Admitir o erro nunca é fácil. Enerva, enche de frustração, obriga a olhar para a coisa uma e outra vez, força a fazer o caminho errado no sentido inverso para perceber a raiz do equívoco e faz apetecer desistir. Daí haver quem fique tão irritado consigo próprio e com os seus erros que pense: 'erro, logo desisto'. E desiste mesmo.
Confesso que em matéria de erros não sou excepção. Também me enerva errar, também me custa admitir e também me chateia olhar para o engano uma e outra vez e fazer o tal caminho inverso até perceber o que me induziu em erro. Em todo o caso admito que sou mais do género 'erro, logo existo'.
Vem tudo isto a propósito do post que escrevi aqui ontem com base numa informação que estando completamente certa, assentava numa data errada. E isso fazia toda a diferença, claro.
Felizmente houve alguém atento e sério que me chamou a atenção para a gravidade do erro, sugerindo que apagasse o post. Foi o que fiz porque não fazia sentido mantê-lo.
O erro na data era, de facto, fatal e mudava todo o sentido das coisas pois uma parte substantiva do post assentava justamente nesta primeira data.
Aos que não deram pelo engano e a todos os que notaram o erro mas tiveram pudor de o dizer peço sinceras desculpas. Ao 'Once', que não sei quem é mas fez o favor de o comentar e indicar as datas correctas, agradeço com a mesma sinceridade o gesto que acabou por se revelar um kit precioso para o futuro.
Um kit 'dois-em-um', ainda por cima. Primeiro porque me permitiu reparar imediatamente o equívoco e depois porque nunca mais me vou esquecer de prestar mais atenção a certos detalhes nem de fazer o double-check das fontes que cito.
Por um lado detesto que isto tenha acontecido no dia em que o blog teve mais visibilidade (o olhar dos outros e a sua avaliação é sempre o osso mais duro de roer quando erramos) mas, por outro, ainda bem que já aconteceu porque isso me ajuda a evitar erros futuros desta natureza. Boa para mim, portanto.
Um dia volto à matéria em questão no post que escrevi e apaguei porque, para além do erro fundamental, também falava sem enganos de artistas e de um circuito cultural que me fascina e prende.
Daqui em diante prometo ficar mais atenta às datas e treinar melhor os links. Ser 'caloira' na blogosfera é o que dá... Felizmente também serve para enquadrar e justificar grande parte desta trapalhada inaugural!
Adoro a arte do Jorge Colombo, a sua imaginação, a sua criatividade, a sua inspiração e toda a ficção que constrói a partir da realidade à sua volta. Gosto do seu olhar e da maneira como vê as pessoas e as coisas. Às vezes tem um humor delirante, outras é profundamente irónico mas revela sempre uma compaixão divertida.
Para além de amiga de longa data, sou fã dos seus desenhos, das suas fotografias e de muitos dos pequenos filmes que faz com a sua máquina fotográfica. Uma pequena máquina de bolso que leva para todo o lado e está colada nos cantos com tiras de fita-cola encarnada.
Comecei por gostar dos seus desenhos há muitos anos, quando ele era 'apenas' um ilustrador talentoso. Tínhamos vinte anos na altura e o Jorge ainda vivia em Portugal. Era um amigo especial e 'performativo' que dizia e fazia coisas que ninguém nunca tinha pensado daquela maneira. Original, muito culto e muito 'à frente', rasgou o mercado editorial quando desenhou o grafismo do jornal O Independente. Na altura ele e o MEC marcaram toda uma geração. E as gerações que se seguiram.
Tive a sorte de trabalhar com eles e de aprender com eles outra linguagem e novos conceitos. A estética sempre foi importante para eles e assim como o MEC marcou um tempo novo na escrita, o Jorge Colombo marcou um tempo novo no design gráfico e na ilustração. Todo o conceito de imagem na imprensa mudou radicalmente. Por causa de um e outro, houve um verdadeiro 'antes' e 'depois' em matéria de escrita. Os jornais deixaram de ser o que eram e as imagens passaram a ser o que nunca foram.
Depois o Jorge apaixonou-se pela Amy Yoes, escultora e artista plástica igualmente criativa e versátil, e emigrou para os Estados Unidos, primeiro Chicago, depois umas breves derivas por outras cidades e agora N.York. Estive com ele há um mês e passeámos juntos pelas avenidas e parques. Tirámos fotografias, contámos coisas e actualizámos memórias. Foi muito bom estar com ele naquela que é agora a sua cidade.
Desde que voltei acompanho mais de perto aquilo que faz e visito regularmente o seu site. Gosto particularmente dos seus desenhos e ilustrações (sempre me fascinou o seu traço e o seu olhar!), adoro a estética das suas fotografias e divirto-me com alguns dos seus filmes. O site do Jorge Colombo é uma verdadeira galeria de arte contemporânea que aconselho vivamente a visitar uma e outra vez. Deixo aqui os links e um dos seus vídeos.
Depois de anos a fio sem tempo para me deter neste universo da blogosfera, sem participar em debates, protestos e enunciados, sem talento para divagações nos blogs e sem arte para 'posts' e 'coments', acabei por vencer medos e resistências e decidi aventurar-me a ter um blog. Confesso que agora, que aqui cheguei, estou radiante. Primeiro porque deixei de ter medo de não saber funcionar com as ferramentas disponíveis para fazer links, colocar fotos e vídeos, e editar os meus próprios posts. Graças à experiência e paciência de pessoas como a Maria João Nogueira, do Sapo.pt, e à insistência amiga de experts como o Diogo Vasconcelos, da Cisco, percebi que a coisa era infinitamente mais fácil do que eu imaginava. E muito mais divertida!
Devo-lhes a eles e a outros tantos como eles a assurance e o prazer de inaugurar o meu blog.
Conto com eles, com a sua ciência e experiência para me ajudarem a fazer caminho e a perceber por onde posso ir e como posso evoluir. Acima de tudo conto com todos aqueles que acharem que este blog pode ser uma ponte para ficarmos todos mais próximos. Conto com sugestões e críticas, portanto.
Não sei definir uma coisa que ainda agora comecei a criar e, nesta lógica, não posso dizer exactamente de que é que este blog trata. Decidi que trata da Substância da Vida que, no fundo, é tudo aquilo que nos toca, nos interpela e desafia a ir mais longe. Gosto desta ideia de fazer caminho e nunca nada estar definido à partida. E gosto de saber que hoje estou a dar um primeiro passo e da certeza de que não vou sozinha.
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