Sexta-feira, 31 de Outubro de 2008
Proibido o barulho desnecessário!

 

Não faço a menor ideia da eficácia desta proibição numa cidade como Nova Iorque, nem consigo imaginar o que se pode considerar barulho desnecessário no meio de tantos ruídos e tanto movimento, mas percebo a ideia.

 

Apesar da ironia da coisa (do absurdo, talvez) concordo com uma proibição aos barulhos excessivos. Devia existir qualquer coisa parecida no nosso país que impedisse que fossemos assaltados por brocas e martelos às 8h da manhã todos os dias, excepto aos domingos.

 

Nunca percebi porque é que os homens das obras começam sempre o dia por fazer aquilo que é mais ruidoso. Parece de propósito pois à medida que a manhã avança e o dia corre, os martelos, as picaretas e brocas vão ficando mais silenciosos.

 

Vivo com obras no prédio, obras em condomínios nas traseiras e obras na rua em frente e reparo sistematicamente nesta coisa dos barulhos desnecessários. Dou comigo irritada pela perfuradora e brocas que inauguram o dia em todo o seu esplendor acordando a vizinhança inteira (parece que as obras são dentro do quarto, debaixo da almofada!) e depois ficam pousadas na pedra do chão durante mais de metade do dia.

 

Não compreendo a lógica da coisa mas agora, olhando para esta fotografia do João Francisco Moura, consola-me saber que algures no mundo alguém se preocupa e proibe o barulho desnecessário. Nice.  

 

publicado por Laurinda Alves às 08:53
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8 comentários:
De Su a 31 de Outubro de 2008 às 09:18
Barulho desnecessário... Quantas vezes refiro isto nas minhas aulas "meninos, para que é tanto barulho?!Não acham este barulho desnecessário?". ficam calados a olhar para mim e permanecem assim 5 segundos. Depois aí está a feira instalada. Só quando eu recorro ao barulho que as minhas cordas vocais permitem é que parecem ouvir... Mas não tenham ilusões, não aguentam mais de 5 minutos! Acho que todo este barulho que nos rodeia torna as nossas crianças muito agitadas. É incrível, mas se observar-mos com atenção, verificamos que a maioria dos miúdos não sabe falar. Estão ao nosso lado mas falam com um tom de voz como se estivéssemos a 100 metros de distância. Por isso é que quando chega às 18h00 e chego a casa, agradeço não haver obras pro perto:)
Um beijinho silencioso!
De Su a 31 de Outubro de 2008 às 22:34
Devia estar a dormir a escrever isto... pelos menos 3 erros!
*observarmos
*existirem
*por
De Monica a 31 de Outubro de 2008 às 12:10
que sorte que tenho de viver numa casa que sendo em lisboa não oiço nada, absolutamente nadaaaaaaa que me acorde além do meu despertador!
E de verão, com as janelas abertas sinto-me de regresso ao campo da infância: grilos e cigarras :-)

um bom dia cheio de silêncios que nos enchem o coração!
De Augusto Küttner de Magalhães a 31 de Outubro de 2008 às 13:18
Laurinda hoje nas Crónicas da Vida, do Público, com o titulo " E os cumes dos Himalais" faz-nos muito bem conhecer a vida de Alberto Vaz da Silva, e responde através do próprio: ao que aconteceria aos homens se estabelecessem e mantivessem contacto com uma inteligência extraterrestre! A resposta é curiosa e está na parte final da sua crónica...
De Anónimo a 31 de Outubro de 2008 às 14:53
Laurie,

Não sei como é que os nova-iorquinos fazem para aferir o que é que é um barulho desnecessário. É um grande mistério.

Dito isto, aqui fica uma lista de sugestões para a redução de alguns braulhos indígenas:

- falar num tom moderado;
- reduzir o volume da televisão e não falar com ninguém com "caixinha" ligada;
- não empilhar pratos ou arrumar talheres em gavetas com "excessiva" agressividade;
- não repetir a mesma ideia 30 vezes seguidas, num tom crescente;
- contenção no uso da buzina;
- Não chamar amigos e conhecidos aos gritos quando os encontramos no lado de lá do passeio;
- respeitar o silêncio nas livrarias, cinemas e hospitais;
- não chamar o empregado de café aos gritos;
- ensinar as criancinhas a não gritarem;


Bjs
João
De Augusto Küttner de Magalhães a 31 de Outubro de 2008 às 23:14
Já agora

- falar baixo ao telemóvel;
- quando em grupo cada um fala na sua vez;
- nunca chamar alguém através de toquers de buzina de automóvel;
- respeitar o silêncio nas Bibliotecas;
- nunca gritar, a não ser em caso de vida/morte
De Nuno Branco sj a 31 de Outubro de 2008 às 15:05
Este post vem a proposito, porque precisamente também aqui onde moro em Madrid, não há silencio de martelos e picaretas desde inicios de Setembro. E a chuva para isso é optima porque nos devolve o silencio.
De Cristina Curto a 3 de Novembro de 2008 às 11:27
Viva Laurinda!
Como sempre, tocou num assunto que me diz muito. Sofro do barulho em que vivo há cerca de 10 anos. São obras constantes -se não é em cima, é ao lado, se não é ao lado é na rua, gargalhadas sonoras nocturnas à porta dos cafés, aspiração das folhas das árvores às 23-24h(negado pela Câmara, imagine-se!) e no trabalho, debates de politiquices demasiado entusiastas e a RFM que gosto de ouvir mas até causar nausea.... os bombeiros que gostam de sair do quartel com as sirenes das ambulancias a gemer, mesmo quando isso só é necessário ao chegar ao sinal luminoso... Enfim. Procuro criar espaços de silencio sempre que posso.
Um bj

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