Nucha estou inteiramente de acordo e, daí, ter dito que é uma metáfora da condição humana. No caso particular que refiro, ilustra a construção de um grande sonho, de qualquer coisa que parece impossível, mas se não particularizarmos também representa a vida em construção. E em perpétuo movimento... Abraço!
Laurinda, Sou um leitor assíduo do seu blog e já comentei algumas vezes os seus posts . Acho a sua maneira de fazer jornalismo genial, de contar o que se passa no dia-a-dia e de mostrar às pessoas as coisas que se passam à nossa volta de uma maneira simples, moderada e equilibrada. Já estive numa sessão de esclarecimento do movimento MEP no CUPAV , onde faço parte da equipa de animadores. Confesso que não fiquei muito convencido sobretudo por me meter alguma confusão um factor importante do MEP que é a sua indefinição política, ainda que hoje em dia os conceitos de esquerda e direita não façam muito sentido à luz dos partidos políticos portugueses actuais. Esta indefinição faz com que eu não queira confiar num movimento em que não sei com o que contar em termos de actuação política. Se me pudesse esclarecer este ponto agradecia imenso.
Pi agradeço sinceramente a franqueza e a pergunta, pois reflecte as dúvidas de muitos outros que certamentente se interrogam sobre esta e outras questões perante um novo partido político que, ainda por cima, nasce de um movimento de cidadãos que querem contribuir para acrescentar valor à política, que apostam na política da esperança e têm uma linha ideológica marcadamente humanista, centrada nas pessoas e nos valores humanos. Para responder à sua pergunta preciso, primeiro, de lhe fazer também uma pergunta: hoje em dia´o que é para si um partido de direita e um partido de esquerda? Se conseguir definir um e outro talvez eu consiga depois encontrar uma definição deste que seja compreensível para si. Deixe-me lembrar-lhe apenas que as ideologias de direita e esquerda, na sua pureza e na sua linha 'clássica' por assim dizer, já não são o que eram. Daí, também, a minha necessidade de perceber exactamente o que é para o Pi um partido de direita e de esquerda. Falamos, pode ser? Obrigada. Um abraço!
Sim ,fascinante o video da construção do si própio em pleno voo,.....na vida sempre existiu "navegadores" e " velhos do restelo",uns vão e desbravam e exploram novas vias ,.....outros ficam a sondar o horizonte á espera de boas novas ,para juntar ao saber construido durante milénios /anos e que permitiu os navegadores se lançarem em busca desse conhecimento e saber ......todos são precisos na construção do já desenhado e do a desenhar ......assim como os invisuais que sem ver e sair ,sabem e descobrem mundos dentro de si e permanecem solidarios com o mundo ,todos os saberes /pessoas são importantes neste encontro de saber viver e partilhar ......Parabens e felicidades para a sua caminhada neste momento ,e que ela se mantenha com a alma e a força anímica que sempre a tem acompanhado.......
Viguilherme obrigada também pelo seu coment. Confesso que estou muito entusiasmada com esta aposta em percorrer um caminho nunca percorrido. Nunca me imaginei a dar passos na política e agora que os comecei a dar com o MEP (abro um parêntesis para dizer que só estou aqui por ser o MEP, por ser um movimento de cidadãos, por ser um partido novo com uma linha humanista, da causas e valores com que me identifico radicalmente. Se este partido não tivesse nascido eu continuaria tranquilamente na minha vida de cidadã com militância cívica e defensora de causas mas longe da política activa. E fecho parêntesis) dizia eu que agora que comecei a dar passos, sinto que estou no caminho certo porque todos os que avançam comigo são pessoas como eu (como nós?!) sem experiência nas estruturas partidárias mas com ideias políticas e uma aposta firme em contribuir para o bem comum e, assim, ajudar a construir um mundo melhor. Soa demasiado idealista? Talvez, mas é pelo sonho que vamos (como dizia o poeta Sebastião da Gama) e é caminhando que se faz caminho. Nesta lógica o vídeo do avião não podia ser mais incisivo. :) Abraço!
Na minha modesta opinião de estudante universitário do curso de História e com muito para aprender vejo a definição de esquerda e direita como um conceito que foi tendo uma evolução desde as revoluções liberais do século XIX. Especialmente no nosso país na década de trinta do séc. XIX esquerda significava liberais radicais que defendiam acerrimamente os ideais da revolução francesa, quase Jacobinos. Direita não existia muito, mais centro, liberais moderados, progressistas. Na Primeira República os liberais radicais tomam conta do poder e na minha opinião assistimos a um dos piores períodos da nossa história. O Estado Novo leva o nosso país para o extremo oposto, adepto de ideias fascistas e de extrema direita em voga por toda a Europa. Com o 25 de Abril até aos dias de hoje o conceito estendesse mais surgem partidos que se assumem de centro direita, centro, centro esquerda, esquerda e extrema esquerda (extrema direita não existe porque a constituição não o permite). Hoje em dia é tudo uma amálgama em que não se distingue o PS do PSD, o CDS-PP , partido que se afirma de centro direita nos seus estatutos que defende a vida, a família, o homem por si mesmo, responsável pelos seus actos e que faz parte de uma sociedade e trabalha para melhorá-la, este partido considera a possibilidade de fazer uma coligação com o PS, partido que processa ideias que vão contra todos estes valores fundamentais. Não quero ser fundamentalista, quero e gostava de ter uma mente aberta capaz de perceber cada uma destas facções sem preconceitos mas ao mesmo tempo ter a capacidade de confiar num partido político que se defina e que não seja incoerente, que leve as suas ideias até ao fim e que não se desvie dos seus conceitos fundamentais, hoje em dia é extremamente difícil.
Penso que a política é fundamental e por isso tenho o desejo, ainda que seja uma utopia à luz do que se passa hoje em dia, que se possa fazer política pragmática em favor dos cidadãos e de maneira clara. Acho que é isso que o MEP quer, sinto falta de uma definição que me faça confiar. Se calhar disse uma data de asneiras mas é o que penso.
Pi não só não disse asneiras como sintetizou muito bem uma matéria vasta e difícil de sintetizar. Podemos estar mais ou menos de acordo mas o essencial ficou dito. Nesta lógica e porque hoje em dia, como também o Pi reconhece, é difícil definir "esquerda" e "direita" (os partidos de uma e outra confundem-se e confundem-nos!) acho que vale a pena prestar atenção ao programa do MEP e ler o que está escrito e, em minha opini~qao, muito bem escrito e muito claro. Aquilo que me apaixona e me move no MEP é a linha vincadamente humanista e se não me levar a mal que lhe diga isto, desta maneira, aquilo que menos me interessa é catalogá-lo como um partido de "direita" ou de "esquerda". Isto por mil e uma razões que demorariam a explicar mas também pela simpes razão de que à direita e à esquerda há ideias, ideais e gente admirável que fez e faz avançar o mundo. Eu vou estar em Viana e Braga, em acções de campanha nos dias 6 e 7 de Fevereiro, e gostava de lhe deixar um convite a estar presente. Pode? Quer? se sim, óptimo. Podemos dar uma sequência maior e melhor a esta questão ideológica e filosófica. Acha bem? Ou não respondi como gostava que eu respondesse? Risos e abraço. Até Braga, pode ser?
Gostava muito de ir, além de ser uma cidade que gosto imenso e onde tenho família, gostava de conhecer melhor o MEP e darmos continuidade à nossa conversa mas infelizmente a vida de estudante universitário nesta altura é um bocado complicada a nível de exames e trabalhos. Espero que surja outra oportunidade. Agradeço imenso os esclarecimentos e o tempo dispensado às minhas questões que creio que são questões também de outros. Já estive a ler o programa do MEP e fiquei mais esclarecido, vou estar atento no site a novas acções de campanha.
De Luis Lobo Xavier a 27 de Janeiro de 2009 às 23:50
Olá Pi,
Estás bom? Olha, o Bernardo CF e eu vamos organizar este sábado à tarde uma sessão de apresentação do MEP em Lisboa, para amigos e pessoas interessadas, queres vir? É mais perto que Braga! Claro que não será tão bom como ouvires a Laurinda, mas mesmo assim acho que pode ser interessante para ficares a conhecer melhor o MEP, é mais completo que o debate no CUPAV.