Quinta-feira, 26 de Abril de 2007
Derivas nocturnas
 
Quando já não há vozes na rua e em casa não se ouvem barulhos mas apenas o silêncio, abro todas as janelas e deito-me ao comprido na cadeira preta para ver a lua descer no céu. Lento, demorado e íntimo, o movimento perpétuo dos astros dá a ilusão de que é a lua que sobe, desce e desaparece. Gosto de seguir a lua e preciso da deriva nocturna.
Numa destas noites de lua crescente fazia calor e havia um sopro quente no ar. O rio estava muito liso e nada perturbava a quietude da noite. À primeira hora, a água ondulou levemente porque o veleiro de cinco mastros todos iluminados, iniciou a sua marcha lenta rumo ao mar. Devagarinho, deu a volta ao largo do rio e apontou ao infinito. Segui-o no silêncio e na noite até as luzes se confundirem com as estrelas.   
publicado por Laurinda Alves às 20:39
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