A minha janela ontem ainda era esta. Aberta, deixava entrar
a luz da manhã perfumada pelos cheiros das árvores mais
próximas, milimetricamente plantadas por mãos que podam
os ramos e cuidam da terra para que se mantenha fecunda.
Debaixo desta janela há relva fresca, alfazemas, laranjeiras e
limoeiros. Mais ao longe um bosque denso de castanheiros
imponentes, lindos, carregados de folhas e frutos ainda muito
verdes. Aqui e ali oliveiras antigas, plátanos e árvores de copa
larga que desenham sombras majestosas a toda a volta. Visto
desta minha janela o mundo parece mais-que-perfeito, com tudo
no seu lugar. Sei que tudo isto existe porque alguém ajoelha na
terra todos os dias a tratar de cada planta, cada botão, cada flor.
Nas horas de calor e silêncio ouvem-se zumbidos no ar e o rumor
vegetal das folhas que estremecem ao vento. Se caminharmos junto
aos castanheiros novos, muito altos e aprumados, vamos dar ao ribeiro
que corre ao longo do vale e separa as terras. A luz do sol e a claridade do
céu numa tarde de sol sem nuvens reflectem-se na transparência mineral
das pedras molhadas que mudam de tons conforme as sombras e as horas.
Deixar aqui um fragmento de som e imagem do ribeiro que me encheu de paz
também é uma maneira de agradecer a quem me convidou a passar uns dias
tão bons neste lugar. Muito obrigada por tudo e tanto queridos Cardosos!
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