A esta hora a que escrevo a minha mãe está finalmente a ser operada e essa é a melhor notícia destes dois últimos dias, pois a conjugação das dores e da posição estava a tornar-se insuportável. Passámos os dias inteiros à cabeceira e a nossa presença anima mas não retira a dor de ter que estar 48h na mesma posição e, ainda por cima, deitada sobre uma cicatriz que vai de alto a baixo nas costas e resultou de duas intervenções à coluna, na sequência de um acidente de viação provocado por um condutor à nossa frente que se despistou. O condutor não sofreu nada mas a minha mãe ficou com lesões na coluna para sempre e é este cúmulo de dores antigas e dores de agora mais a imobilização do corpo na mesma (dolorosa) posição que agora custa. Felizmente a operação está em curso e começa a curva da recuperação. Mesmo com sofrimento, avanços e recuos, a perspectiva de recuperar faz toda a diferença na motivação interior e na capacidade de lidar com as dores. Isto que agora escrevo é mais um desabafo do que um post mas sabe-me bem poder pôr tudo isto por escrito nesta fase. E sabe-me muito bem sentir a amizade dos que me escrevem e dos que mesmo sem escrever estão próximos. A uns e a outros muito obrigada!
P.S.: Uma nota final, acrescentada algumas horas depois de ter escrito este post, só para dizer que a operação correu o melhor possível e amanhã a minha mãe deve voltar ao quarto onde pode ter visitas. Aproveito a boleia deste P.S. para dizer à Luzia que tem toda a razão, é um privilégio enorme estar neste hospital. Sobretudo depois de ter passado 8h entre dois hospitais públicos...E também depois de muitas vezes na vida ter sido operada e internada nesses mesmos hospitais, onde umas vezes foi bem atendida mas outras não. Mas isso agora não importa, até porque me obrigaria a falar de casos eloquentes da exaustão dos profissionais de saúde mas, também, de episódios gritantes de negligência médica.
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