Sábado, 27 de Setembro de 2008
Amigos, versão encarnado-vivo-vibrante

No mesmo dia estive em casa de amigos com quem já não

estava desde o fim das férias, encontrei na rua um que não

via há meses e fui ao aeroporto despedir-me de outros

que partiram para uma viagem de mota. E de sonho!
 

 

A Rita foi ter comigo e com o Bento e almoçámos juntos em

casa. Que bom vê-la gira, feliz e à espera do segundo filho!

  

 

O João começou por aparecer no meu espelho retrovisor e

só depois ao vivo. Era impossível não reparar nele assim...

 

 

O Pedro, o Kiko e o João são três de um grupo de nove que

começam hoje em Munique uma viagem de mota pela

costa da Croácia. Morro de inveja desta viagem. Adorava

ter o endurance deles (e uma mota como as que eles guiam!) 

para ir com eles. Não imagino maior liberdade do que esta

de atravessar a paisagem e rasgar o horizonte numa mota. 

On the road again é o blog que nos permite viajar com eles... 

 

publicado por Laurinda Alves às 01:53
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Tenho saudades do Bento Amaral

 

Depois de ter estado dois dias no Porto com o Bento Amaral a

ouvir histórias de Pequim e episódios mais ou menos avulsos

dos jogos Paraolímpicos voltei a Lisboa cheia de saudades de

um tempo com tempo, para estarmos juntos a falar destas coisas

e, também, de coisa nenhuma. A minha página do Público de hoje

está tomada pelo Bento e pelos atletas paraolímpicos. Ainda bem

que somos amigos, para eu saber os detalhes do detalhe e poder

contá-los. Desde que cheguei a Lisboa ainda não parei (nem sequer

para actualizar decentemente o blog) mas aquilo que ocupa a minha

cabeça e aquilo que povoa o meu espírito são as histórias de superação

que o Bento me contou, e me impressionaram pela grandeza de alma de

tantos que poderiam ter baixado os braços ou desistido mas não o fizeram.

publicado por Laurinda Alves às 09:28
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Quinta-feira, 25 de Setembro de 2008
Detalhes de uma viagem de comboio

Saí de Campanhã às três da tarde e cheguei a Lisboa às seis.

Desta vez vim no Intercidades. É giro parar nas estações e ver

as coisas com mais tempo. Além disso não enjoei, como me

acontece sempre que vou no Alfa. Gosto de detalhes e gosto

de andar de comboio, especialmente em dias de sol e céu azul

como hoje. Agora vou a correr para os compromissos do fim do dia. 

 

P.S.: Só mais uma coisa! Uma mala abandonada na plataforma

entre as linhas do comboio sem provocar o pânico geral já só é

possível na estação da Pampilhosa, neste nosso país. Ou não?

 

publicado por Laurinda Alves às 18:34
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E vivam as boas ideias!

 

Mariana, acho a ideia linda e original. Oferecer um presente personalizado é oferecer uma espécie de abraço apertado, demorado. Um abraço daqueles que nunca se desfazem. Muito bom.

 

Obrigada pela sugestão e pela inspiração. Eu própria acho que vou marcar uma sessão fotográfica com a minha família, neste ano em que os meus pais celebram 50 anos de casamento. Nunca me teria ocorrido oferecer-nos a todos este presente...

O meu dia já começou bem! Viva a paixão fotográfica e vivam as boas ideias! 

 

publicado por Laurinda Alves às 10:43
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Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008
Os barulhos da noite e as vozes de ontem

 

Estou no Porto. Acabei de passar a ponte da Arrábida. De um lado o rio, a cidade e a zona da Alfândega iluminada por candeeiros redondos. E aquele lugar alto, todo envidraçado, que me prende a atenção e desperta a memória. 

 

Do outro lado o mar escuro, sem luzes nem efeitos, apenas o rumor distante das ondas. Antes de dormir quero ficar a olhar para o céu a ouvir as conversas de ontem. E os barulhos da noite, quando as cúpulas de pedra branca deixarem de estar iluminadas.

 

(esta fotografia é da minha galeria preferida e tem um título muito sugestivo: harvest moon.) 

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publicado por Laurinda Alves às 23:49
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Uma esperança inteligente

(Foto: António Branco de Almeida )

 

Rui Marques, líder do MEP, Movimento Esperança Portugal, escolheu uma das salas laterais do Oceanário, com vidros de alto a baixo rasgados sobre o rio, os passeios de pedra e a ponte lá ao fundo, para apresentar as suas 52 razões de esperança

 

O Oceanário foi uma escolha estratégica que Rui começou por justificar. Com o apoio de fotografias aéreas tiradas em anos diferentes na zona da EXPO, explicou de forma muito simples que aquilo que nos anos 90 era uma zona de caos, desarranjo urbanístico, lixo e maus cheiros, acabou por se converter num dos lugares de referência da cidade. Isto porque alguém acreditou que 'melhor era possível'.

 

A ideia muito visual e a memória muito fresca de uma transformação àquela escala foi o ponto de partida para Rui Marques enunciar 52 boas razões para acreditarmos que 'melhor é possível!', lema do MEP.

 

Atravessei a cidade para assistir a este encontro e não me arrependi. Muito pelo contrário. É bom ver que alguém está a conseguir pôr a esperança na ordem do dia e na agenda dos políticos, e é um privilégio ouvir pessoas inteligentes a dizer coisas profundas.

 

Rui Marques convidou várias pessoas a falar neste encontro, todas elas independentes e não filiadas no recém-criado partido, e foi um acontecimento. Carlos Liz, da Apeme, especialista em estudos de mercado e um dos homens que mais insights tem sobre a modernidade, a contemporaneidade e tudo o que se segue ou se anuncia no futuro, foi brilhante na síntese quando disse que "a esperança não é uma abstracção mas uma atitude de construção".

 

Nuno Lobo Antunes, neuropediatra e director do Cadin, falou de coração nas mãos, contou histórias reais e comoveu a plateia. Isabel Guerra, socióloga, separou as águas e sublinhou que esperança não é sinónimo de 'esperar sentado', sem agir. Muito pelo contrário, é uma vontade de dar passos e de criar futuro.

 

Nicolau Santos, jornalista, leu um enunciado eloquente daquilo em que nós, portugueses, somos verdadeiramente bons e até inaugurais. Ou, como agora se diz, muito 'à frente'.

 

Valeu a pena ter ido ao Oceanário ontem e sinto que vale a pena ficar atenta às mensagens e ao estilo MEP. Não sou do partido mas gostei muito da maneira inteligente como Rui Marques se apresentou e do critério com que escolheu os oradores de um fim de tarde muito cinematográfico. Boa!

 

E agora vou dormir que é tardíssimo e amanhã tenho que acordar muito cedo para ir para o Porto. Volto a Lisboa na quinta-feira e tenho dois dias absolutamente promissores para viver naquela cidade que também adoro...

 

 

publicado por Laurinda Alves às 02:42
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Terça-feira, 23 de Setembro de 2008
Começou o Outono, o tempo dos dias mais curtos

 

A fotografia é da Mariana Sabido, que publica todos os dias imagens cinematográficas no seu site paixão fotográfica. O Outono começou ontem e eu hoje tomo consciência de que voltaram os dias curtos e as tardes que passam a correr. Vou tentar ir à praia até haver sol, nem que seja para um mergulho rápido antes que o dia acabe.Faz-me bem o mar. Regenera-me a alma. Devolve-me a alegria e enche-me de vida.

Hoje é dia de Cuidados Paliativos e por isso hoje não vou dar um mergulho mas sei que me vai fazer falta. Ontem fui porque consegui uma 'aberta' a meio da tarde. Nadei para trás e para a frente com a Joana, que é a minha amiga dos mergulhos na praia nos dias improváveis. O nadador-salvador não gostou da brincadeira porque estava bandeira amarela e esteve sempre de olho em nós. O mar estava a puxar mas valeu a pena termos ido ontem à praia a correr só para mergulhar no mar.

publicado por Laurinda Alves às 16:30
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A paisagem dos meus dias...

 

Há livros aos quais volto uma e outra vez. Livros que nunca

chegam a ser arrumados nas prateleiras porque ficam por 

aqui pousados, sempre prontos para serem abertos e lidos.

 

Hoje voltei às Memórias de Adriano para ler umas frases

de que gosto particularmente. Aqui ficam, com a imagem

de uma amiga no cimo da Berlenga, à hora do entardecer...

 

A paisagem dos meus dias parece compor-se, como as

regiões montanhosas, de materiais diversos acumulados

desordenadamente. Encontro aí a minha natureza, já com-

pósita, formada em partes iguais de instinto e cultura.

Aqui e ali afloram os granitos do inevitável, por toda a

parte os demoronamentos do acaso.

(in Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar)

 

publicado por Laurinda Alves às 01:32
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Segunda-feira, 22 de Setembro de 2008
Pedro Jóia ganhou o Prémio Carlos Paredes 2007

 

Tão bonito, tão eterno, tão sentido e tão nosso. É tão português este som de

Pedro Jóia que apetece ouvi-lo hoje e sempre. Gosto de guitarra portuguesa

desde que me lembro. Comove-me. 

Parabéns ao Pedro Jóia pelo Prémio Carlos Paredes de 2007! Muito merecido. 

publicado por Laurinda Alves às 01:10
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Domingo, 21 de Setembro de 2008
O mundo, as aventuras e a música de Tintin

 

Este genérico dos filmes do Tintin dispara em mim memórias de um passado recente. Faz-me reviver anos de uma infância povoada de histórias contadas à hora de dormir e revividas depois, ao acordar, em manhãs de Inverno com a chuva a bater nos vidros e a casa quente.

 

O Tintin esteve sempre muito próximo. Em livros, primeiro, e nos filmes depois, na realidade ele aparecia todos os dias sem excepção. Estava sempre por aqui, quero dizer. E era muito mais do que uma personagem de BD. Era uma espécie de amigo, um aventureiro com quem era possível sonhar, um rapaz livre que corria o mundo, que apetecia conhecer e acompanhar.

 

Lembro-me de chegar a casa e ouvir gargalhadas no sofá e lembro-me de me sentar ao lado para perceber de onde vinha o riso. Podiam ser os disparates dos Dupont & Dupond, que tinham posto os dedos na ficha eléctrica e ficaram de cabelos em pé, mas também podia ser tanta coisa... Percebo o homem que fez o vídeo que publico a seguir, onde diz que toda a história do séc.XX se pode ler nas Aventuras do Tintin.

 

 

Acho graça à maneira como o autor do vídeo refere os incontáveis mundos de Tintin e fala do apelo ao seu (nosso!) mundo interior. E também acho curioso o olhar e a síntese de outros mundos, em patamares mais espirituais ou 'para-normais'. E porque hoje andei a vaguear pelo YouTube a propósito do Tintin, aqui fica também uma versão curta, só de piano, da música do genérico dos filmes. Ou seja, acabo como começo. E reparo que o piano vertical de madeira clara deste pianista também podia ter saído de um desenho de Hergé. Ou não? 

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:13
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