Eu seria mais medo do que vertigens .De repente lembrei-me de umas festas da cidade em Angra . Como em muitas festas por esse país fora, além de outras distracções , ali havia uma feira daquelas que têm um pouco de tudo . Num dos dias fui com o meu irmão , que tem mais cinco anos do que eu , para andar na roda . O local da feira era num grande relvado próximo do mar e sei que na subida tudo bem , mas quando a roda começou a mudar de direcção eu só via o mar lá de cima a vir em direcção a nós e depois via-o afastar-se até sei lá onde (risos) . Acho que gritei mesmo ! Uma outra situação foi quando ainda muito jovem , mudámos de casa e fui com o meu mano ao telhado de uma casa com dois andares , para ver lá de cima o que se avistava do outro lado . O pior ainda foi quando tivemos de regressar telhado abaixo e entrar pela clarabóia...( risos ) .Já não sei se nesse dia houve "sermão " dos pais . Quando arriscar a vida assim significa lutar pela subsistência , tudo muda . Há que olhar quem exerce profissões de alto risco , com muito respeito. Concha
Eu também não tenho, de maneira nenhuma, coragem ou feitio para este tipo de coisas. Pelo contrário, tenho pavor. Desde sempre que me recordo com medo de andar até nos aviões da Feira Popular, e na roda gigante ou no autochute nem em sonhos, só se fosse um pesadelo. Por essa razão é realmente de louvar e admirar aqueles cuja vida profissional é necessária e contribui para o nosso bem estar e que, de certo modo, arriscam as suas vidas.
De Augusto Küttner de Magalhães a 29 de Julho de 2008 às 14:52
Evidentemente que nunca faria "tal aventura". Mas quando vejo trabalhadores a fazê-lo olho sempre para tentar perceber se têm todos os meios de segurança possível, para caso haja algum incidente não passe a grave acidente. Cada vez mais é obrigação de todos fazermos com que tudo se faça com a máxima - possível - segurança. Evitar perda de vidas ou falta de qualidade das mesmas por mero desleixo!