Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008
Neste reino de silêncio, luz e pedra

 

 

Nestes últimos tempos os peixes, as grutas e o mar têm estado muito presentes na minha vida. Por coincidência ou não o meu filho pediu-me ontem para ir com ele ao Oceanário, coisa que ambos adoramos fazer. Lá fomos. O filme de uma tarde na cidade muda radicalmente quando entramos naquele lugar. Os olhos do meu filho também e volta todo o espanto de quando era criança.

 

Comove-me percorrer aquele labirinto negro e azul com ele, segui-lo, parar quando ele para, continuar por onde ele continua, ouvi-lo recordar a noite em que dormiu no escuro com os tubarões na primeira vez em que isso aconteceu no Oceanário.

 

E comovem-me sempre os versos e inscrições de Sophia que ali têm um eco maravilhoso que vai ao mais fundo da memória e ficou gravado no coração. No nosso coração.

    

Mar sonoro

 

Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim

A tua beleza aumenta quando estamos sós

E tão fundo intimamente a tua voz

Segue o mais secreto bailar do meu sonho

Que momentos há em que eu suponho

Seres um milagre criado só para mim

 

Sophia de Mello Breyner Andresen 

publicado por Laurinda Alves às 18:21
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