Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Shadowlands: um mundo de luz e de sombras



Vim ao Porto participar no Cine Fórum que a PUPS (Pastoral Universitária Porto Saúde) organiza todos os anos no Hospital de São João. Trata-se de um serão que começa sempre com a projecção de um filme, seguido de um debate amplo e aberto aos estudantes de Medicina e Farmácia e aos profissionais de saúde em geral. Estes serões são lendários neste hospital e já juntaram numa mesma sessão quase mil pessoas. Esta noite eram 'apenas' algumas centenas e a conversa foi mais familiar, por assim dizer. O filme, esse, é um murro no estômago. Shadowlands, com as interpretações magistrais de Anthony Hopkins e Debra Winger, é um dos grandes filmes de sempre. Já o tinha visto há muitos anos e voltei a revê-lo hoje. Toca-me profundamente a maneira sensível, inteligente e realista como se fala do amor, da dor, do sofrimento e da alegria. Recomendo vivamente a quem nunca o viu. O debate é sempre animado e hoje não foi excepção até porque o comentador era o professor Valter Osswald, doutor em bioética, grande humanista e um dos verdadeiros sábios do nosso tempo. Saímos de lá todos mais conscientes de que "a dor de então faz parte da felicidade de agora", frase que Debra Winger diz a Anthony Hopkins quando declara que vai morrer em breve. Esta frase muda toda a perspectiva da realidade daquele momento cinematográfico mas também ajuda a focar melhor no presente. Já é tarde, estou muito cansada e cheia de emoções e coisas deste dia para processar e, por isso, fico por aqui. Amanhã volto a Lisboa e ... ao blog!
De Anónimo a 25 de Novembro de 2008 às 02:46
Também já vi o filme e gostei muito:)
Retive igualmente a frase da Debra Winger,pois para mim faz todo o sentido.
Lembro os meus com saudade,mas ao mesmo tempo com muita alegria,pelos momentos partilhados:) Muita mesmo:)
Um beijinho...e descanse:)
De isabel queiroz de melo a 25 de Novembro de 2008 às 08:30
O esforço dos compromissos de entao fazem parte da alegria de agora...
Explico-me : reparava na hora a que a Laurinda escreveu o post e adivinho o cansaço, o sono, mas há como que um compromisso com um mar de gente que sabe que vem espreitar o blog e ainda assim ´lá vai mais um post.
Há laços que se vão entretecendo ainda que não os palpemos apenas porque acreditamos que sim , que valem. E de vez em quando saboreamos o semeado.
Boa a sua constancia Laurinda, thanks !
O filme, nunca vi, vai para a lista de espera .
Olá Laurinda :-)
Vou alugar!!!
Beijos
De Augusto Küttner de Magalhães a 25 de Novembro de 2008 às 14:32
Por certo terá tido muito interesse o que o orador disse, temos excelentes médicos, daqui do Porto,que muito têm a dizer sobre ètica, Humanismo, e que se seguem à geração de Walter Oswald, que ainda muito tem a ensinar!
É um filme marcante. Lembro-me que vi apenas a primeira parte e depois não consegui mais. Tinha o meu pai internado na Unidade de Cuidados Paliativos nessa altura. Uns meses depois voltei a ver o filme, desta vez até ao fim. Recomendo vivamente. É excelente.
De
Ana C. a 25 de Novembro de 2008 às 16:42
A vida é feita do melhor e do pior. A grande magia é agarrarmos nas coisas boas que temos para nos ajudarem sempre quando tudo parece inultrapassável. Já vi esse filme 3 vezes, já li C.S Lewis muitas, muitas mais...Aqui fica uma frase dele: "Alguma vez terás imaginado minha querida, o quanto levaste de mim ao partir?"
De Rita a 25 de Novembro de 2008 às 18:43
Já tentei comprar ou alugar esse filme e não encontro em lado nenhum. Se alguem souber onde é que existe, agradeço que me diga.
Sendo hoje dia de aniversário da Laurinda e, estando em destaque so Sapo, vim dar uma olhada aos seus post.
Este enterneceu-me, principalmente pela frase "a dor de então faz parte da felicidade de agora"...
A mais pura verdade. Sinto isso. Nos últimos 6 anos fiquei sem 3 familiares, todos dessa doença maligna que chamam de cancro.
A última foi a minha irmã mais velha, há 4 meses....
A dor foi grande enquanto ela viveu. Agora é a felicidade de a (os), com saudade e alguma nostalgia.
Reporto-me também ao seu post sobre o silêncio.
Gosto do silêncio, do cantinho onde vivo e de recordar os bons momentos e aqueles que me ajudaram a ajudar, com muitas limitações, os entes queridos.
O filme não conheço, mas hei-de tentar encontrar.
Um beijinho
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