Domingo, 12 de Outubro de 2008
Sempre juntos, em memória dos avós

 

A vista das minhas janelas neste fim-de-semana especial.

Toda a família do lado da minha mãe se reuniu mais uma

vez. Somos muitos e fazemos um encontro grande por ano.

 

O dia começou com um passeio de bicicleta ao longo do rio

Vouga. Caminhos trepidantes de pedras, percorridos com

primos, irmãos, cunhados, sobrinhos e tios. Com pausas.  

   

 

As margens do rio estão povoadas de nenúfares verdes e

lilás que cobrem uma extensão admirável de água e fazem

um efeito lindo.Tudo nestes caminhos tem uma beleza rara.

 

 

Um dos meus irmãos, o mais novo, com uma das minhas

sobrinhas a verem as fotografias do rio de nenúfares. Era

impossível não parar aqui para tocar nas flores perfeitas.

 

 

Fomos e voltámos por entre árvores novas e antigas alinhadas

numa espécie de bosque-floresta cheio de luz, sombras, cores

e cheiros variados. O chão já está coberto das folhas de Outono. 

 

 

A Teresinha caiu e magoou-se na mão e por isso o pelotão

da frente teve uma baixa e alguns tiveram que ir a pé e levar

as bicicletas pela mão. Conseguimos chegar antes da chuva.

 

 

 

Este ano reunimos 54 elementos da família. Faltaram quase

30 e foi pena mas a vida quase nunca é como gostávamos

que fosse... O tempo em que os avós eram vivos foi o tempo

mais feliz da nossa família e é também por eles que todos

os anos nos juntamos. E por nós, claro. Porque adoramos!  

Se o avô fosse vivo faria hoje 108 anos. O nosso avô querido.

 

publicado por Laurinda Alves às 20:24
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20 comentários:
De Teresinha a 12 de Outubro de 2008 às 20:54
Olá Tia gostei muito do teu blog já estou melhor da mão, adeus tia .
De Laurinda Alves a 12 de Outubro de 2008 às 21:13
Teresinha, que bom querida! Já estamos cheios de saudades vossas. Muitos beijinhos e...abraços palhaços!
De Teresina a 12 de Outubro de 2008 às 21:24
Visito o blog sempre que posso, sou mais uma fã anónima :)
A minha Avó também faz anos hoje, 89 .
Não sei ao certo quantos convivas entre filhos, netos e bisnetos, mais de 30, foi um almoço lindo.
Espero que se posso repetir ainda durante muitos anos.

Boa sorte, tudo de bom.
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:21
Muitos parabéns pela sua avó! Que maravilha famílias grandes e unidas nos tempos que correm, em que tudo nos separa e divide... Um abraço enorme!
De T a 12 de Outubro de 2008 às 22:01
Estou fora de Portugal num sitio feio, duro, miserável etecetera... estes momentos de vida pura apesar de serem a vida de outra pessoa são verdadeiro ar fresco. Obg LA.T.
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:22
T, não sei de que sítio fala mas acredite que todos sem excepção passamos por fases de sombra, lugares feios, paisagens miseráveis. Estamos juntos, portanto. Abraço!
De nanda a 12 de Outubro de 2008 às 22:06
Vivi sempre em Lisboa, criada pelos meus tios como filha única, eu que tinha duas irmãs...Ia raras vezes visitar os meus pais, hoje faço-o mais que uma vez ao ano. Embora tenha sido "afastada" das minhas irmãs, por dificuldades financeiras, tenho com elas uma relação muito cúmplice. sempre disputaram o meu amor, a minha companhia, elas que sempre foram tão amigas!
Tive o privilégio de ser criada por uma pessoa única em tudo: sabedoria, cultura, inteligência, sensibilidade, doses infinitas de amor, o meu tio... Só lhe dei o devido valor quando já não estava entre nós, morreu quando eu tinha 17 anos. A partir daí, devido a conflitos diários com a minha tia, irmã da minha mãe, mudou toda a minha vida. Hoje sei a falta que ele me fez, nunca mais tive ombro onde me apoiar.
Gosto de ver famílias numerosas em harmonia, a fazerem da vida uma doce passagem. A minha não se identifica com a que a Laurinda descreve, mesmo assim sinto que nos amamos e estaremos sempre perto, nem que seja só em pensamento. Aproveitem todos os bons momentos antes que a sombra da morte, da doença, nos faça dar valor ao que menosprezámos!
Até sempre
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:26
Nanda , nas pequenas e nas grandes famílias há de tudo. A variedade traz diversidade que, por sua vez, trazem facilidade e dificuldade. Ou seja, mesmo nas famílias unidas há tantos pontos de discórdia e motivos de divergência como de união e harmonia. A vida é isto mesmo e por incrível que pareça crescemos mais na adversidade do que na facilidade. Isto tudo para quê? Para agradecer a sua partilha, claro. E para sublinhar a importância que temos uns para os outros. Um abraço!
De Romina Barreto a 12 de Outubro de 2008 às 22:25
Laurinda,

Devo-lhe confessar que este prodigioso texto me tocou mas tocou de uma maneira como nada me tocara antes, talvez porque também me faz lembrar a minha família paterna que sempre fomos muito unidos, e quando eu era criança haviam jantares sumptuosos aos fins-de-semana, os fins-de-semana também simbolizavam a casa no campo, os passeios a pé, a solidão do campo e outra coisa extraordinária que só existia nesses fins-de-semana após o jantar, a poesia, era e sempre foi a minha sobremesa predilecta.
A minha avó que para além de uma pessoa generosa e inteligente sempre foi aos meus olhos e aos das pessoas que a conheceram, um grande ser humano, ela morreu à 3 anos e desde então os almoços e os jantares com os Sousa Barreto (somos cerca de 34) foram uma constante. Ultimamente por circunstancias da vida tenho apenas estas recordações inolvidáveis mas sei que a minha família vai voltar a ser o que era antigamente em memória também da grande pessoa que era a minha avó, que me ensinou e disse tanta coisa, ensinou-me a amar as letras e foi com ela aos 9 anos que aprendi a recitar poemas da Florbela e da Sophia… e também é por causa dela que hoje gosto tanto de escrever e de ler e é por ela que eu quero tanto ser jornalista… efectivamente a culpa é dela, porque foi ela que me pôs a ler jornais e a escrever artigos, foi ela que me deu uma ajuda nessa eterna questão da vocação, embora eu também gostasse de tanta coisa…

Bem Laurinda, tudo isto para lhe dizer que já ganhei o dia por este seu texto, um beijo para si e para a Teresinha, espero que não se tenha magoado muito…

P.S: I am truly happy for you, Laurinda. ;)*

Romina Barreto
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:29
Romina , um abraço enorme daqui para o Funchal. Um abraço transoceânico, portanto. Que sorte a nossa de termos bons avós e boas referências tão próximas. O amor dos que nos amam é uma certeza moral sem a qual não conseguiríamos viver.
De mjgsa a 12 de Outubro de 2008 às 23:04
Tão bom reunir a família...É um grande privilégio que só damos valor, quando deixamos de o conseguir fazer.
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:29
Pode crer! Daí ser tão importante ter tempo para estar com quem gostamos. abraço!
De Mónica a 12 de Outubro de 2008 às 23:05
Fantástico cenário! (adoro estradas com árvores em cada margem. aconchegam o caminho )
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:32
Mónica, também adoro caminhos com árvores de um lado e, se possível, mar ou rio do outro. Apetece andar por estes caminhos com tempo e com os que amamos. Mesmo que eles venham connosco no coração e no pensamento, como tantas vezes acontece.
De mariam a 13 de Outubro de 2008 às 01:03
uma ternura... obrigada p'la partilha...
o lugar é de sonho, as fotos, fantásticas!

boa semana
um sorriso :)
mariam
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:34
O lugar é de sonho sim, e o fim-de-semana foi uma festa permanente. Uma alegria que nos marca a todos e fica gravada para sempre. É giro porque ainda hoje ouço as vozes e o eco das gargalhadas de avós e tios que já morreram quando revejo filmes antigos super 8) que nem sequer tinham som...
De Zilda Cardoso a 13 de Outubro de 2008 às 09:22
Que belas imagens! Quando aprenderei a fazer alguma coisa de jeito neste campo? Acho que tenho medo da máquina...
De Laurinda Alves a 13 de Outubro de 2008 às 14:36
Querida Zilda, quem tem um blog como o seu cheio de imagens poéticas e luminosas (falo das fotos mas também das metáforas literárias, note) não pode fazer essa pergunta. Dou comigo muitas vezes a olhar para as suas imagens e a fazer-me a mesma pergunta, imagine... Abraço!
De Andreia a 13 de Outubro de 2008 às 21:22
Adorei o seu post acerca da sua família. Também gosto de estar reunida com a minha familia e sinto que esses momento únicos devem ser aproveitados ao máximo. Imagino que seja difícil reunir tanta gente mas o resultado ficará com certeza na memória de todos. Adoro o seu blog, ele transmite - me energias positivas e, mesmo não comentando muito, leio - o todos os dias. Obrigada pelas suas partilhas emotivas e sinceras :)

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