Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008
Mais depressa entra um dealer no meu bairro do que eu!

 

Esta é a esquina da Rua Marechal Saldanha com o Loreto,

no cimo da Calçada do Combro. Nesta esquina todos os

dias há cenas inenarráveis por causa dos pilaretes da CML

a barrar a entrada no Bairro de Sta Catarina. Geridos pela

EMEL e por uns senhores que nunca se deixam ver nem se

identificam mesmo quando lhes pedimos o nome, o sobe e

desce deste pilaretes é diariamente gerido por estes homens

e mulheres invisíveis que ora estão de bom humor, ora estão

atravessados por alguma razão e o caldo entorna. Eu e muitos

outros como eu já perdemos a cabeça mais do que uma vez a

tentar falar com um pilar absurdamente surdo aos argumentos.

 

 

De dentro deste pilar saem umas vozes que mal se ouvem cá

fora porque a rua é muito barulhenta e as buzinas dos carros

que esperam na fila podem ser insurdecedoras. Os  senhores

da EMEL sabem mas estão-se nas tintas. Demoram eternidades

a 'atender' os que pretendem passar. Um inferno diário para quem

mora nestas ruas dos bairros abrangidos por este controlo policial

e quase sempre prepotente. Posso garantir que mais depressa um

dealer de droga entra no meu bairro do que um morador! É infame

mas é rigorosamente verdade. Há sempre uma suspeita a pesar

sobre os moradores que estes senhores vêm entrar e sair todos os

dias, várias vezes por dia. É incrível mas apesar de nos conhecerem

bem demais, levantam sempre obstáculos (neste caso os pilaretes)

e suspeitam da informação que lhes damos. Esta atitude enche de

nervos e frustração pois revela um exercício prepotente de um poder

que estes funcionários da EMEL julgam que têm mas não podem ter!

 

  

Já escrevi algumas vezes sobre o mau funcionamento dos

pilaretes, cujo sistema mecânico entra em falência técnica

com excessiva frequência mas o meu maior protesto e a

minha maior indignação tem a ver com a atitude tão pouco

profissional e com o abuso de poder dos senhores da EMEL!

 

Nota: Não deixa de ser uma ironia que o autocolante colocado

no pilar tenha um coração com a inscrição "Lisbon Lovers"...

 

publicado por Laurinda Alves às 11:55
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10 comentários:
De GorgeousMind a 9 de Dezembro de 2008 às 12:15
Olá Laurinda!
Acredito que dê muita raiva uma coisa destas nos passeios. Mas à parte dos transtornos que deve causar, dei por mim a rir quando diz "... Eu e muitos outros como eu já perdemos a cabeça mais do que uma vez a tentar falar com um pilar absurdamente surdo aos argumentos." rs...rs...rs...
Não resisti. Desculpe todas as histórias têm sempre o seu lado caricato.
Beijinho
De Augusto Küttner de Magalhães a 9 de Dezembro de 2008 às 14:17
Hoje dei por mim a pensar, como tantas vezes as autoridades funcionam ao contrário. Isto ainda a propósito de a Laurinda ter escrito sobre a Policia Municipal e agora referir os pilares – algo que aqui por Gaia, tem dado cabo de uma série de automóveis…
Penso que em determinadas situações a Policia – penso PSP, não entendo para que se repete com a P.Municipal – devia ser muito severa em multas, quando se estaciona em cima de passadeiras, quando se fazem, mesmo dentro das cidades percursos sempre encostados à direita, quando se vai constantemente ao telemóvel, quando se calcam vermelhos, quando se estaciona por norma onde é proibido parar e por aí adiante, mas em outras situações devia ser mais atenta, mais racional, e não deixava de passar multas…e aqui Porto existem uns reboques amarelos que só andam à caça da multa, quando tantas vezes não é necessário e quando necessário não aparece o Polícia , não o maldito reboque amarelo….. que só reboca..
De asvelasardemsempreateaofim a 9 de Dezembro de 2008 às 16:05
Desculpa mas ainda me ri!tenho uma amiga que diz o mesmo.

bjo
De João Alves da Cunha a 9 de Dezembro de 2008 às 16:15
Boa tarde, Laurinda, e primeiro de tudo, quero agradecer-lhe o facto de ter aceite ser cabeça de lista do MEP nas eleições europeias. Assim que soube, fiquei radiante, pois a escolha não podia ter sido mais feliz (e aqui, melhor não era possível...).
Muita esperança, muita humildade e muito ânimo nesta nova etapa!
Depois, o post sobre a EMEL... Sou residente na zona de acesso condicionado da Sé e, digamos que eu e eles não nos entendemos, e não é só pelo facto de ter um processo a correr em tribunal contra a empresa, por terem levantado o pilarete quando estava a passar com o meu carro e não assumirem o erro do sistema(!).
É realmente pelo inferno que eles tornam pequenos pormenores do dia-a-dia, como chegar a casa ao fim do dia ou simplesmente levar as crianças à escola de manhã.
Mas a pior que me fizeram, é essa que quero partilhar aqui. Há cerca de um mês, depois de ter ido passar o fim-de-semana com os meus dois filhos de 2 e 5 anos, a casa dos meus pais na Serra da Estrela, e vindo nós no carro deles, quando chegava a casa depois de uma viagem longa, domingo à tarde, a funcionária de serviço (que só se identificou com um número) recusou-se a autorizar a entrada do carro dos meus pais para deixar-me a mim e às crianças (de 2 e 5 anos repito), e descarregar as malas à porta de minha casa! E enquanto descarregava malas e crianças em frente à câmara deles (a minha porta dista cerca de 50 metros do pilarete), ainda ameaçaram chamar a polícia por estar a bloquear o pilarete. Tenho pena que os meus filhos tenham assistido a cena tão deprimente, desumana e injusta. Vergonha e cobardia não falta aqueles funcionários (o segundo que falou recusou qualquer dar qualquer identificação, nem número...), enquanto se sentirem protegidos pelo sistema de serviço público mais impessoal, frio e desumano que conheço: uns pilares surdos e uma câmara sem rosto nem expressão.
Só me pergunto: como é que algo que lesa de forma tão clara e sistemática a vida dos cidadãos lisboetas, permanece impávida e serene na sua arrogância e abuso de poder? Não há nada a fazer senão aceitar esta situação?
Mantenho-me residente pois mantenho a esperança, de que aqui, verdadeiramente, muito melhor é possível.
João Alves da Cunha
De sofia a 9 de Dezembro de 2008 às 22:52
se suspeitam da informação porque é que os moradores não têm uma identificação?
De Pedro M. a 9 de Dezembro de 2008 às 22:53
Como eu "lovo" Lisboa ando a pé, de bicicleta, autocarro, eléctrico, comboio, metro...

Vê-se melhor e fotografa-se melhor, apesar de todos os "autoólicos" e o seu objecto fétiche.

Só gostava de ter mais companhia. ;)
De Alberto Torres a 12 de Dezembro de 2008 às 23:21
Mas o bairro é seu?... Ah. Ah.
Ganhe juízo, minha senhora...
De Carolina Ogando a 14 de Dezembro de 2008 às 00:31
Ai, como a percebo! é que se fosse só isto. Mas enfim, até ia mandar aquela boca "Estamos em Portugal!" mas enfim, há tanta cidade na Europa assim.. até em Paris há ruas cheias dessas coisas. Claro que com a mania que eles têm, iam fazer de 53 graffitis horrosos e a rua mais mal cheirosa da cidade posto turístico e acreditem, iria aparecer no guia michelin. Há uns tempos (um ano e tal) tive uma historia de "protesto" em relação à carris. (Para não ter que descrever a cena toda, eis em linguagem familiar : http://carolinaaa.blogspot.com/2007_11_01_archive.html) Queixei-me , claro que sim, mandei muita coisa para os resposnáveis. Fizeram alguam cosia? não.

Ficamos assim à espera que mais alguém se mexa...!
De Carolina Ogando a 14 de Dezembro de 2008 às 00:34
Entretanto... não pude deixar de fazer referência a este blog no meu:) É da concorrência (blogspot), mas o que é isso, neste mundo dos blogs?
Já ando a vir cá visitar frequentemente!
De Rita Alves a 14 de Dezembro de 2008 às 23:56
Parabéns a toda a família!
Há muito que desejava contactá-la. Quase toda a minha família faz anos no mesmo mês (Novembro) e é curioso que a minha mãe também se chama Laurinda Alves. Gostava muito de trocar algumas impressões consigo sobre algumas experiências pessoais.
Muita saúde e felicidades!
Rita Alves

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