As cerejas são como as palavras? Gosto de pensar que sim.
Adoro cerejas. Quase tanto como as palavras ditas e escritas.
Nem todas. Só as melhores, as escolhidas com critério,
as que revelam as cores, os sabores e a substância da vida.
Hoje sei que há cerejas grandes no bar da praia, que maravilha!
A ConVida e a Targeting juntaram centenas de crianças e adultos no lançamento do Guia Lisboa para Crianças, um excelente manual de instruções para programas animados destinado a pais com muita imaginação mas, também, para pais sem imaginação nenhuma.
A uns e outros (com e sem imaginação, sublinho) este guia oferece mil ideias, pistas e ferramentas para se divertirem em família. O Guia Lisboa para Crianças é muito criativo e incrivelmente prático e deve ser guardado na mesa de cabeceira ou num lugar muito à mão.
Destina-se, como disse, a todo o tipo de pais mas foi pensado para filhos só até aos 12 anos e é uma espécie de Páginas Amarelas de actividades, brincadeiras, desportos, festas, teatros, cinemas e saídas na zona de Lisboa. Muito bom. Aconselho vivamente a todas as famílias lisboetas onde haja crianças com menos de 12 anos!
Aqui fica a imagem do bolo desta enorme festa e ainda 10" de filme gravado no momento em que ele foi trazido para a mesa onde se cantaram os parabéns ao nascimento deste novo guia, que todos esperamos que seja o primeiro de muitos. Se possível, dedicados a todas as cidades de todo o país. Muitos parabéns à Targeting e à ConVida por mais esta iniciativa!

(textos da crónica escrita para o jornal Público de hoje)

E agora que o meu dia de trabalho já acabou mas ainda está sol e calor,
vou-me embora de fim-de-semana. Viva o Verão e a praia sem horas para fechar!
E os amigos que têm mota para me levar quando há filas na estrada a empatar...
P.S.: O exame de Geografia correu bem, afinal. Boa!

Nas próximas duas horas torço pela concentração e inspiração do meu filho, dos amigos e de todos os que fazem hoje o exame nacional de Geografia. Que nervos.
Já me tinha esquecido destas dores de barriga. Ou melhor, nunca tinha pensado que como mãe também podia sofrer tanto no dia dos exames. Ele e os amigos estão no 11º ano e este é o segundo exame nacional que fazem mas como são todos de estudar só nas vésperas, nunca se sabe...

Lembrei-me do filme Persépolis por causa de uma cena divertida e de certa forma inédita: no centro de Londres existem vários locais onde as pessoas vão de propósito só para andar de patins em linha. Um destes lugares costuma estar particularmente cheio ao fim da tarde em dias de sol.
Na semana passada fez sol e como os dias já são mais compridos e mais luminosos, o sítio da patinagem estava a transbordar de gente.
Adultos e crianças de todos os tamanhos e feitios, de todas as raças e credos, nacionalidades e cores, em corridas para trás e para a frente.
De repente entraram em cena três raparigas de patins, a patinar a toda a velocidade...vestidas de burka preta! Cobertas da cabeça aos pés, com os véus a esvoaçar.
E era tal a velocidade e era tal a alegria das três amigas que a pista inteira pasmou e parou. Elas não se ralaram nem um bocadinho e continuaram em competições entre elas, umas vezes de mãos dadas, outras em pequenas acrobacias olímpicas, mas sempre muito rápidas, cúmplices e divertidas. Muito bom, este filme de fim de tarde. Ou melhor, esta fulgurante entrada em cena das três amigas de burka.
Podiam muito bem ser pequenos clones da própria Marjane Satrapi, autora de Persépolis...
Por definição as derrotas derrotam-nos. A Selecção perdeu e foi pena. Mas também foi azar. Todos os que assistimos, vimos. Enfim, não vale a pena falar mais do assunto. Ponto final.
Back to basics e mudando de conversa: onde é que eu ia? Ah, já sei, queria dizer a todos os que vieram ao meu blog nos dois últimos dias que estou radiante com a multiplicação de visitas. Espectacular! Obrigada.
Também queria dizer à Concha que percebo o desabafo sobre a tristeza deste fim de dia e agradecer a tantos que me vão escrevendo diariamente que registo todos os comentários embora nunca os comente. Não é por mal, é só por falta de tempo.
E pronto, é isto. O dia de hoje está feito e amanhã é um novo dia! Só faltam cinco minutos e estes doem muito menos do que os últimos cinco de há bocado...
Cruzei-me com a Ana Borges, da Elite Model, ontem ao fim da tarde na tenda branca montada em frente do Museu da Electricidade, onde havia uma festa de lançamento de que hei-de falar e publicar imagens durante o fim-de-semana.
Hoje é dia de jogo e de nervos e não apetece desperdiçar temas. O futebol ocupa a cabeça e é uma espécie de pensamento único, que consome e abstrai. Para quem torce pela Selecção, todas as horas do dia são geridas em função da hora do jogo, não há volta a dar. Há muito poucos assuntos que interessem para além do futebol. Falar sobre a beleza talvez seja uma hipótese mas, mesmo assim, não tenho nada a certeza.
Em todo o caso e porque a Ana Borges vive de gerir a sua própria beleza e a beleza dos outros, a conversa evoluiu naturalmente por esse caminho. Ser bonito importa e faz diferença, mas nem sempre no sentido positivo. Esta é a convicção de Ana Borges, que fala de um verso e um reverso-perverso desta medalha social que é a beleza.
Há estudos científicos que provam que todos somos vulneráveis à beleza e que o nosso olhar é sempre mais benevolente quando estamos perante alguém muito belo. Mesmo quando este alguém não é grande pessoa nem revela a menor nobreza de caracter, note-se. A inclinação para cometer esta injustiça vem do berço, aliás, pois estes mesmos estudos dizem que os bebés mais bonitos recebem mais mimos e atenções do que os menos bonitos. Não há direito.
Ana Borges garante, no entanto, que quando se trata de raparigas e rapazes ou mulheres e homens muito bonitos, as coisas nem sempre são assim tão fáceis pois são assediados de muitas maneiras e é extraordinariamente difícil lidar com a pressão social e psicológica. Em resumo, ser muito bonito pode ser sorte mas também pode ser azar. E pronto. Até acabar o jogo não escrevo nem mais uma linha.
P.S.: Só mais esta linha para sublinhar que os sublinhados hoje são a encarnado e verde, para dar sorte!
Em vésperas de exames nacionais os estudantes estudam mesmo, e todas as rotinas mudam. Em casa passa a haver mais silêncio e quietude. É fascinante ver como um adolescente no auge da sua adolescência de repente se torna uma pessoa silenciosa, aplicada, metódica, disciplinada e rigorosa. Incrível.
Até a música no Ipod muda e onde se ouviam músicas vibrantes e fortes, passa a ouvir-se piano e, de preferência, com o som muito baixo. Mais: o telemóvel deixa de tocar, coisa inédita nesta idade! Muito bom.
Aqui ficam 20" de filme a ilustrar aquilo que acabo de dizer. Obrigada Carolina querida por me ter deixado filmar e invadir o seu silêncio. Break a leg na próxima sexta!
Ainda sob efeito de uma breve mas intensa viagem a Londres, deixo aqui um pequeníssimo filme que mostra a rapariga que vende pinças de plástico para fazer bolas de sabão gigantes, nas ruas de Camden.
Camden é um lugar fascinante pelo mix de culturas e pessoas que se cruzam no largo do mercado, nas lojas e ruas adjacentes. O desfile de multidões é constante e toda aquela zona é uma festa permanente. Quem conhece Camden sabe do que falo.
Sempre que volto a este lugar lembro-me de uma frase de Alberto Vaz da Silva, meu querido amigo, quando citou alguém importante que dizia que "cruzarmo-nos com quinhentas pessoas na rua por dia ajuda a nunca ficarmos deprimidos". Nesta lógica, é impossível ficar triste nestas ruas.
. MUITO OBRIGADA A TODOS PE...
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. Curso de Comunicação adia...
. Se tiver quorum ainda dou...
. O BENTO E A CARMO HOJE EM...
. HOJE NO PORTO: SOBREVIVER...
. MÃES QUE NÃO CHEGAM A VER...
. Alegria!