Segunda-feira, 29 de Setembro de 2008
Telemóveis, chaves, pentes e dentaduras!

Não resisto a voltar ao roubo do meu telemóvel por duas razões: uma, muito importante, para agradecer o apoio imediato de amigos, conhecidos e desconhecidos. Incrível! Muito consoladora esta vaga de solidariedade instantânea. Mais: por mail não param de chegar números e mais números de telemóveis.

 

Sinto que em dois dias vou conseguir repor grande parte da minha extensa lista de contactos e esta certeza enche-me de tranquilidade. É como se voltasse a ter chão. Isto, note-se, porque o telemóvel é uma ferramenta de trabalho indispensável. Incontornável, mesmo. Tão incontornável e tão indispensável que tenho o mesmo número desde que existem telemóveis... 

Já que não faço backups (não fazia, leia-se!), ao menos que possa ser contactada por pessoas de quem é mais difícil recuperar os contactos.

 

A segunda razão, igualmente importante, é para dizer que acordei com péssimo humor mas a coisa passou rapidamente porque o Miguel AC, meu grande amigo, saiu do escritório para atravessar a rua comigo até à loja TMN mais próxima para me ajudar a escolher um telemóvel mais ajustado às minhas necessidades e, no fim, ofereceu-mo. Lindo! Ainda por cima é um telemóvel espectacular, cheio de devices e potencialidades nunca antes imaginadas.

 

Quando fui buscar o meu filho ao Liceu à hora do almoço (almoçamos todos os dias em casa e ele deve ser o único finalista do Liceu que não só não se importa que a mãe o vá buscar à porta, como adora estas boleias nos dias em que não leva a mota), ele olhou para o telemóvel novinho em folha e comentou: "Grande sorte! Assim também eu quero ser roubado!"

 

Nos comentários que escreveram ao meu post há várias histórias eloquentes de boas e más práticas em matéria de roubos, perdidos e achados. Sugiro a leitura de algumas e, de forma particular, a que o João conta sobre o armazém onde se acumulam carteiras, chaves, telemóveis, pentes e dentaduras postiças. Muito bom. 

publicado por Laurinda Alves às 16:28
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8 comentários:
De Reflexos a 29 de Setembro de 2008 às 18:21
A propósito desta história lembrei-me de uma passagem com a minha avó.
Há 2 meses atrás, a minha avó teve um problema de pele, e mulher independente que era, apesar dos seus 91 anos, meteu-se no autocarro e foi, sem avisar ninguém, ao hospital Pedro Hispano aàs urgrncias.
Só soubemos porque a minha mãe lhe ligou, como fazia diariamente, e ela lhe disse que estava no hospital À espera de consulta. Pronto e a propósito disto e apesar dos seus 91 anos, só foi consultada Às 2h da manhã!
Como nãoa ceitou que ninguém fosse ter com ela,( a minha mãe ligava-lhe de hora a hora para saber como estavam as coisas.. ai dela que lá fosse ter, levava uma corrida que só parava em casa!), no final da consulta teve de arranjar um transporte, mas fez questão de chamar os bombeiros!
Quando a minha mãe lhe perguntou porque não se limitou a chamar um taxi, a resposta foi que já tinha idade para ter juízo e, ao que ouvia ultimamente sobre assaltos, não ia correr riscos, pois havia gente perigosa em todo lado e por issso não sabia o taxista que ia sair na rifa ( disse assim mesmo!). Os bombeiros eram pessoas conhecidas!
Infelizmente a minha avó faleceu a semana passada! Mas estas histórias dela ficam cá para sempre e lembrá-las faz-me sent-la ainda viva! Não é frieza falar assim de uma pessao que faleceu há tão pouco tempo... é amor!
... isto tudo a propósito dos taxistas!
Beijinhos
De Laurinda Alves a 29 de Setembro de 2008 às 22:01
Concordo inteiramente: só por muito amor é que se fala assim de uma avó que permanece viva no coração dos que a conheceram. Obrigada pela partilha de sentimentos; pela referência à avó inspirada, independente e querida; pelo relato do seu humor inteligente e pela história em si mesma. Fez-me rir. Adoro pessoas como a sua avó!
De Augusto Küttner de Magalhães a 30 de Setembro de 2008 às 16:10
Interesantissimo, é fantastico como Pessoas com avançada idade conseguem ser independentes e estar tão lúcidas até ao fim. Deve ter sido bom a sua Avó ter tido a vida que teve!
De Reflexos a 30 de Setembro de 2008 às 19:48
A minha avó era una força da natureza... tenho histórias lindíssimas sobre ela, que pretendo ir contando, porque são lições de vida!
Ontem, fiz um post sobre ela no meu blogue e não sei se o vou tirar, pois hoje pus uma amiga miga a chorar ao lê-lo!
Se quiser ver...eu nao quero por ninguém a chorar...
Foi escrito com o cração...

http://desvios6.blogspot.com/2008/09/av-tens-uma-carta-pa-ti.html
De Augusto Küttner de Magalhães a 1 de Outubro de 2008 às 10:32
Fiz uma aposta de fidelidade a 2 blogs o da Laurinda e o da Zilda, pelo que não vou - de momento a outros - mas imagino pelo pouco que nos deu a conhecer aqui da sua Avó, que tenha sido uma Pessoa fantástica. Na minha opinião mesmo que sejam factos que possam fazer alguém chorar, não tire deixe ficar! E pense se um dia não seria de reunir muitas histórias de sua Avó e publicá-las, para muitos, passarem a ter muito mais respecto por pessoas de idade que tanto o merecem!
De Romina Barreto a 29 de Setembro de 2008 às 21:24
Hoje depois do liceu e das rotinas às quais não posso fugir, acabei o dia no cais com um exemplar de Equador, que li já por três vezes e nunca me canso mas sempre desejosa de vir para casa para poder vir ao meu blogue preferido e poder continuar as conversas (msn) interrompidas no liceu. Fiquei genuinamente feliz por já ter substituído o telemóvel, apesar da perda de contactos e tudo mais que na sua profissão deve mesmo constituir uma dor de cabeça. Ainda tenho a esperança de que o taxista lhe devolva o telemóvel, a minha ingenuidade fala sempre mais alto!! Fiquei a pensar o dia todo neste episódio e gostei ‘à brava’( reparo que acabei de escrever 'à brava', tem piada porque nunca o fiz) do coment do João.

Beijinhos e um abraço muito apertado, gosto muito de ti, cada vez mais…

Romina Barreto
De Laurinda Alves a 29 de Setembro de 2008 às 22:02
Acho graça a esta amizade online que cresce no silêncio e se amplia num écran...na verdade tecem-se laços de uma cumplicidade enorme entre quem escreve e quem lê. Obrigada, eu!
De Reflexos a 29 de Setembro de 2008 às 22:19
Aqui, na blogosfera, não há pobres, não há ricos, não há novos, não há velhos, há pessoas com muito para dar e que só aqui o podem dar sem serem 'condenadas' pela sociedade por isoo!
Para mim este mundo é:
Como tenho mais para dizer do que os outros tem tempo para ouvir...aqui digo tudo que me apetece para quem souber ouvir!
( desculpe os erros de escrita de há bocado... estava a fazer o jantar ;-))

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