Terça-feira, 22 de Julho de 2008
Kings of Convenience, os reis da folk-pop indie

 

 

Estou em count-down até quinta-feira, dia do concerto dos Kings of Convenience no Cool Jazz Fest, em Cascais. Sou fã dos Kings há cinco ou seis anos, desde que os ouvi pela primeira vez. Tenho os discos deles e deixo algumas das suas músicas tocar no repetidor do meu Ipod, porque nunca me cansam.

 

Gosto do swing destes dois noruegueses, das suas vozes calmas, da maneira como combinam sons e instrumentos. Também acho graça ao look, à atitude e ao sentido de humor destes rapazes com ar meio-adolescente, apesar de já terem passado os trintas.

 

Num dos seus discos há duas músicas geniais cantadas com a canadiana Feist, outro talento e outra grande voz do momento. Muito bom. Não se podem perder os CDs com e sem Feist, nem o concerto da próxima quinta-feira!

 

E já que começo nos Kings e acabo na Feist aqui fica também uma música dela de que gosto particularmente. Enjoy!

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:08
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Fernando, o homem das bandas reggae

 

Fernando Cabral, 32 anos, sobrinho de Amílcar Cabral, nasceu

na Guiné-Bissau mas viveu e viajou um pouco por toda a parte.

Apaixonado pela música reggae, trabalhou em Nova Iorque na

maior editora discográfica reggae do mundo e depois veio para

Portugal criar as suas próprias empresas. Primeiro a Positive

Vibes e agora a Sounds Good.

Fernando Cabral trouxe a Portugal os melhores cantores reggae

e as bandas mais célebres. Conhece-os todos, desde o Patrice

ao Gentleman, passando por Alfa Blondy, Dub Incorporation e

Groundation, entre muitos outros.

Este ano no Festival Sudoeste Fernando tem dois palcos Sounds

Good onde todas as noites vão tocar duas bandas portuguesas de

todos os géneros musicais.

Aqui fica a entrevista de um homem com óptima onda, que segue o

lema de Bob Marley one love, one heart por um mundo melhor.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 10:06
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As águas de um lago nunca reflectem o céu de ontem

 

 

Não sei se é um provérbio ou se é uma frase célebre, só sei que gosto da ideia de que

as águas de um lago nunca reflectem o céu de ontem.

Parece-me uma boa metáfora da vida. 

 

A imagem de um lago confuso, em que não é possível perceber o que é que tem mais valor e maior expressão, também me parece uma metáfora adequada. Para uns será o azul do céu, para outros as sombras escuras dos troncos esguios, para outros talvez as folhas ou as flores e, para outros ainda, será a própria água.

Para mim o mais importante é e será sempre o céu de hoje. Aqui e agora, portanto.

 

publicado por Laurinda Alves às 01:28
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Segunda-feira, 21 de Julho de 2008
Festival Sudoeste, Amy Winehouse e Cut Copy

 

 

Luís Montez, engenheiro, é mais conhecido pelos festivais de música que organiza e pelas rádios que tem. Dono da Radar e da Oxigénio, sempre foi um homem 'muito à frente' em termos musicais. Foi ele que criou a lendária XFM, uma verdadeira rádio de culto para sucessivas gerações. A marca de Luis Montez fica impressa todos os anos em inúmeros concertos que organiza mas, de forma especial, no Festival Sudoeste que está quase a começar.

 

Em vésperas de mais uma edição do Sudoeste, não pára um segundo e porque sei que os seus dias e as suas noites nestas últimas semanas são alucinantes agradeço-lhe mais uma vez ter-se sentado para conversar comigo, com tempo, sobre música e músicos. Aqui fica o Luís Montez numa versão porventura mais cansada do que o costume. Percebo-o. Dormir 3h por noite dá cabo de qualquer um...

 

Obrigada pela entrevista e pelo empenho e entusiasmo com que organiza alguns dos melhores festivais de música do nosso país! Este ano o próprio Luís Montez não quer perder os Cut Copy no dia 10. Fixem a data e a banda!

publicado por Laurinda Alves às 19:53
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Amigos queridos em versão Banda Desenhada

 

Francisco é um nome muito expressivo na minha vida porque tenho 6 grandes

amigos com este nome. Seis são muitos, acreditem. E muito bons, ainda para

mais. Já que estou em maré de falar de e com amigos, aqui fica este monólogo

sobre o Francisco que na fotografia aparece com contornos BD mas na vida real

é um verdadeiro personagem. Alegre mas discreto é, porventura, o amigo mais

criativo e com as ideias mais delirantes. Geniais, mesmo. Trabalha na Fundação

Gulbenkian, é muito discreto e aparentemente muito 'posto por ordem', sempre

impecavelmente vestido, num estilo very british, de excelente pai e marido.

Aposto que ao seu lado muitos desconhecem a profundidade da sua loucura genial.

Mas agora não te quero embaraçar mais, Francisco. Já basta verem-te aí nesta versão BD online.

 

publicado por Laurinda Alves às 12:05
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A vida de um homem que é modelo

 

Francisco d'Orey Cabral, 37 anos, engenheiro, modelo de

publicidade e de moda, trocou a engenharia pelas viagens

e pelos trabalhos de fotografia e cinema. Todos já o vimos

uma vez ou outra em anúncios de televisão ou nas revistas.

 

 

Francisco viaja constantemente e vive mais tempo fora do

que dentro do país. A escolha pelo mundo da publicidade

corre-lhe bem e não se arrepende. Os amigos, como eu,

têm saudades dele, claro. Sempre que volta a Lisboa os

programas multiplicam-se. Fomos juntos fazer claque pela

Maria, que disputou a Final All Stars de futebol feminino no

jogo de que falo no post anterior. O barulho de fundo desta

entrevista é o da bancada da assistência a torcer pelos teams.

 

 

É sempre bom saber que as pessoas seguem os seus sonhos.

 

publicado por Laurinda Alves às 01:20
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Domingo, 20 de Julho de 2008
Futebol feminino: final do torneio All Stars

 

 

Fim de tarde, horas de começar a grande final All Stars, de futebol feminino. 

De um lado e do outro do campo, duas equipas de advogadas. As de preto,

por quem fui torcer, eram Linklaters, as de laranja e verde eram Garrigues.

 

 

 

 

Ganharam as Garrigues por 1-0. Foi pena para nós, os que fizémos

claque pelas Linklaters. Na bancada os comentários dos homens

tinham a sua graça. Uns estavam nervosos com o árbitro (é um clássico)

outros gritavam orientações (outro clássico, os treinadores de bancada)

e ora se indignavam ora apoiavam com gritos do tipo: Obstrução! Olha aí!

Mexam-se! Bem jogado! Granda golo! Penalty! Falta! Não é falta! Chuta!

No fim não faltaram as graçolas: Ó Mourinho, tás contratado pra mister!

Não há troca de camisolas?

Enfim uma final disputada a sério, com direito a taça e gritos de vitória.

 

 

 

Boa Maria, grande jogo e grande equipa!

Go Link, Go Laters, Go Linklaters!!

 

publicado por Laurinda Alves às 23:15
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Art Building: obras com arte

 

 

Lisboa muda todos os dias. Esta cidade já não é o que era

e ainda bem. Gosto de movimento, surpresa e transformação

e, por isso, gosto de ver coisas novas à minha volta.

Esta cidade está cheia de obras e novidades e há lugares e

bairros que se renovam de mês para mês. Bem sei que também

há sítios que se degradam de dia para dia mas hoje estou mais

centrada nas coisas boas e divertidas.

Numa rua de cafés e restaurantes, perpendicular à Avenida da

Liberdade, ainda nos Restauradores, há um prédio alto coberto

de cima abaixo por estar em obras de recuperação. Como se

trata de uma rua muito concorrida lembraram-se de fazer arte

na obras e eis o resultado. Muito bom. Parece que estamos em

Londres ou em N.York. Gosto muito deste conceito Art Building.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 18:11
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Memórias de uma cidade a preto e branco

 

 

Hoje o sol desapareceu e toda a cidade acordou mais cinzenta.

O rio não brilha da mesma maneira, as cores das casas ficam

desmaiadas e a sombra cobre as colinas de um lado ao outro.

A imagem da esteira do rio a preto e branco hoje, recorda-me o

que disse ontem o escritor Orhan Pamuk, Nobel turco, quando

lhe perguntaram porque é que as fotos do seu novo livro não têm

cor. Em Istambul - Memórias de Uma Cidade, as imagens são

todas a preto e branco.

 

Porque são as cores das minhas memórias. Porque a luz mortiça

dos candeeiros não ilumina absolutamente nada e porque reflecte

muito bem o sentimento a 'preto e branco' vesperal que, para mim,

é uma característica constitutiva de Istambul. 

 

publicado por Laurinda Alves às 12:03
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A transparência verde de uma onda

Dancing on the water é o título desta imagem. Gosto da ideia mas a mim sugere-me outro porque me faz lembrar uma conversa recente entre amigos sobre as ondas boas para surf e bodyboard. Pelo que percebi sobre a transparência verde, esta é uma onda muito boa. E se não é, parece. 

publicado por Laurinda Alves às 11:22
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