Sábado, 6 de Setembro de 2008
O monge e o filósofo

 

(crónica do Público de sexta-feira)
 
Pai e filho. Um nasceu em 1924, o outro em 1946; um é filósofo, ensaísta, professor e ex-director do L’Express, o outro é cientista, especialista em Biologia Molecular e ex-investigador no Instituto Pasteur de Paris.
 
O pai, Jean-François Revel, pertence à Academia Francesa e foi premiado pelo conjunto da sua obra literária; o filho, Mathieu Ricard, abandonou uma carreira brilhante para se converter ao budismo, fez-se monge, tornou-se um dos maiores especialistas mundiais em matéria de espiritualidade tibetana e é há muitos anos o tradutor e acompanhante do Nobel da Paz.
 
Mathieu Ricard pertence ao círculo íntimo do Dalai Lama, fez incontáveis traduções de escritos tibetanos antigos e é autor de alguns livros de referência sobre o budismo.
 
Há cerca de dez anos pai e filho decidiram sentar-se juntos em Hatiban, no Nepal, no isolamento de um lugar único erguido no cimo da montanha que domina Katmandu, para uma longa conversa que haveria de ser gravada e depois editada em forma de livro.
 
Le moine et le philosophe não é um livro recente, portanto. Mas continua actual. Dolorosamente actual, para ser mais exacta. Os factos relativos às perseguições, extermínios e domínios permanecem na ordem do dia e revelam a atitude de impiedosa repressão exercida e mantida pelo governo chinês sobre o povo tibetano.
 
Ao longo do livro que agora leio com um olhar mais atento por ter acompanhado de perto os ensinamentos do Dalai Lama quando esteve em Lisboa no Verão passado, mas também por ter no meu círculo de amigos alguns budistas, esta realidade do genocídio e de todas as formas de opressão está muito presente e obriga a pensar.
 
Mas há uma outra realidade, infinitamente mais luminosa e inspiradora, que faz parar aqui e ali, sublinhar o que está escrito e até pousar o livro por breves momentos para conferir mentalmente teorias e práticas.
 
Não sou budista nem nunca serei mas esta certeza íntima não atrapalha em nada o meu fascínio pela espiritualidade tibetana e muito menos impede a minha adesão incondicional à personalidade e mensagem do Dalai Lama.
 
Mais, aproveito o facto de ter amigos budistas para perceber alguns mistérios existenciais e aceder a algumas práticas de meditação que, devo dizer, ajudam incrivelmente a calibrar as emoções e a aliviar o peso dos dias. Mesmo não sendo dada à meditação budista no sentido mais profundo e radical desta prática oriental, vou tentando perceber uma ou outra coisa que encaixo e adapto ao meu espírito de cristã que recorrentemente precisa de silêncio, contemplação e oração.     
 
O livro foi-me oferecido pelo Pedro, o meu amigo budista que sabe e percebe que há mais coincidências do que divergências entre quem reza e quem medita. O gesto de me oferecer este e outros livros revela uma delicadeza enorme e uma amizade atenta ao essencial, aliás. Não se trata de uma tentativa de conversão mas antes de uma possibilidade de comunhão em questões fundamentais.
 
Vasco Pinto Magalhães, o padre jesuíta com quem faço muitos dos meus retiros de silêncio de uma semana, usa as técnicas de respiração e meditação dos budistas para nos ajudar a centrar no essencial. Não sei se os budistas usam ensinamentos cristãos para apurar a sua consciência universal e elevarem o seu patamar espiritual nem isso verdadeiramente me importa.
 
O encontro de religiões, o ecumenismo dos homens e a atitude de abertura espiritual é que fazem a diferença no mundo. Hans Kung, filósofo alemão contemporâneo de Jean-François Revel, diz que é pela ética que vamos e eu acredito que sim, que a ética é um grande caminho para a humanidade.
 
Acima deste caminho há um outro que nos pode juntar e aperfeiçoar, que é o do encontro de religiões. Acredito que o altruísmo, a bondade e a sinceridade são as rectas dessa longa e sinuosa estrada e sei que não são exclusivos de nenhuma fé, culto religioso ou prática espiritual. Melhor assim.
publicado por Laurinda Alves às 04:03
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O domador e os seus leões

 

(a minha outra crónica do Público de sexta-feira)
 
Segundo jantar da recém-criada rede de jovens empreendedores sociais, à qual também pertenço e sobre a qual já escrevi no início do Verão. Nestes jantares, que se pretende serem de encontro e partilha de ideias, há sempre alguém que fala e expõe os seus projectos.
 
Desta vez os speakers da noite eram um brasileiro e uma espanhola. Celso Grecco, o brasileiro, criou a Bolsa de Valores Sociais de São Paulo em 2003. A BOVESPA está a ser um sucesso e começa a ser replicada noutros países.
 
Trata-se de um conceito inédito no mundo inteiro que colhe cada vez mais adeptos e ajuda cada vez mais pessoas e projectos. As grandes e médias empresas apostam na responsabilidade social, envolvem-se em causas profundamente humanas, transformam a sociedade e são cotadas em bolsa em função do valor social gerado.
 
Isto dito de uma forma resumida e grosseira, claro. Teria que explicar muitos detalhes funcionais e financeiros para se perceber a estrutura da BOVESPA, coisa que me abstenho de fazer por haver quem o faça melhor, com mais assurance e conhecimento de causa. Em todo o caso vale a pena sublinhar a existência desta Bolsa de Valores Sociais, até porque já começaram as conversações em Portugal com a Euronext para ver se é possível replicar também aqui o que se faz ali e em países como a África do Sul, só para dar um exemplo expressivo.
 
Maria Zapata, a espanhola presente no jantar, representa a Ashoka, uma mega organização que promove e apoia empreendedores sociais com projectos em curso em mais de 65 países.
 
Celso e Maria falaram cada um sobre a sua experiência, sobre a facilidade e a adversidade desta cultura emergente de empreendedores sociais que, por serem agentes de mudança, estão a contribuir para transformar o mundo mas também a aplacar cepticismos e a vencer resistências.
 
Maria Zapata era uma financeira pura e dura com um excelente cargo numa grande multinacional mas ao fim de oito anos de trabalho sumptusosamente pago Maria percebeu que enriquecer daquela forma não era o seu objectivo de vida. “Ganar mucho no me hacia levantar por las mañanas” confessou esta espanhola de Madrid que contou como foi a sua aproximação ao universo dos empreendedores sociais.
 
“Não era o meu mundo, não tinha conhecimentos sobre a matéria nem nenhum insight particular nesta área mas à medida que ia conhecendo estas pessoas e identificando a sua lógica social; à medida que ia percebendo as prioridades e critérios; e na medida em que sentia que tudo o que faziam era feito com uma convicção invulgar e um entusiasmo contagiante, realizei que era também aquilo que eu queria fazer. Queria estar perto desta gente!”
 
Quando fala de prioridades e critérios, Maria Zapata refere-se ao facto de os empreendedores sociais medirem os resultados dos seus projectos pela quantidade de pessoas que ajudaram a resolver os seus problemas e não pela quantidade de dinheiro que ganharam com o seu negócio.
 
Sem idealismos e com muito pragmatismo, Maria e Celso enunciaram projectos e pessoas que estão a contribuir para um mundo melhor e naquele jantar todos sentimos qualquer coisa muito parecida com o que sentiu Maria quando descobriu a sua vocação. Não sabemos ainda muito bem que é esta gente que anda por aí a empreender socialmente mas basta sentir a energia com que trabalham e a alegria com que comunicam o que fazem para perceber a motivação e ficar com a mesma vontade de proximidade.
 
Falo por mim mas também por muitos outros que, como eu, vão descobrindo com surpresa feliz “o que de melhor se faz no mundo por um mundo melhor” (é este, aliás, o lema da IM Magazine, a revista online, bilingue, criada por Ana Teresa Silva, uma das empreendedoras sociais portuguesas que também pertence a esta rede de que falo).
 
E termino contando a pequena história que Celso Grecco começou por contar quando se apresentou no jantar:
“ Na minha infância havia um domador de leões que marcou gerações inteiras por ter um sagrado domínio sobre as feras. Eu ia ao circo com o meu avô e ficava fascinado pelo domador que mandava os leões fazer tudo o que ele queria, inclusivamente abrir a boca para ele meter a cabeça lá dentro. Nunca esqueci este domador e muitos anos mais tarde vi-o na televisão, já muito velhinho, a dar uma entrevista.
 
Fiquei suspenso do écran a reviver a minha infância e todo o meu fascínio e eis que o entrevistador lhe pergunta qual o segredo para domar as terríveis feras. Orlando, o domador, disse que ia revelar o segredo e eu cheguei-me à frente para ouvir finalmente o que sempre quis saber.
 
- O meu segredo é simples. Eu comprava os leões muito pequenininhos e aprendia com eles o que eles gostavam de fazer. Observava-os demoradamente e ficava a saber que um gostava de rolar pelo chão mas tinha pavor do círculo de fogo; outro adorava abrir a boca mas era simplesmente para bocejar jamais para atacar; outro gostava de se sentar mas não queria pular; outro enfrentava o fogo com audácia e raiva porque era a sua maneira de ser forte e feroz e por aí adiante.
 
O que eu fiz toda a minha vida foi observar e perceber o que cada um fazia e gostava. Ou seja, o meu segredo sempre foi saber os talentos de cada um dos meus leões e nunca trocar a ordem!”   
 
Saber como o leão se comporta e agir em conformidade, extraindo o máximo do mínimo, sem correr riscos desnecessários parece-me um grande segredo. Agradeço ao Celso, que conheci agora e ao Orlando que nunca hei-de conhecer, o truque que afinal dá para tanta coisa na vida.
publicado por Laurinda Alves às 03:50
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Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008
E vivam os Cozinheiros Anónimos!

 

 

Almoço rápido, improvisado em sete minutos: uma salada

de rúcula selvagem com coentros, sementes e azeitonas. 

 

 

Um misto de cogumelos com bróculos e bacon refogado

com azeite e alhos inteiros, temperado com vinho branco.  

 

 

No fim uma massa al dente com o misto alla pugliese e a

coisa está feita. E vivam os Cozinheiros Anónimos que não

conheceremos jamais mas todos os dias dão o seu melhor 

para que nós possamos fazer em casa refeições rápidas e

muito saborosas. Ah! E vivam os Doceiros Anónimos que

fazem os gelados geniais que compramos no supermercado!

 

publicado por Laurinda Alves às 15:12
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Conversa de quiosque esta tarde

 

Ouvi esta conversa agora mesmo no quiosque onde fui comprar o jornal

e os meus caderninhos Moleskine do costume:

- O que é que o senhor está a fazer aí nessa fila há tanto tempo?

- Eu? A tentar ficar rico!

- Ah! Eu também ando a tentar ficar rica mas é a trabalhar, na escola.

A mulher que fez a pergunta foi andando e o homem que estava na fila

para entregar as apostas para o Euromilhões permaneceu firme no seu

posto. Eu ouvi o diálogo e dei comigo a pensar na atitude de um e de outro.

 

publicado por Laurinda Alves às 14:47
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Coisas da vida de um rapaz

 

Hoje dei comigo a rir sozinha com a descoberta inédita de

um facalhão de mergulhador agarrado à perna da mesa

de trabalho do meu filho. Achei a coisa muito cómica pelo

insólito e pelo excesso. Só a um rapaz passa pela cabeça

amarrar a faca que usa agarrada à perna quando faz caça

submarina, na perna da secretária onde tem o computador.

Uma rapariga jamais faria tal coisa. Pelo desinteresse total

e absoluto em relação às facas de mergulhador e pela falta

de imaginação que nos vem certamente do facto de sermos

desprovidas de instintos primitivos de caçador/predador.

 

 

 

Acho graça aos atilhos da faca e ao abraço firme e seguro

que ela dá à perna da mesa. O meu filho está em viagem

e ainda bem porque ia odiar ver este detalhe no meu blog.

Percebo-o. Mas não resisti a fotografar e a escrever umas

linhas sobre o assunto. Aqui que ele não me lê nem me

ouve, esta faca faz-me lembrar outras faquinhas, pistolas

e armas de plástico que ele guardava debaixo da cama em

criança. Se calhar esta é a versão late teen do tal instinto do

caçador que defende o seu território...não sei, nunca tinha

visto a faca ali nem tinha pensado a coisa. Mas achei graça.

 

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008
Paixão fotográfica com e sem "as miúdas"

 

Mariana Sabido, a fotógrafa que entrevistei há pouco tempo neste blog, está em grande. Depois de ter criado um conceito de fotografia para mães (futuras, recentes ou 'antigas') já com um portfolio expressivo da sua obra que pode ser visto em mãe 360, a Mariana Sabido inaugurou um novo site que adoro e agora visito com frequência, onde publica todos os dias imagens muito reveladoras do seu olhar sobre as coisas e as pessoas que atravessam a sua vida.

 

Paixão Fotográfica é um excelente nome para alguém que há anos vive apaixonado pela fotografia. Vale a pena ver, conhecer e passar palavra. Percebe-se pelos detalhes o amor de Mariana pelas suas 4 enteadas e é impossível este amor não nos tocar pois a Mariana é a madrasta-boa mais nova que conheço. Mais nova e com mais enteados, note-se. Muitos parabéns Mariana! Pela qualidade das fotografias e pela excelência do motherhood com as miúdas, como chama às 4 enteadas.

 

E já que falo na Mariana Sabido e tenho guardada no arquivo do blog a entrevista que lhe fiz antes do Verão, volto a publicá-la hoje porque ela melhor do que ninguém fala do seu trabalho e daquilo que a entusiasma. Embora a entrevista esteja exclusivamente centrada no conceito fotográfico de mães e filhos e a Mariana esteja a desenvolver novos projectos, não me parece que a entrevista esteja desfasada. Muito pelo contrário. Aqui fica.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:05
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008
O lago e o blog em vasos comunicantes

 

Gosto deste prodigioso sistema de vasos comunicantes que é

a blogosfera e fascinam-me as mil e uma ligações prováveis e

improváveis que se estabelecem entre bloguers. Hoje li, como

leio sempre, os meus favoritos e reparei que a Zilda Cardoso

escreveu um post sobre patos e um lago. Como estive nesse  

mesmo lago há muito pouco tempo, não resisto a sublinhar as

palavras inspiradas e inspiradoras que a Zilda escreveu no seu

blog, com fotografias bem melhores do que as minhas.

 

 

O lago tem juncos e uma fonte de pedra por onde corre uma

água incrivelmente fresca e cristalina. Passámos uns dias de

sonho na Quinta do Casal, em Ponte de Lima, e sei que este

tempo que passámos juntos ficou para sempre gravado no

coração de cada um. De certa forma até marca um outro tempo. 

Foi muito bom estar ali com o Salvador e vê-lo passear sem se

preocupar demasiado com os obstáculos. No campo não há as

terríveis barreiras arquitectónicas da cidade e tudo parece muito

mais fácil. Seria bom que a natureza fosse mais respeitada ...

Deixo aqui um dos meus fragmentos de filme gravados dentro

do barco a remos. Gosto do som da água, do movimento lento dos

remos e também do barulho da madeira que range devagarinho. 

 

 

 

E deixo ainda as palavras de Zilda sobre o seu lago sem patos: 

Agora, um grande lago na Quinta do Casal permite-me ter patos bravos
sem limite. Contudo, percebi que uma coisa é o meu desejo, outra é o
desejo deles. Apareceu uma pata, o ano passado e eu fiquei à espera do
masculino que havia de fertilizá-la. E ele veio, será ali rota de migrações,
vieram dois com ar de realeza. Ficaram por algum tempo, depois um foi
embora educadamente. Algumas semanas depois, desapareceu o casal,
quer dizer, em vez de ela levar o pato a fixar-se, levou-a ele a ausentar-se.

 

publicado por Laurinda Alves às 19:02
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008
O fim das coisas e o fim dos ciclos

 

Hoje foi dia de voltar à XIS. Não à redacção mas ao armazém

onde têm estado bem guardados os despojos de quase dez

anos de trabalho feito em equipa. Foi um dia especial, portanto.

 

 

Foram precisos 19 meses para termos a coragem de abrir

os caixotes e separar as coisas. Pôr o lixo no lixo é preciso,

mas nem sempre é fácil. A XIS foi feita da primeira à última

edição por um verdadeiro dream team e claro que isso nos

marcou a todos e nos enche de nostalgia e de saudades.

 

 

Era urgente dar um destino às caixas e caixas que estiveram

guardadas todos estes meses no armazém mas o critério de

selecção não foi fácil. Não apetece deitar fora as coisas que se

fizeram com paixão e convicção e por isso demorámos mais...

 

 

Reparo que nesta imagem está inscrita a palavra 'frágil' e

registo a coincidência de estar nesse exacto momento a

decidir se guardava ou deitava fora alguns escritos mais

sensíveis e, por isso, radicalmente marcantes. Guardei-os.

 

 

A maior surpresa em dias de mudanças é perceber a enorme

quantidade de coisas que acumulamos ao longo dos anos e

descobrir no meio das caixas e dos papéis tantos registos e

tantas memórias. Aparecem coisas que julgávamos perdidas

e até fotografias que não nos lembrávamos de ter guardado...

 

 

No fim há uma espécie de milagre da multiplicação: as caixas

a abarrotar de papéis e revistas que vão para o lixo são tantas

como aquelas que ficam arrumadas, com tudo bem arquivado

e em ordem para a posteridade. Este post já vai longo mas não

consigo encurtá-lo nem deixar de publicar a reportagem do dia

em que finalmente fomos capazes de separar o trigo do joio.

 

 

Ainda bem que arrumámos tudo

e ainda bem que o fizémos em

equipa. A XIS foi o nosso sonho

realizado e daí a alegria com que

agradeço e com que me despeço

do meu dream team. Obrigada!

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:54
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008
Conversas privadas com Winston Churchill

Conversas privadas com Winston Churchill é o título desta fotografia que me enche de nostalgia. Setembro chegou cedo demais, não era preciso ser já hoje. O mês de Agosto ainda podia durar mais uns tempos, que ninguém se importava...

Voltaram as rotinas, voltou a agenda muito preenchida e os dias cada vez mais curtos. Que pena. O tempo voa e os amigos também. A Jo já acabou o livro de certeza e agora está noutra latitude, com outras leituras. Que saudades! 

  

publicado por Laurinda Alves às 15:10
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