer à discussão outras questões tão ou mais importantes do que a avaliação dos professores e o sistema de faltas dos alunos.
 
Falo de lacunas graves em matérias essenciais no sistema de ensino português, falhas que mais à frente, na idade adulta e segundo os critérios do mercado de trabalho, se revelam perversas na medida em que condicionam as escolhas profissionais e até a progressão em certas carreiras.
 
Nas escolas portuguesas os alunos não são ensinados a argumentar e a defender pontos de vista, não são treinados no debate de ideias e muito menos estimulados no improviso e na expressão oral. Não existem aulas para aprender a falar em público nem as matérias relacionadas com a comunicação são muito exploradas e é pena pois os portugueses apresentam sérias desvantagens num campo cada vez mais exigente e determinante.
 
Numa era claramente marcada pela comunicação, ter dificuldade em exprimir ideias, em alimentar um debate ou manter uma polémica com quem tem opiniões divergentes é um handicap tremendo. A diversidade de dons é e será sempre enorme e hoje em dia ganha mais quem comunicar melhor aquilo que sabe.
 
Tão importante como pensar e fazer bem as coisas é saber comunicá-las. Acontece que no sistema de ensino nacional não existem cadeiras específicas de comunicação e o resultado é que a generalidade dos portugueses não se sente confiante na expressão verbal das suas ideias e competências.
 
Passo a vida em conferências, seminários, workshops, encontros e discussões públicas sobre inúmeras questões e saio de lá quase sempre com a frustração de ver que os conferencistas nacionais são os mais chatos e os mais abstractos. Usam powerpoints palavrosos e incrivelmente densos, limitando-se a debitar em alto o que está escrito no ecran que é projectado ao lado.
 
Sempre que alguém fala para uma plateia desta forma dá um tiro no pé. A audiência não consegue acompanhar nem as palavras escritas nem as palavras ditas e, por isso, a comunicação é nula. Um desperdício em toda a linha, portanto.
 
Há os que escrevem o que querem dizer para não correrem o risco de se esquecerem ou para manterem uma coerência discursiva impecável ao longo da sua intervenção mas também estes falham muitas vezes a comunicação por uma razão simples: enquanto lêm o papel não olham para a plateia e não falam verdadeiramente com quem está presente. Até podem dizer coisas bem articuladas do ponto de vista literário mas como não adaptam o discurso às circunstâncias, não percebem para quem falam nem se detêm na eficácia daquilo que comunicam.
 
Salvo as raras e honrosas excepções dos que têm essa maravilhosa capacidade de ler um texto como quem conversa, usando um tom coloquial e um estilo simples, todos os que lêm um papel em alto tornam-se monótonos. Pior, como trouxeram as coisas escritas de casa e não fazem nada de improviso, tudo aquilo soa a ‘minuta’. Ou seja, a coisa que tanto pode ser dita aqui como repetida ali.
 
Por tudo isto e porque é nas escolas e nos liceus que estas competências devem ser adquiridas e treinadas não me canso de falar sobre a gravidade desta lacuna no nosso sistema de ensino. O que me cansa é ouvir chatos muito chatos. 
 
 
       
imagem tirada deste blog
 
 
 
    
publicado por Laurinda Alves às 20:01
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O triste fim da Livraria Byblos

 

A Byblos, a maior livraria do país, fechou ontem e a notícia é triste

e inquietante. Sempre que uma empresa é obrigada a fechar as

portas e a despedir uma equipa inteira fica a angústia de saber

qual o futuro das pessoas despedidas, e a certeza de perceber

ainda com mais evidência as fragilidades em tempo de crise. É

uma pena que a Byblos tenha acabado por todas as razões mas

acima de tudo por representar o fim de um grande sonho. Alguns

poderão dizer que era um sonho desmedido mas eu sou das que

acreditam que é possível sonhar alto e, por isso mesmo, custa-me

o fim deste projecto e imagino que Américo Areal, o administrador,

e a sua equipa estejam profundamente desconsolados com o fecho.

 

 

Imagens como esta não se vão repetir no espaço da livraria Byblos

que, para mim, era um espaço único, muito bem organizado e cheio

de inovações tecnológicas que resultavam muito práticas e eficazes.

Passei muitas horas na Byblos com o meu filho, numa das secções

preferidas de partituras e música clássica, e também participei em

muitas apresentações de livros com autores, seguidas de debates

animados e alegres em que a proximidade entre escritores e leitores

era total. Gostava dessa intimidade e dessa cumplicidade entre uns

e outros e sei que a relação fácil e próxima era uma aposta da Byblos.

Tenho pena sincera que a livraria tenha fechado e deixo aqui um post

solidário com a equipa Byblos que apesar deste triste desfecho teve o 

condão de realizar alguns sonhos que a todos pareciam impossíveis. 

publicado por Laurinda Alves às 08:57
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A vida destes chineses dava um filme

 

João Nuno Pinto, realizador de cinema e um dos fundadores

da Garage, produtora de filmes e publicidade, dá instruções

a um grupo de chineses que fazem um casting para actores 

do seu próximo filme. Passei a tarde na Garage, coisa que

adoro porque é um dos sítios mais fantásticos de Lisboa e

um dos melhores 'escritórios' que conheço no mundo inteiro

(digo-o sem exagero nenhum, note-se!) e na onda criativa que 

se vive permanentemente numa produtora onde todos têm um

ar descontraído e cúmplice mesmo quando trabalham sob

pressão e com deadlines apertados, é fascinante acabar o dia

a atravessar esta paisagem improvisada na copa da Garage.

 

  

 

Aqui João Nuno explica aos actores que têm de reagir ao som

estrondoso de um trovão e depois sair de cena. Eles ouvem-no

com atenção e ensaiam uma e outra vez os passos e os gestos.

Gravei pequenos fragmentos destas filmagens em que a deixa

era fazer uma pergunta a um 'Sr. Vítor' sobre qual a comida que

prefere: chinesa ou japonesa? O 'Sr.Vítor' esta tarde era a própria

assistente do realizador, que respondia em brasileiro ao português

forçado ( e esforçado ) dos actores chineses que tentavam a todo o

custo pronunciar os 'rr' mas nem sempre conseguiam. Muito divertido.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:05
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Pausa para o banquete de Aquiles

 

 

A propósito de coisa nenhuma, apenas pelo gosto da leitura epopeica e pelo prazer da degustação literária deixo aqui alguns versos do canto IX da Ilíada de Homero, com a narrativa quente e tentadora de um banquete em que Aquiles conversa com os gregos.

 
Colocou uma grande tábua de trinchar à luz do fogo
e sobre ela pôs o dorso de ovelha e de gorda cabra
e o lombo de um enorme porco, rico em gordura.
Segurou-os Automedonte, enquanto Aquiles trinchava.
Cortou fatias cuidadosamente e pô-las em espetos;
o fogo foi atiçado pelo filho de Menécio, homem divino.
Depois que o fogo abrandou e a chama esmoreceu,
espalhou os borralhos e sobre eles pôs os espetos; salpicou
o sal divino, apoiando os espetos contra os resguardos do fogo.
Depois de ter assado a carne e de a ter colocado em travessas,
Pátroclo pegou no pão e arranjou-o em cima da mesa
em belos cestos, enquanto Aquiles servia a carne.
 
publicado por Laurinda Alves às 14:36
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O tempo entre os malabarismos

Esta é a Jo, minha amiga, a ler um livro nas férias com

as três bolas de cores pousadas sobre a mesa, numa

pausa das suas tentativas incessantes para conseguir

o malabarismo aparentemente fácil e quase banal de

rodar as três bolas pelo ar, mantendo apenas uma nas

mãos. Hoje lembrei-me desta fotografia (da Jo, que mora

em Londres, lembro-me muitas vezes!) por sentir que ando

quase sempre a tentar equilibrar muitas coisas ao mesmo

tempo. Como não sou a única e todos somos obrigados a

exercícios diários de malabarismo, aproveito para sublinhar

aqui a importância de parar de vez em quando e fazer pausas! 

publicado por Laurinda Alves às 10:44
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Quarta-feira, 19 de Novembro de 2008
Eleições livres, justas e transparentes

 

Os Observadores Internacionais que acompanharam as eleições

legislativas da Guiné neste fim-de-semana foram unânimes em

declarar que se tratou e um processo transparente, livre e justo.

Enquanto os guineenses e nós, no resto do mundo, aguardamos

os resultados definitivos deste escrutínio, deixo aqui as fotografias

de João Francisco Moura, meu grande amigo e um dos Observadores

que seguiram as eleições no terreno. Estas e outras imagens muito belas

e eloquentes da dignidade, garra e raça dos guineenses  estão no seu site

no Flickr, que adoro e visito diariamente. Hoje comecei por ter saudades de

Londres e agora dou comigo a ter saudades da Guiné, país que conheci há 

vinte anos e me deixou memórias indeléveis. A minha vénia a este povo lutador! 

  

 

publicado por Laurinda Alves às 14:28
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