Agora que escrevi sobre uma casa em Londres onde vou voltar
na próxima semana, lembrei-me desta fotografia que tirei numa
noite de festa, em que havia cem pessoas espalhadas pela casa,
churrasco no jardim e um movimento intenso e feliz de gente que
celebrava simplesmente a mudança para uma casa nova. Durante
horas a fio esta rapariga esteve sentada nestes degraus a falar ao
telemóvel. Não a conheço e não sei se estava triste ou contente mas
reparei que esteve sempre fora, sempre alheia e sempre presa ao
telemóvel, numa realidade completamente oposta à onda do momento.
A imagem dela ali sentada tanto tempo, quando lá dentro tudo era uma
festa, fez-me pensar nas vezes em que nos sentimos sós mesmo tendo
muitas pessoas à nossa volta. Acontece-nos a todos experimentar esta
solidão acompanhada e nem sempre fácil de gerir. E é porque a rapariga
podia ser eu ou qualquer um de nós num desses momentos de solidão
ou numa daquelas fases em que nos sentimos 'fora do mundo', sem chão
e sem capacidade de nos integrarmos e entramos na mesma sintonia dos
que estão à nossa volta, que deixo aqui a fotografia que revela uma atitude
(sem devassar a pessoa nem invadir a sua intimidade) que me interpela.
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