Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008
Que selvajaria!

 

Ontem dei-me conta de um buraco enorme feito no meu carro

onde há vestígios de cor verde que me levam a crer que pode

ter sido provocado por um camião do lixo ou coisa parecida já

que um carro normal não tem capacidade para perfurar desta

maneira tão devastadora o aço. Que selvajaria, meu Deus! E

claro que nem uma nota, nem um contacto, nem um cartão a

pedir desculpas ou a dar uma justificação. Ainda por cima ao

'puxar o filme para trás', dei-me conta de que isto só pode ter

acontecido numa noite da semana passada em que o meu

carro estava bem estacionado mas outro carro, deixado do

outro lado da rua a tapar a esquina, inviabilizava a passagem

do camião do lixo. Se assim foi não deixa de ser extraordinário

que o carro mal estacionado tenha saído incólume e que o

meu tenha ficado neste estado, com o buraco e mais um risco

grosso e fundo ao correr de toda a porta de trás. Que coisa esta!

  

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publicado por Laurinda Alves às 11:47
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15 comentários:
De Zilda Cardoso a 3 de Novembro de 2008 às 12:51
É o desconcerto do mundo, são "esquivanças do bem". Como lamento, Laurinda. e como custa! Como se pode aceitar com serenidade?
De Laurinda Alves a 3 de Novembro de 2008 às 13:19
Boas perguntas, querida Zilda. Nestas alturas tento pensar que é melhor isto do que ser atropelada (ou atropelar alguém!); que é melhor isto do que um acidente na estrada, uma doença grave, uma perda irreparável. Enfim, ajuda imenso a diluir a frustração e fecha um capítulo que se há-de resolver mais à frente. Mas irrita imenso quando percebemos o que aconteceu e realizamos que não tivemos culpa nenhuma. A nossa inocência nestes casos tem um lado tranquilizador mas também tem o seu quê de frustrante. Enfim, há tanta coisa pior que me sinto mal se focar excessivamente neste meu pequeno drama. Mas olho para a coisa e claro que ainda não consigo chegar a esse estado zen, de equilíbrio e calma em que a coisa vai perdendo importância. Por enquanto ainda estou entre a perplexidade e a indignação. Abraço!
De a 3 de Novembro de 2008 às 12:54
Já vi um caso pior a acontecer! Um camião com a parte de trás rasgar por completo uma carrinha de caixa fechada! E o camionista nem deu conta! Parecia uma faca quente a cortar manteiga!
De Laurinda Alves a 3 de Novembro de 2008 às 13:20
É exactamente a imagem que me ocorre: uma faca quente a cortar o aço duro como se fosse manteiga. Embora numa escala menor do que a que refere, acho que foi isso que aconteceu. Abraço!
De Sara e Teresa a 3 de Novembro de 2008 às 12:54
Olá Laurinda! Estas coisas são muito chatas e cada vez mais frequentes. Já me aconteceu também. É infelizmente falta de educação, respeito e responsabilidade. Se se provasse que foi o lixo era pedir à Câmara!
De Laurinda Alves a 3 de Novembro de 2008 às 13:25
É o que estou a fazer, no sentido de apurar responsabilidades e de ver o que é possível fazer. Como só há esta hipótese de ter acontecido nesta circunstância, sei exactamente a hora e o local e isso ajuda incrivelmente. Obrigada pelo apoio. Abraço!
De Sara e Teresa a 3 de Novembro de 2008 às 14:32
Se puder ajudar...
Um abraço e força!
De concha a 3 de Novembro de 2008 às 13:07
Olá Laurinda!
A cada passo deparamo-nos com situações que nos incomodam , mas quando acontece connosco ,por vezes não suportamos o peso de tanta turbulência .
Ainda hoje escrevia noutro espaço , que o essencial da vida é para onde devemos tender, mas se o que lhe aconteceu se tivesse passado comigo , com toda a certeza que esquecia tudo o que é importante valorizar .
Se isto a pode ajudar, acredite que a entendo e me associo à sua frustração.
Beijo grande e força para o caminho
De Laurinda Alves a 3 de Novembro de 2008 às 13:23
Querida Concha, obrigada pelas palavras solidárias. Agora que o primeiro impacto já passou e que já fiz aqui uma espécie de catarse pública da minha indignação, as coisas ficam mais leves. Além disso não me posso dar ao luxo de desperdiçar muito tempo com certas coisas e, nesta lógica, lá terei que dar passos no sentido de apurar responsabilidades e de consertar o carro. É o que já estou a fazer e também isso ajuda a seguir em frente em vez de ficar centrada na raiva e na frustração. Obrigada pela ajuda. Abraço!
De Su a 3 de Novembro de 2008 às 17:08
Querida Laurinda... realmente estas situações são frustrantes e deixam-nos de "cabeça perdida". é muito chato estragarem as nossas coisas, que nos custam a conseguir e pelas quais temos estima, assim... sem mais nem menos e sem dizer nem Ai nem ui... No entanto, tenho esperança de que quem o fez não se tenha apercebido e por isso mesmo não tenha dito nada... Custa-me pensar que alguém faça um estrago desses, se aperceba e não tenha a decência de o assumir. Aqui à uns meses, um autocarro, daqueles de dois andares, bateu contra o muro de minha casa, partiu um muro, que sustenta o portãozinho de entrada, ao meio e o condutor nem sequer se deu conta.. Mas como nos apercebemos na altura, fomos atrás dele e verificavam-se marcas na traseira do autocarro. Deu para resolver a situação a bem porque o senhor assumiu as suas responsabilidades.
Espero que a sua história também termine da melhor forma... boa sorte na busca do responsável por esse estrago! um beijinho e pensamento positivo. Tudo se há-de resolver!
De teresa a 3 de Novembro de 2008 às 17:14
Espero que tenha seguro contra todos os riscos...
Ou pelo menos um seguro normal com cláusulas que prevejam vandalismo e... os so-called actos maliciosos (sempre me irritou este nome, deviam antes ser tidos por actos terroristas)
Custa a dar mais qualquer coisa em cada ano. Mas ao ritmo a que as chatices acontecem, sem culpa nossa, compensa o investimento e a paz de espírito.
De Duarte a 3 de Novembro de 2008 às 20:13

O meu carro está bastante marcado. Com mazelas várias, apesar de eu ter uma condução segura. Ainda não tive um acidente. Há relativamente pouco tempo, ao regressar ao carro reparei que o espelho do lado esquerdo fora derrubado, estava pendurado pelos fios. E reparei, também, que havia uma marca azul celeste (cujos vestígios ainda se mantêm) sobre a roda do mesmo lado.

Ao sentar-me ao volante, verifiquei que a viatura à minha frente era da cor da mancha. E o proprietário, dono da oficina (de reparação de automóveis…) situada em frente ao espaço de estacionamento, olhou para mim desafiante, entrou na viatura e foi-se embora…

Nem me atrevi a questioná-lo!...

Portugueses!, outros…
De CC a 3 de Novembro de 2008 às 21:49
Lamentável!
O prejuízo e o desarranjo, devem ser considerados;
A pergunta porquê a mim quando outro infringe e nada lhe acontece também faz sentido;
Mas o lamentável mesmo é o que um acto destes significa.
Acidentes, acontecem mas não deixarem um contacto é sintomático de alguém sem principios educacionais.
Aqui manifesto a minha indignação!
De Moura Aveirense a 4 de Novembro de 2008 às 09:51
Há dias também me esvaziaram um pneu de propósito :(
De Augusto Küttner de Magalhães a 4 de Novembro de 2008 às 14:45
Que SELVAJARIA! Não chega, antes que selvagens! A mim - isto acontece a tantos, que parece que os selvagens são em grande percentagem - meterem-me há uns meses a parte lateral de trás do meu carro toda dentro, só podia ter sido um jeep, pela altura e ali não andam camiões. Foi no parque de estacionamento - por aqui - dum C. Comercial. Não dei pelo estrago no local, e só quando tive que estacionar na rua, vi como tinha o carro! Voltei ao C.Comercial, para ver o que seria possivel fazer. Seria exequível "eles do CC" visionarem o filme, e se dectetessem alguma coisa, eu teria que ir apresentar queixa na PSP para depois se tentar apanhar o infractor. Como é evidente quem fez aquilo sabe o que fez - ainda foi bastante o estrago!, e se "fugiu" seria interessante encontrá-lo, e ir para tribunal com todas as nossas lentidões...para hohe ainda estar à espera que nada viesse a acontecer....penso que quando não há respeito, não há cuidado....é um pouco a SELVA!

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