Estou em count-down até quinta-feira, dia do concerto dos Kings of Convenience no Cool Jazz Fest, em Cascais. Sou fã dos Kings há cinco ou seis anos, desde que os ouvi pela primeira vez. Tenho os discos deles e deixo algumas das suas músicas tocar no repetidor do meu Ipod, porque nunca me cansam.
Gosto do swing destes dois noruegueses, das suas vozes calmas, da maneira como combinam sons e instrumentos. Também acho graça ao look, à atitude e ao sentido de humor destes rapazes com ar meio-adolescente, apesar de já terem passado os trintas.
Num dos seus discos há duas músicas geniais cantadas com a canadiana Feist, outro talento e outra grande voz do momento. Muito bom. Não se podem perder os CDs com e sem Feist, nem o concerto da próxima quinta-feira!
E já que começo nos Kings e acabo na Feist aqui fica também uma música dela de que gosto particularmente. Enjoy!
Fernando Cabral, 32 anos, sobrinho de Amílcar Cabral, nasceu
na Guiné-Bissau mas viveu e viajou um pouco por toda a parte.
Apaixonado pela música reggae, trabalhou em Nova Iorque na
maior editora discográfica reggae do mundo e depois veio para
Portugal criar as suas próprias empresas. Primeiro a Positive
Vibes e agora a Sounds Good.
Fernando Cabral trouxe a Portugal os melhores cantores reggae
e as bandas mais célebres. Conhece-os todos, desde o Patrice
ao Gentleman, passando por Alfa Blondy, Dub Incorporation e
Groundation, entre muitos outros.
Este ano no Festival Sudoeste Fernando tem dois palcos Sounds
Good onde todas as noites vão tocar duas bandas portuguesas de
todos os géneros musicais.
Aqui fica a entrevista de um homem com óptima onda, que segue o
lema de Bob Marley one love, one heart por um mundo melhor.

Não sei se é um provérbio ou se é uma frase célebre, só sei que gosto da ideia de que
as águas de um lago nunca reflectem o céu de ontem.
Parece-me uma boa metáfora da vida.
A imagem de um lago confuso, em que não é possível perceber o que é que tem mais valor e maior expressão, também me parece uma metáfora adequada. Para uns será o azul do céu, para outros as sombras escuras dos troncos esguios, para outros talvez as folhas ou as flores e, para outros ainda, será a própria água.
Para mim o mais importante é e será sempre o céu de hoje. Aqui e agora, portanto.
Luís Montez, engenheiro, é mais conhecido pelos festivais de música que organiza e pelas rádios que tem. Dono da Radar e da Oxigénio, sempre foi um homem 'muito à frente' em termos musicais. Foi ele que criou a lendária XFM, uma verdadeira rádio de culto para sucessivas gerações. A marca de Luis Montez fica impressa todos os anos em inúmeros concertos que organiza mas, de forma especial, no Festival Sudoeste que está quase a começar.
Em vésperas de mais uma edição do Sudoeste, não pára um segundo e porque sei que os seus dias e as suas noites nestas últimas semanas são alucinantes agradeço-lhe mais uma vez ter-se sentado para conversar comigo, com tempo, sobre música e músicos. Aqui fica o Luís Montez numa versão porventura mais cansada do que o costume. Percebo-o. Dormir 3h por noite dá cabo de qualquer um...
Obrigada pela entrevista e pelo empenho e entusiasmo com que organiza alguns dos melhores festivais de música do nosso país! Este ano o próprio Luís Montez não quer perder os Cut Copy no dia 10. Fixem a data e a banda!

Francisco é um nome muito expressivo na minha vida porque tenho 6 grandes
amigos com este nome. Seis são muitos, acreditem. E muito bons, ainda para
mais. Já que estou em maré de falar de e com amigos, aqui fica este monólogo
sobre o Francisco que na fotografia aparece com contornos BD mas na vida real
é um verdadeiro personagem. Alegre mas discreto é, porventura, o amigo mais
criativo e com as ideias mais delirantes. Geniais, mesmo. Trabalha na Fundação
Gulbenkian, é muito discreto e aparentemente muito 'posto por ordem', sempre
impecavelmente vestido, num estilo very british, de excelente pai e marido.
Aposto que ao seu lado muitos desconhecem a profundidade da sua loucura genial.
Mas agora não te quero embaraçar mais, Francisco. Já basta verem-te aí nesta versão BD online.
Francisco d'Orey Cabral, 37 anos, engenheiro, modelo de
publicidade e de moda, trocou a engenharia pelas viagens
e pelos trabalhos de fotografia e cinema. Todos já o vimos
uma vez ou outra em anúncios de televisão ou nas revistas.
Francisco viaja constantemente e vive mais tempo fora do
que dentro do país. A escolha pelo mundo da publicidade
corre-lhe bem e não se arrepende. Os amigos, como eu,
têm saudades dele, claro. Sempre que volta a Lisboa os
programas multiplicam-se. Fomos juntos fazer claque pela
Maria, que disputou a Final All Stars de futebol feminino no
jogo de que falo no post anterior. O barulho de fundo desta
entrevista é o da bancada da assistência a torcer pelos teams.
É sempre bom saber que as pessoas seguem os seus sonhos.
Fim de tarde, horas de começar a grande final All Stars, de futebol feminino.
De um lado e do outro do campo, duas equipas de advogadas. As de preto,
por quem fui torcer, eram Linklaters, as de laranja e verde eram Garrigues.
Ganharam as Garrigues por 1-0. Foi pena para nós, os que fizémos
claque pelas Linklaters. Na bancada os comentários dos homens
tinham a sua graça. Uns estavam nervosos com o árbitro (é um clássico)
outros gritavam orientações (outro clássico, os treinadores de bancada)
e ora se indignavam ora apoiavam com gritos do tipo: Obstrução! Olha aí!
Mexam-se! Bem jogado! Granda golo! Penalty! Falta! Não é falta! Chuta!
No fim não faltaram as graçolas: Ó Mourinho, tás contratado pra mister!
Não há troca de camisolas?
Enfim uma final disputada a sério, com direito a taça e gritos de vitória.
Boa Maria, grande jogo e grande equipa!
Go Link, Go Laters, Go Linklaters!!
Lisboa muda todos os dias. Esta cidade já não é o que era
e ainda bem. Gosto de movimento, surpresa e transformação
e, por isso, gosto de ver coisas novas à minha volta.
Esta cidade está cheia de obras e novidades e há lugares e
bairros que se renovam de mês para mês. Bem sei que também
há sítios que se degradam de dia para dia mas hoje estou mais
centrada nas coisas boas e divertidas.
Numa rua de cafés e restaurantes, perpendicular à Avenida da
Liberdade, ainda nos Restauradores, há um prédio alto coberto
de cima abaixo por estar em obras de recuperação. Como se
trata de uma rua muito concorrida lembraram-se de fazer arte
na obras e eis o resultado. Muito bom. Parece que estamos em
Londres ou em N.York. Gosto muito deste conceito Art Building.

Hoje o sol desapareceu e toda a cidade acordou mais cinzenta.
O rio não brilha da mesma maneira, as cores das casas ficam
desmaiadas e a sombra cobre as colinas de um lado ao outro.
A imagem da esteira do rio a preto e branco hoje, recorda-me o
que disse ontem o escritor Orhan Pamuk, Nobel turco, quando
lhe perguntaram porque é que as fotos do seu novo livro não têm
cor. Em Istambul - Memórias de Uma Cidade, as imagens são
todas a preto e branco.
Porque são as cores das minhas memórias. Porque a luz mortiça
dos candeeiros não ilumina absolutamente nada e porque reflecte
muito bem o sentimento a 'preto e branco' vesperal que, para mim,
é uma característica constitutiva de Istambul.
Dancing on the water é o título desta imagem. Gosto da ideia mas a mim sugere-me outro porque me faz lembrar uma conversa recente entre amigos sobre as ondas boas para surf e bodyboard. Pelo que percebi sobre a transparência verde, esta é uma onda muito boa. E se não é, parece. 
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. Alegria!