Sexta-feira, 13 de Abril de 2007
Sobre a mentira
 
“Sou incapaz de mentir!”
Na verdade, todos conhecemos alguém capaz de dizer esta frase extraordinária. E todos sabemos que esta é apenas a primeira mentira sobre a qual assentam muitas mais.
Por esta e por outras, Claudine Biland, psicóloga francesa escreveu um livro que abre alguns caminhos seguros entre os mil labirintos tentadores de falsidades e meias verdades que existem em nós.
Biland explora este universo íntimo da mentira sob todos os ângulos e é apaixonante descobrir algumas das nossas armadilhas interiores. Da pequena mentirola dita entre amigos à “hipocrisia maquiavélica de alguns políticos” (as palavras não são minhas, note-se), a psicóloga identifica e analisa todos os tipos de mentiras. Eloquente e precisa, Claudine Biland ajuda a perceber porque é que uns mentem mais que outros e mostra como é possível ‘cheirar’ um mentiroso à distância.
O livro tem como título “Psychologie du Menteur”, foi editado pela Odile Jacob e, que eu saiba, não está traduzido para português. Lê-se facilmente e a boa notícia para aqueles que têm mais dificuldade em mentir é que ficam ainda mais tranquilos com a sua verdade.
publicado por Laurinda Alves às 20:26
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Sobre a coragem
“Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência.
 
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
 
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
 
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo…”
 
publicado por Laurinda Alves às 20:24
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Um dia especial
Terça-feira foi um dia especial. Por razões particularmente felizes, tive à minha volta uma multidão de pessoas de quem gosto muito. Falo de irmãos, cunhadas, sobrinhos e primos mas também de amigos muito queridos, mais ou menos antigos. Fizeram-me falta os meus pais e a minha irmã mas estavam muito longe, neste dia, e não puderam estar.
Vista da cadeira onde fiquei sentada, ao lado do meu filho, a plateia era uma paisagem absolutamente maravilhosa. Comovente, mesmo.
Iluminados pela luz do fim da tarde que entra pelos enormes vidros do jardim de Inverno do Teatro São Luiz, os amigos enchiam completamente o espaço mas, aos meus olhos e no meu coração, formavam um círculo infinitamente próximo e íntimo. 
Adoro esta intimidade feita de alegria, verdade e cumplicidade. Sei que tenho a imensa sorte de ter pessoas extraordinárias na minha vida e todos os dias agradeço o privilégio.
Embora o papel de anfitriã seja, ao mesmo tempo, uma festa e um cúmulo de frustração por não ser possível dizer duas frases seguidas à mesma pessoa, é espantoso perceber que sei exactamente o que disse e o que escrevi a cada um. E o mais incrível é que, mais tarde, passando e repassando o filme que ficou gravado na minha memória, realizei que também era capaz de dizer onde é que cada um estava sentado, em que linha e de que lado e, em especial, quem estava de pé e em linha recta comigo. Isto, das primeiras às últimas filas, incluindo uma coluna, ao fundo à minha direita, onde alguém se encostou discretamente para ficar mais abrigado da multidão julgando, talvez, que também ficava mais fora do alcance do olhar. Não ficou.
 
publicado por Laurinda Alves às 20:18
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Segunda-feira, 9 de Abril de 2007
Os bons e os maus segredos
 
O debate na televisão foi muito eloquente e revelador. Eloquente por ter envolvido uma série de pessoas de extraordinária qualidade humana e competência profissional; revelador por ter trazido à consciência a infinita complexidade das questões que envolvem o desaparecimento de crianças e, ainda, por ter sido possível ouvir algumas respostas concretas a perguntas objectivas.
As taras, os vícios e os costumes daninhos que se escondem por detrás de um computador e de personalidades aparentemente normais são realidades muito inquietantes.
Ouvimos dizer expressamente que existem vídeos de pornografia infantil em que as crianças são seviciadas e, depois, assassinadas em directo. Percebemos, com horror, que muitas destas crianças são bebés de colo e ficámos a saber (se é que tínhamos alguma dúvida) que o negócio prospera e cruza fronteiras. Como todo este comércio vive do secretismo e do silêncio, importa perceber como prevenir. É urgente saber como ensinar as crianças e adolescentes a gerir os bons e os maus segredos, portanto.
Talvez ajude lembrar aos pais e educadores que há em nós uma voz que nunca se cala e que serve de sinal de alerta. Falo da voz da consciência, naturalmente. Uma voz que nos diz sempre, em todas as idades, o que está bem e o que está mal. Mais do que explicar às crianças o que é um pedófilo (coisa razoavelmente impossível já que o verdadeiro pedófilo é sempre ‘o melhor amigo das crianças’ e, nesta lógica, dar muitas explicações seria levantar uma suspeição geral sobre o mundo dos adultos), dizia eu que mais importante é transmitir-lhes confiança e dizer-lhes que nunca calem a voz da sua consciência. Ou seja, nunca deixem de ter a coragem de contar um segredo mau. Por mais que isso lhes custe.
publicado por Laurinda Alves às 20:52
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