Eu seria mais medo do que vertigens .De repente lembrei-me de umas festas da cidade em Angra . Como em muitas festas por esse país fora, além de outras distracções , ali havia uma feira daquelas que têm um pouco de tudo . Num dos dias fui com o meu irmão , que tem mais cinco anos do que eu , para andar na roda . O local da feira era num grande relvado próximo do mar e sei que na subida tudo bem , mas quando a roda começou a mudar de direcção eu só via o mar lá de cima a vir em direcção a nós e depois via-o afastar-se até sei lá onde (risos) . Acho que gritei mesmo ! Uma outra situação foi quando ainda muito jovem , mudámos de casa e fui com o meu mano ao telhado de uma casa com dois andares , para ver lá de cima o que se avistava do outro lado . O pior ainda foi quando tivemos de regressar telhado abaixo e entrar pela clarabóia...( risos ) .Já não sei se nesse dia houve "sermão " dos pais . Quando arriscar a vida assim significa lutar pela subsistência , tudo muda . Há que olhar quem exerce profissões de alto risco , com muito respeito. Concha