Sexta-feira, 3 de Outubro de 2008
Este vestido dá-me sorte!

 

Acho que esta semana que hoje acaba foi uma das semanas

mais importantes do ano. Não acho, tenho a certeza! Tudo o

que aconteceu foi radicalmente marcante e até transformador.

Acordei cedo e como tinha uma agenda razoavelmente cheia e

o dia anunciava sol e calor, decidi usar este vestido. Agora que

já tive que mudar de roupa porque tenho um jantar de trabalho

e vai estar frio à noite, olho para o vestido pendurado e dou-me

conta que me dá muita sorte sempre que o uso. Foi o caso, hoje.

 

publicado por Laurinda Alves às 17:30
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Um pouco mais de azul com púrpura

 

Veneza, perdão, Cascais vista do mar ao entardecer. Linda. 

 

 

O barco balança, o céu move-se e as cores ficam arrastadas.

A árvore ao fundo parece a cúpula de uma catedral em Veneza. 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:05
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Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008
Armário de sapatos

 

Armário de sapatos na casa de um amigo meu, pai de dois

filhos rapazes. Gosto do improviso e acho graça à geometria

da coisa. Neste caso à arquitectura da coisa. Aqui ficam dois

planos inclinados, 'picado' e 'contra-picado' para ver melhor...

 

publicado por Laurinda Alves às 21:03
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Medalha de prata em Pequim

 

(texto escrito para o Público de sexta-feira passada)

 

Dan Fitzgibbon, 35 anos, australiano (ao centro, na fotografia) foi a medalha de prata de vela nos Paraolímpicos de Pequim. Dan e Bento Amaral (meu amigo e a minha melhor fonte de informação em matéria de olimpíadas) são amigos e disputaram na Austrália o Campeonato do Mundo em 2004.
Nesse ano Dan foi o campeão do mundo e Bento foi vice-campeão. No ano a seguir, em Itália, Bento sagrou-se campeão do mundo e todos nos orgulhámos. Bento diz, com a simplicidade e o humor desarmante que o caracterizam, que só foi campeão do mundo porque Dan não competiu.
“Ele é muito melhor do que eu!”, garante. Acredito mas, para mim, ele é que continua a ser o campeão do mundo. E vou morrer a achar que o Bento é o melhor do mundo em muita coisa. Mesmo que não haja medalhas nem taças a prová-lo. Não são precisas.
Voltando a Dan, a sua história de vida interpela-nos irremediavelmente. Ele, Nick Scandone de quem falo no post anterior por ter ganho a medalha de ouro, e o próprio Bento são testemunhos de enorme coragem e grandeza.  Dan era a esperança olímpica australiana quando há dez anos teve o acidente que o deixou tetraplégico.
Por ironia do destino Dan tinha acabado de ganhar um campeonato de vela no seu país e no entusiasmo de mais uma conquista que o levaria, mais tarde ou mais cedo, aos Jogos Olímpicos, os outros velejadores cumpriram o cerimonial de o atirar à água. Este gesto de atirar ao mar um campeão é uma tradição antiga da vela que acontece especialmente nos campeonatos importantes. É praticamente impossível escapar.
Dan fez o que fazem todos os outros e deixou-se atirar. Acontece que o mergulho foi mal dado e no embate ele fracturou uma cervical. Quando voltou à superfície toda a sua vida tinha mudado para sempre.
Bento conta-me esta história e faz-se silêncio entre nós. E mesmo sem falarmos, há um olhar de reconhecimento de uma situação que, afinal, é muito semelhante. As circunstâncias do acidente de Bento são tão inesperadas (ainda hoje parecem irreais) como as de Dan. Bento retoma o fio à meada e conta-me que Dan também não desistiu nunca.
Cumpriu o calvário da recuperação, viveu toda a frustração e superou os obstáculos, um por um. “Ele tem uma lesão muito parecida com a minha”, diz Bento. E eu, que sei tanta coisa sobre os anos que se seguiram ao seu acidente, percebo o que me está a dizer. Bento repara que pousei a caneta e abre um sorriso para eu não ficar cismática. Conta-me que a boa notícia do australiano nem sequer é ele ter ganho a medalha de ouro em Pequim.
“Sabes uma coisa? Encontrámo-nos este ano em Rochester, nos EUA, onde estava um velejador sueco de quem também ficámos amigos. Na Suécia as pessoas como nós têm direito a um acompanhante permanente pago pelo Estado e o Gustaf Fresk, o velejador sueco, que é casado e tem filhos, levava com ele uma rapariga muito gira que acabou por se se apaixonar pelo Dan.”
A boa notícia é que o Dan também se apaixonou por ela e está em vésperas de trocar a Austrália pela Suécia. Gosto de bons enredos e de histórias com final feliz.   
publicado por Laurinda Alves às 00:37
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Campeão olímpico de vela adaptada

 

(texto escrito para o Público de sexta-feira passada)

 

Em Pequim não há mar e, por isso, as regatas olímpicas e paraolímpicas decorreram em Qingdao (ler:Txingdao) a 600kms de distância, num mar adverso e desordenado, com pouco vento e muitas correntes, coisa que torna a competição mais difícil.
Qingdao, a sudoeste de Pequim, é a Suíça da China. Os atletas paraolímpicos estiveram lá em Maio, numa viagem de reconhecimento mas Nick Scandone, o americano que ganhou a medalha de ouro em Pequim, não foi nessa altura porque precisava de se preservar fisicamente, e de se poupar para as 11 regatas da competição olímpica.
Excelente velejador, Nick foi confrontado há seis anos com o diagnóstico de uma doença neuro-muscular degenerativa e foi-lhe dito que teria, no máximo, 2 a 4 anos de vida. A mulher de Nick diz que a vela tem sido a sua sobrevivência e o seu maior desafio mas, também, o seu grande estímulo.
Nick ouviu a sentença médica e em vez de baixar os braços, subiu a fasquia. Visualizou uma meta e traçou um plano. Dividiu o seu tempo ao meio e dedicou-se àquilo que sempre foi o maior prazer da sua vida: a vela. Treinava 15 dias seguidos e depois descansava outros 15, e foi neste tempo alternado e nesta vida multiplicada que apurou as suas performances e adquiriu forças para a competição final.
Nas regatas regulamentares de Qingdao, Nick que tem enorme dificuldade em falar e precisa de respirar entre cada sílaba impressionou todos os atletas presentes. Bento Amaral , o velejador paraolímpico português, e os outros sabem que quanto mais exercício físico faz, mais desgasta os músculos e mais depressa destrói as células do seu tecido muscular.
Apesar da irreversibilidade desta sua realidade, Nick Scandone transcendeu-se e os esforços olímpicos valeram-lhe a subida ao pódio para a medalha de ouro, ouvida ao som do hino americano entre lágrimas impossíveis de controlar. As dele e as nossas, quero dizer.
Agora, que Nick já voltou à Califórnia, Bento contou-me que sabe que ele está feliz por um lado mas infinitamente triste, por outro. A vitória era o seu objectivo e isso enche-o naturalmente de alegria mas há a outra realidade que o entristece e que ele não pode evitar.
A doença progrediu e o tempo que se segue pode ser um tempo muito doloroso de espera. Especialmente porque depois de Pequim e do pico da glória, fica um vazio insuportável e uma contagem decrescente para um fim que se anuncia e ameaça ser incontornável. Bento disse-me, com profunda tristeza, que Nick pode não chegar ao Natal e isso é muito duro de aceitar.
publicado por Laurinda Alves às 00:20
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Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008
Winds of new season

 

Lições de Vida ou run for a life, é o título do blog que hoje 

marcou o meu dia e me inspirou profundamente. Que me

marcou pela verdade, pela intimidade e pela realidade de

um homem que não conheço e que acabou de ser pai, a

quem foi diagnosticado um cancro terrível. Hélder começou

hoje os tratamentos de quimioterapia. É português e mora

em Londres e, por isso, escreve em inglês no seu blog. Os

amigos deixam mensagens em português e dão-lhe forças

para o caminho. Impressionou-me tudo o que conta no blog.

E a maneira como conta até coisas muito íntimas. Sagradas. 

 

At last again a day that brought me more light than darkness, After been so stressful last week, full of pessimism and morbid thoughts this Thursday had a much more human and friendly face. The hope that increased in our spirits is because, instead of being under the dictatorship of the sugars, the glucose behaved more normal and controlled, like some weeks ago. Thus, for the first day I did not find myself strangling with headaches and tiredness. It released me to enjoy a higher quality of day, We could walk around and read more, and of course just relax and take the last spells of sun in the park. Even the day paid me with the bonus of a lovely Polish dinner superbly cooked by Rafi & Kaska, though only was missing the potatoes :)

 

publicado por Laurinda Alves às 16:31
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