Quinta-feira, 30 de Outubro de 2008
Os meus lápis duram mais que as borrachas

 

 

Há dias em que preciso do silêncio da casa e de um bom livro para

aterrar e esquecer a agitação de tudo e tanto que acontece à volta.

Hoje é um desses dias em que só é possível calar os barulhos do

mundo abrindo um livro que já antes li e sublinhei. Gosto de reler!

Deixo aqui uma resposta de Nabokov a um jornalista que salientou

o facto de o escritor ser pouco discursivo e muito hesitante a falar.

 

Fui sempre um orador desgraçado. O meu vocabulário habita nas

profundezas do meu espírito e precisa do papel para se soltar e

ascender à zona física. Para mim, a eloquência espontânea parece

um milagre. Reescrevi várias vezes, com muita frequência, todas as

palavras que publiquei. Os meus lápis duram mais que as respectivas

borrachas.

 

publicado por Laurinda Alves às 21:30
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