Mãe e filhos. Pai e filhas. Irmãos, irmãs, sobrinhos, cunhados
e cunhadas, primos e tios, todos ainda próximos e presentes.
Faltam os avós - há muito tempo - e fazem-nos sempre falta.
Ontem recebi mensagens de pessoas queridas, dos amigos
novos e dos amigos antigos, e houve uma que me tocou mais.
Era do C, que passa pela primeira vez um Natal sem a Mãe, e
me falava do vazio que sentia. Percebo-o bem, a mãe enchia
uma casa e a vida de todos à sua volta. Conhecia-a e também
a mim me faz falta. Conheci-a nos últimos tempos da sua vida e
ficámos amigas como se sempre tivessemos estado próximas
uma da outra. Fiz viagens com ela à cabeceira da cama e fomos
outra vez pela costa de África, por terra e pelo mar, até aos faróis
do norte de Moçambique. Ouvia as suas descrições e tirava notas
porque falava com um português lindo e colorido. Ria quando me
contava coisas mais girlish e eu ria com ela, numa cumplicidade
terna e eterna. Sim, porque aquele tempo vivido à cabeceira foi um
tempo de eternidade. Ela tem o mesmo nome da minha mãe e eu
gostava dessa coincidência cósmica. Ela também. Agora olho para
a minha própria mesa de cabeceira e recordo-a na sua beleza e na
sua inteligência sempre trespassada de uma ironia fina, e caio na
conta de que ela me deixou muito mais do que um objecto pessoal,
ofereceu-me um presente para se fazer presente todos os dias e me
lembrar que foi à cabeceira que ficámos amigas para sempre. Lindo.
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