Coitado do Bruno
Vi o Bruno Nogueira, o humorista que dificilmente passa despercebido entre a multidão por ser muito alto, muito novo e muito mediático, ser interceptado num passeio pelo Chiado por um bando de adolescentes histéricos que pararam em plena rua Garrett aos gritinhos, quase a arrancar cabelos, de braços freneticamente esticados e dedos apontados. Elas corriam para cima e para baixo para se certificarem de que era ele e algumas faziam fila para tirar fotografias de braço dado com o ídolo. Embaraçado pelos excessos desta turminha de teenagers, ele lá ia fazendo um meio sorriso para a fotografia e, no fim, agradecia tentando dar mais um passo em frente, numa tentativa sempre frustrada de voltar ao seu caminho. Eu subia a rua e assisti a toda a cena. Coitado do Bruno.