
Ao adormecer e ao acordar, esteja onde estiver, sejam as horas que forem, aconteça o que acontecer, eu hoje estou assim. A mesma gratidão, a mesma paz, a mesma consciência do mistério e, por isso, a mesma entrega com uma alegria interior que ontem e hoje, aqui e agora, encontram um eco especial na poesia de Sophia.
O sabor do sol e da resina
E uma consciência múltipla e divina
De bibabalula a 30 de Julho de 2008 às 03:05
Podermos atingir esse estado de espirito nem que seja por um dia, umas horas é um privilégio que, creio, poucas pessoas conseguem atingir.
É uma perfeita harmonia entre nós e o nosso interior e é tão intimo que só lhe posso agradecer a sua partilha connosco.
É também uma real alegria que nos acerca à flor da pele, nos invade, nos domina, por fim brota e exterioriza-se em toda a nossoa expressão corporal, especialmente no nosso rosto, no nosso olhar e na nossa verbalização. É uma autentica explosão de euforia sentimental!
E ter como fundo ou companhia a poesia de Sophia Mello Breyner é um perfeito oásis literário.
De João a 30 de Julho de 2008 às 10:30
Laurie,
Existe aqui qualquer coisa de S. Juan de la Cruz do visionário catalão, Salvador Dali. Um mar adornado a espuma branca.
Dois braços bem abertos. Próprio de quem está bem com as coisas aqui de baixo.
Tks
J
De PAC a 30 de Julho de 2008 às 10:34
Bom dia Laurinda,
Pena que algumas situações nos roubem a Paz que tanta falta nos faz...
Recebi por email a noticia que lhe envio a seguir, que sendo verdade, não há palavras para qualificar os actos praticados pela gerência do referido Bar. Talvez a Laurinda consiga apurar se de facto se passou assim e possa fazer algum post sobre o assunto de forma a sensibilizar os menos atentos, afinal ninguém está livre de amanhã ser "diferente" e sofrer na pele a discriminação que este grupo sofreu...
Bem Haja
Paula
Boicote ao bar HAWAII nas Docas - Lisboa
*Façam o favor de ler a notícia e reencaminhem porque "todos diferentes
todos iguais" mas há uns mais "iguais" que outros...E não entrem em locais
que discriminem seres humanos! **
Ana Neves*
"O grupo de 23 pessoas com deficiência ligeira (física e mental), todas
adultas, integrava a colónia de férias da Cooperativa de Solidariedade
Social Cercipóvoa, da Póvoa de Santa Iria. Maria João Aires, uma das
monitoras que esteve no local, conta como tudo se passou.
O grupo chegou ao Hawaii por volta das 23h00 e durante cerca de uma hora
divertiu-se, dançou e, segundo a monitora, "interagiu com os outros
clientes". Hora e meia depois um dos funcionários do estabelecimento
informou Maria João Aires de que este iria fechar, devido a um problema
técnico, convidando-os a pagar e a sair. A monitora confessa ter achado
estranho, pois os outros clientes não estariam a ser avisados do mesmo
problema. Decidiu permanecer.
Minutos depois é dada indicação de que o bar iria mesmo encerrar. O grupo
sai, juntamente com os outros clientes, só que estes permanecem junto à
porta, de copo na mão. "Disseram-me que iria fechar e já não voltaria a
abrir, mas estavam a pedir aos outros para não se irem embora", disse ao
Correio da Manhã.
RECLAMAÇÃO DIFÍCIL
Maria João Aires decidiu mandar o grupo embora e esconder-se ali perto. O
que viu chocou-a: "Automaticamente as portas abriram-se e o bar voltou a
funcionar em pleno." A monitora voltou a aproximar-se do bar para pedir o
Livro de Reclamações, mas responderam-lhe que "nem sequer existia", apesar
de uma referência à sua existência na porta do estabelecimento.
Chamou então a PSP e foram os agentes da esquadra do Calvário que exigiram o
Livro de Reclamações. Este foi novamente recusado pelo funcionário do
Hawaii, argumentando que o bar não havia prestado qualquer tipo de serviço
ao grupo. Maria João Aires não pensou duas vezes. Sacou do comprovativo da
despesa e mostrou-o: 75 euros, relativos a 29 bebidas consumidas. Só nessa
altura o livro surgiu.
"Foi como um balde de água fria", diz Maria João, frisando que a maior parte
dos utentes da Cercipóvoa nem sequer tem possibilidade de frequentar
estabelecimentos do género com amigos e familiares.
No âmbito da colónia de férias, o mesmo grupo já foi ao cinema, teatro,
praia e piscina. Maria João Aires assegura que "não foram discriminados em
mais nenhum local".
Contactada pelo CM, a responsável do turno do dia do Hawaii escusou-se a
comentar, remetendo qualquer esclarecimento para o encarregado do turno da
noite, que não esteve disponível."
De isabel queiroz melo a 30 de Julho de 2008 às 22:15
À Maria Joao Aires e a todos os que com toda a "naturalidade" entregam a sua vida ( quase sempre com salários irrisorios) a pessoas com limitações e que ,na nossa sociedade não são factor de sucesso nem protagonismo para quem está ao seu lado.
Obrigado a todos aqueles que com a sua vida expressam que a perfeição fisica e intelectual, a competitividade, o politicamente correcto ou a caridadezinha não são os bens maiores.
Frequentemente tenho admirado a coragem e a entrega das pessoas que~, não fugindo do sofrimento, fazem das suas vidas acessos para quem tem menos acessibilidade ( seja ela de que natureza fôr).
Que lugar está a ficar na nossa sociedade para os menos bons, os mais envelhecidos, os mais frageis, os mais limitados?
O que é para nós o essencial?
O que valorizamos?
È tempo de integrar na Vida um olhar humanizado e dignificante que não se satisfaça com "momentos em que fazemos de bonzinhos" para apaziguar a consciencia no voluntariado da nossa empresa(até fica bem!) ou lá para o Natal!...
Se não conseguimos ter motivações mais profundas pelo menos imaginemos durante uma hora o que será estar do lado de lá....
Podemos intervir de múltiplas formas... pode haver um outro olhar sobre a realidade e sobre o homem e não ser a gavetinha da boa acção diária ...
E no fundo acho que todos percebemos a riqueza que é quando alargamos a nossa "tenda" !
De
joseph a 30 de Julho de 2008 às 10:49
olá laurinda. já há algum tempo que não vinha cá.
também gosto dos dias de "paz". são dias em que olhamos à volta e sentimos, como dizia Einstein, "uma espécie de alegria intoxicada e de espanto face à beleza e grandiosidade deste mundo, um mundo sobre o qual o homem pode apenas construir uma noção superficial."
De Amadeu a 30 de Julho de 2008 às 12:24
"A espantosa realidade das coisas
É a minha descoberta de todos os dias."
Fernando Pessoa
De
Concha a 30 de Julho de 2008 às 14:37
Entendo perfeitamente o que a Laurinda quer dizer com o titulo da foto .
Estar assim é a verdadeira felicidade !
É aquele estar integrado no mundo , pertencendo-lhe pouco .
É difícil de explicar , mas é um estado de paz , alegria , comunhão com o que nos rodeia a tal ponto que apetece sorrir para todos , tudo está perfeito e no local certo e se porventura algo possa surgir em desarmonia , não se valoriza .Por vezes nestes estados há lágrimas ,que escorrem suavemente pela face , mas de autêntica felicidade . Talvez numa palavra se consiga transmitir tudo...é estar em estado de graça . Este pode de facto ser um vislumbre do que será o verdadeiro céu e que por vezes se pode ir experimentando aqui na Terra .
Estes são de certeza momentos a fixar para nas alturas menos boas da vida relembrar e assim aliviarmos um pouco essas situações . Nada vem do Alto sem o merecermos . E merecer ser feliz passa por um trabalho interior que sempre dá frutos . Só é necessário uma coisa ...persistência na vontade de o conseguir .
Este comentário já vai longo , mas a terminar uma palavra de solidariedade com todos os que são descriminados .
Para si Laurinda nestes dias , o mesmo que desejo para mim quando estou em férias....alegria e paz para as desfrutar em pleno .
Concha
De Augusto Küttner de Magalhães a 30 de Julho de 2008 às 15:23
Que bela forma de estar, a deixar o mar, a natureza envolver-nos, com um bom poema de Sophia de Melo Breyner Anderson.
De Estêvão a 30 de Julho de 2008 às 16:40
estimado Augusto Küttner de Magalhães, não me leve a mal mas discordo de si; se estivesse como está o nosso amigo da fotografia o que mais desejaria, é ser envolvido pelos braços de uma mulher, a minha; isso sim seria uma bela forma de estar
cordiais saudações em tempo de férias
De Augusto Küttner de Magalhães a 31 de Julho de 2008 às 14:44
Carissimo Estevão
Acho excelente o acréscimo da envolvência de sua mulher, evidente que lhe seria- lhes será - um momento ainda mais perfeito, mas uma pausa para estar como o individuo está, porventura em pensamento - roda livre - também é agradável.
Espero que as suas férias sejam a altura, para namorar com a sua mulher, aquilo que não há tempo!!!!!! quando se trabalha.
Cumprimentos do
Augusto Küttner de Magalhães
De Lia a 30 de Julho de 2008 às 16:10
Que bom estar assim em PAZ com todo o Universo, em
completo Desapego!
Obrigada pela partilha, Laurinda.
Fique bem.
De Anónimo a 30 de Julho de 2008 às 16:27
Veja isto: http://pt.netlog.com/Escritor_jornalista
Ñ necessita publicar esta mensagem, mas há qq coisa que me leva a pensar em usurpação de identidade, que tenho dificuldade em aceitar.
Helena
De Anónimo a 30 de Julho de 2008 às 22:21
Fui ver, tentei perceber ...mas não entendi... Qual é o problema?
De Anónimo a 31 de Julho de 2008 às 16:03
Ñ pretendi incomodar ng e de certa forma a resposta que dá, diluí minha questão.
E tb concluí que ñ tinha nada com isso, de facto ñ.
Foi um repentismo meu...
Venho aqui ao seu blog quase diáriamente pk gosto de a ler, gosto da variedade dos temas abordados e a forma como os relata ou comenta.
Grata por estar desse lado.
Helena
De
marta a 31 de Julho de 2008 às 11:36
A Laurinda "plana" por cima deste tipo de, digamos, mesquinharia. O que tenta insinuar não existe na dimensão que Laurinda, muito bem, não aceita abandonar. Veja o que existe e não invente casos.Muito menos por aqui.
Pense nisso.
De Augusto Küttner de Magalhães a 31 de Julho de 2008 às 14:45
Não entendo onde quer chegar!!!!!! e com anonimato tudo se pode dizer!!!!!
Muito bom...
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