Eu já vi este filme em algum lado... É impressionante como somos parecidos até na forma como encaramos estas "pedras no caminho"... Admiro-te, Salvador. A sério, pois há alturas que tento ser querida mas outras que me passo contra esta palhaçada que é a tal falta de civismo. Obrigada por me ensinares a ter paciência... e por me mostrares que o bronze simbolo de companhia junto de quem amas debaixo do sol algarvio vale mais do que estas pequenas chatices. Beijos Laurie, também quero ir a praia contigo... estou cheia de inveja. Kiss aos 2, Mafie
Querida Laurinda, nunca desista desta luta. Vele pelo bem estar de todos aqueles que precisam de resistir a tantas injustiças. Queremos acreditar que aos poucos as mentalidades vão mudando e o respeito vai aumentando. Bj e bom descanso
Olá Venho cá todos os dias mas não comento. Porquê? Porque comentar um blog de alguém assim conhecido até parece ...estranho...quase proibido! Decidi fazê-lo porque ao ler os seus posts fico sempre com uma dúvida: nunca tem medos? Parece ver sempre a vida de uma maneira tão optimista... Também gostava de um dia o conseguir fazer. Muito obrigada pelas suas palavras. Acho que aprendo sempre um pouco mais. Um abraço ao Salvador. É um lutador.
Há 36 anos que vivo quotidianamente obstáculos, a todos os níveis, quer fisicos, quer sociais, quer de inserção não pessoalmente mas com o meu filho que tem agora 36 anos e é deficiente psico-motor. Só para dar uma pequena ideia do obstáculo mais frustrante e castrante que temos é o simples acto de sairmos de casa que, apesar de termos elevador até ao res-do-chão, em seguida existem 7 degraus até à porta de entrada e mais 3 degraus da porta de entrada até ao passeio da rua. Resultado: nunca nos é possível sair de casa só os dois porque ele não anda sem ser amparado de cada lado e adicionalmente há que transportar a cadeira de rodas. Conclusão é sempre necessária a presença de uma terceira pessoa para nos ajudar. Este prédio foi construido há cerca de 40 anos mas o mais grave é que a construção imobiliária continua a processar-se sem as directivas ou normas que existem no que respeita a exclusão de barreiras aos deficientes. Desculpem se os "carreguei" com os meus obstáculos mas ao ver as imagens fiquei, mais uma vez, de tal modo revoltada pois até, recentemente, numa passagem de peões me aconteceu um condutor, a ver-nos a aproximar, chegou mesmo a parar o seu carro mesmo em cima da referida passagem, tendo eu que lhe chamar a atenção que não podia passar com a cadeira de rodas do meu filho. Isto, claro, independentemente do facto que ele nunca deveria parar ali. Já sabemos que o civismo e a educação é escassa numa grande percentagem dos portugueses mas será que não querem mesmo pensar nos outros, especialmente os "special ones" que eles continuam a nem querer ver ou sequer olhar ou quando olham é ou chocados pelo que vêem ou com ar de pena ou de coitadinho, que é o que eu mais detesto. E nós lá continuamos sem ligar a esses olhares mas sentindo-os. Quando será que mudam as mentalidades das pessoas por cá? É que nem é preciso ir muito longe. Eu fui com ele a Vigo, ao Corte Inglez, e, quer nos pisos por onde andámos, quer nos elevadores, todas as pessoas com que nos cruzamos ou estivemos, olhavam para ele, sorriam, falavam com ele (no levador), chegaram a brincar com ele. Lamchamos lá com ele no snack e tudo correu como eu gostaria que se passasse cá em Portugal.
Adianta pedir desculpa ao Salvador? Não, mas peço na mesma. Cada vez mais as pessoas se desinteressam dos outros, mesmo dos interesses dos outros. E aquilo que até aqui inibia essas pessoas, como um cartaz de proibição e a perspectiva de multa, deixou de funcionar. E quem está ali para fazer cumprir a regra? Vamos divulgar, falar disto a toda a gente, para que reparem e não façam o mesmo ou não repitam.
De antónio,tb.alves a 27 de Julho de 2008 às 08:51
Continue sempre (a) postando as muitas coisas boas e menos boas que consusbtanciam a vida, da forma única como o faz. Muita intolerância grassa por aí quando como crítica só se consegue dizer : blá, blá, blá ... Dum leitor atento que gosta e admira destes seus "apontamentos".
De Augusto Küttner de Magalhães a 28 de Julho de 2008 às 14:53
O desrespeito nos condutores é demasiado banal, está entranhado em tantos, vários exemplos permanentes aqui no Porto: atravessar uma passadeira na Av. da Boavista, ou em Marechal Gomes da Costa é uma odisseia, há duas semanas numa passadeira nesta zona foram atropeladas por um autocarro do STCP duas pessoas uma morreu. Automóveis a descerem Marechal Gomes da Costa pela esquerda em vez de escostados à direita é norma. Estacinonar na Av. da Boavista em local de proibição de paragem é diário.....sou condutor e ultimamente ando mais a pé, e cada vez maiss na primeira faceta respeito os que a pé se deslocam.