Ainda o encontro Star Tracking de Lisboa: o Campo Pequeno encheu e ficou povoado de pessoas cheias de projectos e ideias revigorantes. As televisões estiveram em directo e o essencial já foi dito. Fiz três breves entrevistas sobre o acontecimento. Primeiro ao Presidente da República, que aceitou sem hesitações dar a sua primeira entrevista a um blog. Cavaco Silva revelou-se um presidente ‘muito à frente’ ao assumir publicamente e com “uma alegria especial” a sua condição de Star Tracker. O presidente exprimiu o enorme entusiasmo que o movimento Star Tracking lhe inspirou desde o primeiro momento e explicou que foi esse mesmo entusiasmo que o levou a pertencer à rede. Muito bom.
Antes de Cavaco Silva falou Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, que também fez um discurso com convicção. Falou da importância de termos uma dimensão europeia, claro, e sublinhou a diferença entre patriotismo e nacionalismo. Separou bem as águas: “patriotismo é ter amor àquilo que é nosso; nacionalismo é ter ódio àquilo que é dos outros”. Durão Barroso insistiu particularmente numa atitude realista, positiva e de abertura e rejeitou liminarmente aquilo que considera ser o ‘declinismo’ e o 'crisofilismo' dos que estão sempre a falar da crise. Aqui fica a segunda entrevista.
Finalmente a terceira entrevista, a Tiago Forjaz da Jason Associates, que criou todo o conceito da rede Star Tracking. Tiago é conhecido por ser o homem que realiza sonhos. Os dele e os dos outros, quero dizer. Conheço-o há pouco mais de um mês, já em plena preparação do encontro de Lisboa, no qual também estive envolvida, mas este tempo foi suficiente para cimentar uma amizade e perceber que o Tiago é uma destas raras pessoas que pensam alto, sonham grande e acreditam que tudo é possível porque trabalham, não desistem e... põem os meios para atingir os fins!
muito bem senhor Pedro Trigueira, sem imodéstias eu acredito no seu talento. os meus parabéns por pelo proveito que tirou dele. e agora falando dos menos afortunados que o senhor!!!!!!!!! sim aqueles oitenta ou noventa porcento que não tiveram a sorte de nascer bafejados com a genialidade ou a capacidade intelectual inata para conseguir subir "a corda a pulso" que o senhor tão orgulhosamente expôs no seu comentário como um feito e que de facto como diz, é real. será que esses menos afortunados pelo destino merecem nascer, viver e morrer na miséria e degradação moral e física, na mais abjecta humilhação, perpetrada pelo abandono dos mais afortunados como o senhor? sabe, eu creio convictamente que a superioridade intelectual e até a própria genialidade são dons que Deus nos atribuiu à nascença com o intuito de nos dar a opção de fazermos o que achamos melhor com eles. infelizmente, o que eu constato no meu país é uma pandemia de torcicolos que impedem as pessoas de enxergar pouco mais do que os seus próprios umbiguinhos. infelizmente já vivi o suficiente para saber que a caridade está sempre nas mãos da natureza humana e esta é quase sempre dominada pela hipocrisia, pela crueldade, pela indiferença e acima de tudo pelo egoísmo. servir a Deus é servir o nosso semelhante, não com a genialidade intelectual mas com o coração, se é que este existe em algum lugar.
De Augusto Küttner de Magalhães a 6 de Agosto de 2008 às 13:02
Caro Ruben
A Laurinda com muito bom senso está a deixar "escorrer" esta possivel discussão e este blog também terá essa função. Cada vez que o P.Trigueira mais escreve, mais assutador é o seu pensamento! Cada vez estou mais consigo, ser neutro é inadequado!
De Augusto Küttner de Magalhães a 6 de Agosto de 2008 às 14:19
Carissimo acho muito bem, a Laurinda estar a querer deixar dar seguimento a este tema, pelos vistos mais necessário de que inicialmente suposto. E cada vez quero e tenho de mais estar de acordo consigo. Todos temos altos e baixos e obstacúlos pela nossa frente, e por vezes não é tão fácil passar por cima dos mesmos.....como muitos "distraidamente" o dizem e escrevem!
Sem deixar de concordar inteiramente com o seu comentário, permita-me uma observação acerca desses tais 80 ou 90% de "burros". Eu não acredito que sou nem mais nem menos inteligente que o meu próximo , posso é ter diferente personalidade e carácter . Alem disso não recebo lições de moral de ninguém no que respeita ajudar o próximo, pois com o caro Ruben afirma e já o Dr. Durão Barroso referia no seu discurso ( se bem que ligado as elites, coisa que eu não faço parte) cabe a todos olhar para o lado ... eu olho e não tenho torcicolo, disso pode ter a certeza, agora o que me recuso liminarmente a fazer é incentivar a mediocridade. Caro Ruben, eu passei dois anos da minha vida na Colômbia e sei o que é ter uma vida difícil, vivi isso todos os dias bem perto de mim. Dá-me imensa vergonha ver como aqui em Portugal os adolescentes (e respectivos pais) são displicentes no que toca a educação quando na Colõmbia eles dão o litro por um canudo que é a única coisa que os salva da miséria ...mas isto são contas de outro rosário e o nosso Portugal não é único...
Caro Ruben, para terminar, o que quis dizer com o meu comentário é tão simplesmente não aceitar que se menospreze um trabalho que está a ser feito com amor e dedicação por tantos talentos ... os problemas não deixam de existir após o Star Tracker , mas com certeza podemos ajudar e dar o nosso contributo para uma melhor e mais justa sociedade...
..mas isto sou eu a falar ..com certeza existirão opiniões divergentes ....