Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
A sobrevivência dos homens do saco

 

Dois homens com enormes sacos às costas atravessam a rua

no centro de Barcelona, num movimento perpétuo de nómadas

errantes a que todos se habituaram. Eles e os que os perseguem.

Falo dos polícias que os tentam impedir de vender artigos de marca

nas ruas por serem ilegais (os artigos de contrafacção mas também 

os próprios imigrantes que não têm autorização de residência no país)

e falo dos que sobrevivem em países e lugares muito distantes da sua

terra de origem. Hoje estes homens chamaram-nos a atenção porque

se multiplicam em cada esquina e porque andam de rua em rua com

estas trouxas que, de vez em quando, pousam no chão e abrem aos

que passam, descobrindo um mundo fascinante de carteiras e coisas

sedutoras que fazem parar o trânsito incessante de gente que se cruza

nas ruas principais. Estes vendedores ambulantes ilegais têm vários

expedientes para iludir os polícias e um deles é manter a trouxa de pano

literalmente à 'rédea curta' na mão. Ou seja, já descobriram um método

infalível e eficaz de arrumar a trouxa e zarpar: atam os quatro cantos dos

panos a quantro cordas e seguram as pontas das cordas com as mãos,

de forma a puxá-las de repente quando aparece um polícia no horizonte.

Quando puxam as cordas a trouxa fecha-se 'automaticamente' e tudo fica

guardado lá dentro. Depois ele pôem-se em movimento e fingem que são

pessoas que simplesmente transportam os seus pertences às costas...

Claro que todos sabem o que ali vai mas a verdade é que ninguém pode

ir preso por andar com uma trouxa de pano mais ou menos colorido atrás.    

   

publicado por Laurinda Alves às 18:01
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4 comentários:
De Augusto Küttner de Magalhães a 28 de Novembro de 2008 às 22:59
Fasem estes homens pela vida! Claro que a contrafacção é ilegal, a não autorização de residência é "estar" ilegal, mas talvez tentando legalizar imigrantes, seja uma solução, evidentemente tentando também aumentar a natalidade voluntária local...
De Moura Aveirense a 28 de Novembro de 2008 às 23:13
Em Lisboa também já vi... na Guerra Junqueiro...
De João de Medeiros a 3 de Dezembro de 2008 às 23:55
Olá! Parabéns atrasados! Gostei muito da conversa/aula na quarta, 3 dez., não conhecia o blog mas vou tentar ler alguns posts ", do que vi em geral gostei da estruturação e conteúdo. Foi pena as duas horas não terem dado para mais, num tema tão complexo como o é o das Artes. Este fenómeno da internet é mesmo muito interessante se pensarmos num contexto mais alargado e revendo a sua evolução até aos dias de hoje, o poder de chegar a uma "audiência" ilimitada numa intimidade e democracia sem precedentes. Gostei muito da oportunidade que foi a de quarta-feira. Não podendo manifestar-me por email, recorro do blog :) Espero que este comentário seja esquecido e retirado senão passo aparecer no google!!! :)
De Laurinda Alves a 4 de Dezembro de 2008 às 11:10
Olá João! Também gostei muito daquelas duas horas de aula/conversa sobre Arte Pública, Media, artistas, processo criativo, critérios de avaliação, etc. Muito bom. Gostei particularmente da maneira atenta e interessada como todos estiveram presentes e do contributo que cada um deu para a discussão. Obrigada pela tua parte, que foi importantíssima e abriu o debate a esta realidade do mundo digital. Estou por aqui se for preciso alguma coisa ou se puder ajudar. Mais uma vez obrigada pelo teu contributo e pela maneira inteligente como colocaste as questões e ajudaste a pôr o tema em perspectiva. Abraço!

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