Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
O amor acontece

Agora que já voltei ao continente e me sinto outra vez em casa; agora que estou mais tranquila e livre de embaraços informáticos, lembro-me do casamento deste fim-de-semana, cujo filme revi mentalmente de olhos fechados enquanto sobrevoava o oceano, e penso que nunca tinha ouvido os noivos acrescentarem uma palavra à cerimónia em que se declaram dispostos a amar e a permanecer fiéis até ao fim dos tempos.

 

A palavra que não consta do texto convencional da cerimónia faz toda a diferença. Não só pelo sentido da palavra mas pela intensidade e verdade com que foi dita por um e repetida pelo outro. Adorei!

 

Qual é a palavra? "Perdidamente". Ou seja os noivos acrescentaram a palavra "perdidamente"  naquela parte em que um promete ao outro amá-lo e ser-lhe fiel na alegria como na tristeza, na saúde como na doença.

 

Ouvir a Mariana e o Pedro, que conheço bem, declarar com paixão um ao outro que prometem amar-se perdidamente até ao fim dos tempos não é apenas uma coisa bonita de se ouvir. É comovente e transformador porque revela o amor que construiram até aqui e mostra a maneira como querem continuar a amar-se. Tão ou mais importante que isto é a certeza que todos temos de que é exactamente isso que vai acontecer pela vida fora.

Basta conhecer um e outro para saber que sim, e é esta certeza que nos enche a nós de certezas. Sobre o amor e sobre a vida, quero dizer. 

 

publicado por Laurinda Alves às 17:30
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
Cúmulo de nervos na Madeira

Há pelo menos um lugar muito central na Madeira que afinal parece do fim do mundo. Já explico porquê.

Vim à Feira do Livro de Água de Pena (onde já tinha estado no ano de 2002) e a tarde de ontem foi um verdadeiro poema.

 

Antes do encontro marcado com os visitantes da feira, às seis da tarde, houve um concerto inaugural pela Orquestra de Acordeões e os músicos tocaram peças eruditas e peças populares. De Brahms a Piazzola, passando pelas músicas tradicionais espanholas, italianas e portuguesas, o concerto durou uma hora e foi uma maravilha.

 

Depois houve um encontro igualmente feliz, pontuado por conversas, perguntas e partilhas que interpelaram e deixaram a pensar. Gostei de rever algumas das pessoas com quem tinha estado há seis anos e adorei a tarde de música e conversa com autógrafos no fim.

 

Gravei um pequeno filme do concerto e fiz fotografias e aqui é que começa a história de estar numa ilha portuguesa onde afinal certas coisas me dizem que estamos num fim de mundo.

A organização da Feira do Livro que me convidou a vir a Água de Pena foi inexcedível comigo e reservou um quarto no Carlton do Funchal. Não era preciso tanto mas agradeço o gesto.

 

Cheguei ao hotel à meia-noite, depois da emoção da feira e de um jantar de amigos e liguei o computador para fazer o upload do filme que me apetecia imenso pôr no blog. Começou aqui a saga terceiro-mundista que dura até agora, que me encheu de nervos, frustração, zanga e...vontade de não voltar ao Carlton do Funchal.

 

Apesar de ser um hotel de 5 estrelas e ter funcionários impecáveis e zelosos, também tem outros mais despreocupados ou desatentos que não percebem que os seus deveres são para serem cumpridos. Até às 4h da manhã um dos funcionários impecáveis tentou aceder ao Sapo através do meu computador sem conseguir. O problema não era do computador nem da net mas de qualquer insondável mistério deste hotel pois todos os sites estavam e estão disponíveis menos o Sapo. Resumindo uma história que durou horas pela noite dentro e não se resolveu até agora, foi impossível passar as fotos e o filme para aqui e o pior nem foi essa impossibilidade, o pior foi a maneira como no front office lidaram com o assunto.

 

Estou zangada? Estou e muito! Estou perplexa? Sim, porque não percebo o mistério Carlton/Sapo e muito menos a atitude displicente dos funcionários displicentes. Estou frustrada? Claro. São quase 11 da manhã, acordei irritada em vez de acordar contente por ter passado um fim de tarde óptimo ontem em Água de Pena, escrevi um texto mal-disposto, ainda não tomei o pequeno-almoço e ... estou morta para ir embora deste hotel e voltar ao continente! Felizmente tenho um avião para o Porto já a seguir ao almoço.   

tags:
publicado por Laurinda Alves às 10:33
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Domingo, 25 de Maio de 2008
O princípio de uma longa viagem

 

Começo hoje uma longa viagem por quatro cantos espalhados pelo mundo. Não vou ao fim do mundo mas vou bastante longe. A viagem vai durar apenas dez dias mas vai ser uma longa viagem.

 

Adoro partir, adoro voltar e adoro cruzar céus desconhecidos. Hoje apanho o primeiro avião dos próximos dez dias e ainda aterro neste país. Começo pela Feira do Livro em Água de Pena, na Madeira. Gosto muito de feiras do livro, sejam no continente ou nas ilhas, na América, na Europa e no mundo cosmopolita ou em lugares mais remotos e menos sofisticados. Não vivo sem livros e fascinam-me estes encontros onde escritores e autores conhecem as pessoas mais ou menos banais que os lêm e os acompanham. 

 

Volto pelo Porto e sigo directa para S.Paulo e Porto Alegre. Vou dando notícias. 

 

tags:
publicado por Laurinda Alves às 13:27
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
Se ela dança, eu danço!

Não estou cá, estou na festa, mas deixo aqui gravada a voz de Celso Fonseca

numa noite de muita alegria e dança...

Uma música boa para adormecer no fim de tudo e acordar tarde,

embalada pela memória de um acontecimento feliz!

 P.S.: Também é uma pena não existirem imagens de Celso Fonseca

a cantar esta canção.

tags:
publicado por Laurinda Alves às 00:30
link do post | comentar | favorito
Sábado, 24 de Maio de 2008
Hoje é um dia de festa!

Daqui a pouco mais de uma hora casam dois amigos muito meus queridos.

Porque hoje é um dia de festa e porque nós, os amigos e a família, celebramos com eles a alegria e o amor apaixonado, deixo aqui Deusa do Amor, uma das minhas músicas preferidas de Moreno Veloso + 2.

 

É uma pena não existirem imagens do próprio Moreno Veloso a cantar. E é uma pena a imagem ser tão kitsch. Não faz mal, ouve-se a voz e acompanha-se a letra!

 

 

Tudo fica mais bonito quando você está por perto
você me levou ao delírio por isso eu confesso
os seus beijos são ardentes
quando você se aproxima o meu corpo sente
os seus beijos são ardentes
quando você se aproxima o meu corpo sente
Vem pra cá deusa do amor
Vejam o bloco Olodum ao passar na avenida
todos cantando felizes de bem com a vida
caminhando lado a lado
formamos um belo casal somos dois namorados
no suingue dessa banda
balança o mais forte alicerce que tem neste mundo
o cupido me flechou
foi no bloco Olodum que encontrei meu amor
Vem pra cá deusa do amor
vem me embalar, neném

publicado por Laurinda Alves às 16:30
link do post | comentar | favorito
Enough now!

 

Gosto especialmente desta parte do filme O Amor Acontece (Love Actually, um filme sem pretensões absolutamente nenhumas e com detalhes absolutamente parvos mas muito divertido).

 

Gosto do actor, que acho uma brasa, gosto do gesto, gosto das frases, gosto da coragem, gosto da verdade e gosto da atitude libertadora tipo 'fim da linha'.

 

Enough now, I mean.

 

 

tags:
publicado por Laurinda Alves às 13:00
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Lost in translation

 

 

Gosto de Scarlett Johansson (quem é que não gosta?!) e gosto de a ouvir cantar.

Lost in Translation é o nome do filme que a tornou célebre (um dos filmes, quero dizer) e estas imagens foram usadas para dar mais voz à sua voz.

 

Hoje acordei com esta frase. Lost in translation quer dizer muita coisa.

publicado por Laurinda Alves às 10:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
O vento da tarde

 

Gosto de ouvir o vento passar entre as folhas. Gosto do vento da tarde, das sombras nos muros ocres e cor-de-rosa de Lisboa, da pedra branca antiga, do som dos eléctricos a passar e do barulho dos cães a ladrar. Gosto da quietude das casas ao fim do dia e do movimento perpétuo nas ruas da cidade.

 

Quando vejo o vento passar entre as folhas lembro-me dos versos de Alberto Caeiro:

 

Às vezes ouço passar o vento;

e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 22:51
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
Ainda a Final e a relva artificial...

 

Foto: Mikhail Voskresensky/Reuters

 

O jogo de quarta-feira foi emocionante e já muito se disse sobre ele. Bruno Prata escreve hoje no Público um artigo que fala do choro de Cristiano Ronaldo e comenta o estado da relva, entre muitas outras coisas.

Apesar de eu ter torcido pelo Manchester e ser (mais) uma fã radical de Ronaldo, concordo inteiramente com o que ele diz sobre os jogadores do Chelsea.

Aqui fica a parte sobre a relva artificial que foi o que acabou por decidir esta final.

 

"Grave foi ver alguns dos melhores craques mundiais a debater-se com um relvado sem a qualidade mínima para tamanho duelo. Há 15 dias chegaram a Moscovo rolos de relva importados da Eslováquia. Mas em vez de estes terem servido para substituir a relva sintética que até aí servia o estádio Luzhniki, acabaram por ser instalados por cima do referido material artificial.

 

Com a chuva que caiu, o resultado foi uma lástima, com os jogadores a escorregarem com uma frequência estranha, como se em vez de pitões usassem barras de sabão debaixo das chuteiras. Verificaram-se duas situações sintomáticas que acabaram por ter influência no marcador e no desfecho da final.

 

Primeiro foi Van der Sar a escorregar após a azarenta "carambola" e a ficar impossibilitado de impedir que Lampard empatasse e desse o ânimo necessário ao Chelsea para voltar com as baterias recarregadas para a segunda parte. Mais dramático ainda foi ver Terry ficar com pé preso numa cova quando ia marcar o penálti.

 

Dramático, angustiante e injusto porque se havia alguém que não merecia tamanha traição do relvado era o carismático capitão do Chelsea. A sua fibra e qualidade superior viu-se, por exemplo, na forma soberba como ao minuto cem fez um corte verdadeiramente extraordinário.


Por isso, e até porque o futebol é hoje uma indústria profissionalizada, capaz de envolver milhões e de cativar os interesses mais díspares, importa que a UEFA acautele no futuro estas situações. Quem recebe a organização de uma final tem de se preocupar menos com o tratamento VIP dos convidados e passar a respeitar mais os artistas que correm lá em baixo no relvado"

tags:
publicado por Laurinda Alves às 08:54
link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 22 de Maio de 2008
Friends

 

No mesmo canto de uma mesma casa sentam-se muitas pessoas diferentes ao longo de um serão. Sempre achei graça a esta coisa de observar os lugares e quem passa por eles.

 

Faço isso instintivamente no aeroporto, onde o filme constante das chegadas e partidas me distrai e, por vezes, me comove pela intensidade dos abraços dados. Faço isso nos restaurantes quando uns se levantam de uma mesa e logo a seguir outros se sentam exactamente no mesmo lugar, completamente alheios aos que estiveram antes.

 

Faço isso nos museus, nos espaços e transportes públicos, porque me fascina a vida das pessoas, os laços que criam, as histórias que contam, o que dizem e o que calam. Adoro decifrar silêncios (indecifráveis por natureza, note-se), adivinhar sonhos e expectativas, dar um sentido aos gestos e um alcance aos olhares. Não faço por devassa, faço por uma razão qualquer que desconheço mas está em mim desde que me lembro.

 

tags:
publicado por Laurinda Alves às 20:15
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
.pesquisar
 
.tags

. todas as tags

.posts recentes

. MUITO OBRIGADA A TODOS PE...

. CURSOS DE COMUNICAÇÃO NO ...

. Curso de Comunicação adia...

. Se tiver quorum ainda dou...

. O BENTO E A CARMO HOJE EM...

. HOJE NO PORTO: SOBREVIVER...

. MÃES QUE NÃO CHEGAM A VER...

. Esta miúda vai longe!

. Alegria!

. Ladrões e cavalheiros

.arquivos
.mais sobre mim
.subscrever feeds