Quarta-feira, 30 de Julho de 2008
Aconteça o que acontecer, eu hoje estou assim

 

Ao adormecer e ao acordar, esteja onde estiver, sejam as horas que forem, aconteça o que acontecer, eu hoje estou assim. A mesma gratidão, a mesma paz, a mesma consciência do mistério e, por isso, a mesma entrega com uma alegria interior que ontem e hoje, aqui e agora, encontram um eco especial na poesia de Sophia.

 

O sabor do sol e da resina

E uma consciência múltipla e divina    

 

publicado por Laurinda Alves às 01:39
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De PAC a 30 de Julho de 2008 às 10:34
Bom dia Laurinda,

Pena que algumas situações nos roubem a Paz que tanta falta nos faz...
Recebi por email a noticia que lhe envio a seguir, que sendo verdade, não há palavras para qualificar os actos praticados pela gerência do referido Bar. Talvez a Laurinda consiga apurar se de facto se passou assim e possa fazer algum post sobre o assunto de forma a sensibilizar os menos atentos, afinal ninguém está livre de amanhã ser "diferente" e sofrer na pele a discriminação que este grupo sofreu...

Bem Haja

Paula


Boicote ao bar HAWAII nas Docas - Lisboa

*Façam o favor de ler a notícia e reencaminhem porque "todos diferentes
todos iguais" mas há uns mais "iguais" que outros...E não entrem em locais
que discriminem seres humanos! **
Ana Neves*

"O grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas
adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade
Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das
monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou.
O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora
divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, "interagiu com os outros
clientes". Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento
informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema
técnico, convidando-os a pagar e a sair. A monitora confessa ter achado
estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo
problema. Decidiu permanecer.
Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo
sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à
porta, de copo na mão. "Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a
abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora", disse ao
Correio da Manhã.

RECLAMAÇÃO DIFÍCIL

Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O
que viu chocou-a: "Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a
funcionar em pleno." A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o
Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que "nem sequer existia", apesar
de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.

Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o
Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do
Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço
ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da
despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa
altura o livro surgiu.
"Foi como um balde de água fria", diz Maria João, frisando que a maior parte
dos utentes da Cercipóvoa nem sequer tem possibilidade de frequentar
estabelecimentos do género com amigos e familiares.
No âmbito da colónia de férias, o mesmo grupo já foi ao cinema, teatro,
praia e piscina. Maria João Aires assegura que "não foram discriminados em
mais nenhum local".
Contactada pelo CM, a responsável do turno do dia do Hawaii escusou-se a
comentar, remetendo qualquer esclarecimento para o encarregado do turno da
noite, que não esteve disponível."
De isabel queiroz melo a 30 de Julho de 2008 às 22:15
À Maria Joao Aires e a todos os que com toda a "naturalidade" entregam a sua vida ( quase sempre com salários irrisorios) a pessoas com limitações e que ,na nossa sociedade não são factor de sucesso nem protagonismo para quem está ao seu lado.
Obrigado a todos aqueles que com a sua vida expressam que a perfeição fisica e intelectual, a competitividade, o politicamente correcto ou a caridadezinha não são os bens maiores.
Frequentemente tenho admirado a coragem e a entrega das pessoas que~, não fugindo do sofrimento, fazem das suas vidas acessos para quem tem menos acessibilidade ( seja ela de que natureza fôr).
Que lugar está a ficar na nossa sociedade para os menos bons, os mais envelhecidos, os mais frageis, os mais limitados?
O que é para nós o essencial?
O que valorizamos?
È tempo de integrar na Vida um olhar humanizado e dignificante que não se satisfaça com "momentos em que fazemos de bonzinhos" para apaziguar a consciencia no voluntariado da nossa empresa(até fica bem!) ou lá para o Natal!...
Se não conseguimos ter motivações mais profundas pelo menos imaginemos durante uma hora o que será estar do lado de lá....
Podemos intervir de múltiplas formas... pode haver um outro olhar sobre a realidade e sobre o homem e não ser a gavetinha da boa acção diária ...
E no fundo acho que todos percebemos a riqueza que é quando alargamos a nossa "tenda" !
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