De Augusto Küttner de Magalhães a 28 de Outubro de 2008 às 15:24
Penso que estes cursos de Pintura para "todos" são excelentes. Não frequentei nenhum porque me sinto uma nulidade nas artes de pintar, mas conheço um pessoa que depois de acabar a vida profissional ainda não velha foi frequentar um desses cursos na Universidade Sénior da Foz e há uns anos a este parte como hobby dá aulas de pintura as estudantes essencialmente de medicina e até a médicos - quando estes têm tempo. E na mesma Universidade há pessoas que quiseram ir pintar por pintar e expõem hoje os seus trabalhos, e um caso até os vende com facilidade, não sendo sequer esse o seu objectivo "da pintura". Penso ser fascinante aprender-se sempre, o que quer que seja e aproveito para puxar para aqui um post recente da Zilda Cardoso sobre umas Aulas de Astronomia que está a frequentar e que já dá para nos ensinar a saber ver as finanças de outra perpectiva. Nunca é tarde para aprender é uma frase tão verdadeira, como antiga, mas agora será de acrescentar: o que quer que seja!
Insiro-me completamente nesse grupo, Laurinda... no grupo de pessoas sem qualquer talento para a pintura, mas sempre com uma forte vontade de aprender. Acho louvável que pessoas como o Diogo Guerra Pinto se entreguem a desafios destes e, sobretudo, a "pessoas como nós". Só lamento não poder participar, pois a distância não me permite. Pode ser que um destes dias participe num curso semelhante cá pelo Norte, se a sugestão for igualmente apelativa.
Já agora, parabéns pelo quadro! Primeiro porque é grande (algo que eu também adoro) e depois porque transmite muita força e convicção... isto numa observação muito reduzida que a foto nos dá, é claro.
De Romina Barreto a 28 de Outubro de 2008 às 19:46
Adorei o post! O quadro é muito bonito e inspirador, de facto mas devo confessar que aquilo que me chamou logo à atenção foi aquela pilha de livros, achei muito engraçado. Ter livros espalhados pela casa, adorei mesmo a ideia, as estantes de cá de casa também já estão cheias, a transbordar mesmo. Acho que vou pedir ao meu pai para pô-los espalhados pela casa.
Achei muito interessante o curso de pintura, alargar horizontes e expressar sentimentos, ideias... muito bom!
Bem como estou a terminar mais um dia, pensei muito se devia partilhar uma coisa consigo, porque realmente deixa-me feliz, aqui vai...tive 19,5 valores no teste de literatura portuguesa e 17,5 no de história, óptimo não é? Enfim, digo isto não por uma questão de vaidade mas sim de orgulho. Passem todas as redundâncias…
De isabelqueirozdemelo a 28 de Outubro de 2008 às 22:00
Parabens Romina ! E já agora aproveito para lhe dizer que os seus posts são muito frescos e a sua transparencia e leveza são uma ternura ao final dum dia que foi bem pesado.
Querida Romina muitos parabéns pelas notas! Dei comigo radiante com o 19,5 a Literatura Portuguesa e o 17,5 a História. Muito bom, neste caso no sentido literal do termo! Quanto às pilhas de livros, a pilha que vê na fotografia é uma escultura de um grande escultor espanhol (David Morago ) e também eu adoro esta obra tão realista e ao mesmo tempo tão intimista. O problema das pilhas de livros é que se forem feitas com livros reais a pilha começa a cair ou a desmoronar-se a partir do 10º livro... :) Obrigada pelo coment e por partilhar comigo o que é importante para si porque também passa a ser importante para mim. Abraço!
Adoro os livros também...em pilha mas calculo que "seguros" de qualquer forma... adoro o seu blog! Que mulher linda e inspiradora! Parabéns!!!! carlota
Na "Novela histórica sobre Paul Gauguin y Flora Tristán", do Peruano Mário Vargas Llosa, foi-me dado a conhecer que o génio impressionista deixou-se encantar pela pintura com cerca de 30 anos.
Abandonou tudo para se entregar à sua arte: emprego, mulher, filhos e amigos. Ao partir para i Haiti, fundiu a sua arte com a sua forma de viver . Foi o regresso ao"primitivismo".
Gauguin morreu na maior miséria, como é sabido. Apesar da loucura presente no radicalismo da sua vida, foi fiél ao seu chamamento mais intimo. Em línguagem pessoana diria que ele se "cumpriu".
Creio que estamos todos a necessitar de encontrar as nossas "ferramentas": seja através da fotografia, escrita ou pintura.
Tenho o grato prazer de conhecer DGP. Aprecio o seu trabalho. Acho que trabalha com "verdade".
Obrigado Laurinda pela divulgação dos cursos. De facto, constato que a arte nos ajuda a viver e a elevar o nosso quotidiano, seja através da expressão da nossa própria criatividade, seja conhecendo melhor a vida e o trabalho de alguns artistas. Ao permitirmos que o nosso inconsciente se manifeste de uma forma livre, seremos mais capazes de nos libertar das nossas pequenas prisões e de esquecer, por momentos, a gestão diária dos nossos problemas, tornando-nos pessoas mais equilibradas e felizes. Acredito que a arte ajuda a fazer essa ponte, a descobrir mais sobre nos próprios e a apreciar a vida de uma outra forma. Agradeço por isso aos artistas que não desistem!
De Ana Vasconcelos a 29 de Outubro de 2008 às 12:43
Curioso o comentário de JFM sobre Paul Gauguin. Penso que sempre existirão artistas no anonimato, distantes das massas e desconhecidos das multidões, mas fiéis a si próprio. Mantém-se a eterna dúvida sobre os critérios que tornam um artista conhecido, aplaudido pela sociedade e aceite pelos críticos e a autenticidade da obra! O que é, de facto, legítimo? Talvez não haja uma única resposta, sendo a resposta a experiência de todos os que ousam elevar-se e superar-se diariamente naquilo que fazem, independentemente dos olhares, das vozes e das criticas. Esses, terão um dia o justo reconhecimento.
Pintar é mesmo um prazer, uma poesia. Eu pessoalmente comecei para relaxar levado pelo meu filho de 10 anos, embora acreditasse que não ia fazer nada que pudesse mostrar. Pois, foi uma surpresa, e para nós que achamos que pintar é para conhecedores, descobri uma escola que ensina os menos talentosos dos menos talentosos. Muito giro, aconselho, espreitem as galerias do www.pintacomigo.com. São mesmo workshops de um dia em que se pinta tudo, do inicio ao fim. Para quem aprecia o abstracto pode parecer que não será o melhor, mas eu li que os melhores "abstratistas " do passado dominaram a pintura realista. Partilho também, pois ficámos amigos, este professor de Oeiras (João Azevedo) e eu, e em particular porque ele teve a coragem de deixar uma carreira de sucesso mas cheia de stress, pela arte e, em especial, pelo ensino da arte.