Sexta-feira, 25 de Julho de 2008
Hablando con Eduardo Chillida
(Crónica escrita para o Público de hoje)
Há livros aos quais volto uma e outra vez. Sou daquelas que sublinha, escreve nas margens e vai deixando livros espalhados por todo o lado com lápis dentro. Há quem ache uma afronta riscar um livro e quem julgue uma heresia juntar palavras nossas às palavras dos escritores. Não se trata de falta de respeito e, muito menos, de acrescentar substância aos livros mas justamente de me guiar por segundas e terceiras leituras em dias ou momentos avulsos em que preciso de reler esta frase ou voltar àquele pensamento.
Um dos livros que tenho à cabeceira, por assim dizer, é o de entrevistas a Chillida, escultor basco por quem tenho verdadeira devoção. Chillida, Kapoor, Proença, Chafes e mais um conjunto razoavelmente eclético de artistas plásticos, cuja estética admiro, inspiram verdadeiramente os meus dias e enchem a minha vida de sentido. Gosto da obra e gosto da atitude mas também me fascina a sua elaboração existencial e as divagações que fazem sobre a sua criação. E por isso gosto tanto de livros de entrevistas, em especial com escritores ou artistas.
"Trabajo en función del conocimiento, quando me preguntan porque soy escultor yo digo que trabajo para conocer. Quando yo estoy trabajando siempre estoy tratando de buscar luz y conocimiento a través de esse lenguaje que es mi obra, una obra que es como una pregunta.” Gosto da ideia de uma imensa obra ser, afinal, uma intensa pergunta.
De
Concha a 25 de Julho de 2008 às 22:35
Eu não sou capaz de fazer anotações nos livros , mas há sempre uma folhinha anexa onde anoto o que me impressionou .
Quanto aos artistas , acho que a obra é a parte visível i da criação , o essencial é o que está por detrás de cada obra . Também me fascina o que eles pensam acerca do que criam .
Concha
De ariella a 26 de Julho de 2008 às 09:03
Gostaria muito de poder elogiar o teu blog.
Mas não vale nada. Blá blá blá ... e nada mais.
Não é inveja. É a constatação daquilo que a Laurinda Alves é.
Podes não publicar o meu comentário, mas é altura de alguém de te dizer a verdade.
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Gostaria muito de poder elogiar o teu blog. <BR><BR>Mas não vale nada. Blá blá blá ... e nada mais. <BR><BR>Não é inveja. É a constatação daquilo que a Laurinda Alves é. <BR><BR>Podes não publicar o meu comentário, mas é altura de alguém de te dizer a verdade. <BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>arielle</A>
Laurinda, nem imaginas o quanto aprendo contigo entre palavras intercaladas, desconhecia por completo este talentoso escultor basco.
Agora que a luz floriu, vou aprofundar o seu conhecimento envolvente, misterioso e profundo.
Beijo
De bibabalula a 27 de Julho de 2008 às 03:44
Os melhores e verdadeiros artistas são aqueles que se questionam constantemente quanto às suas obras e ao seu valor como artistas, que o são.
São aqueles cuja simplicidade e humildade denota a alma de artista que encerram.
Não têm necessidade e nem gostam de se exibir ou tentarem provar seja o que fôr pois já o são, per si, pelas suas obras.
A autora deste blog não precisa que a defendam - aguenta-se bem. Mas, ainda assim um comentário.
Quando dizem mal do que estamos a fazer é porque estamos a fazer alguma coisa.
Dói muito ver os outros a trabalhar, a fazer coisas e, sobretudo, a terem prazer com isso.
De
viagens a 9 de Agosto de 2008 às 02:51
Chillida é uma luz que nos permite interrogar e conhecer.
Chafes esculpe palavras-cinzas, silêncios elegíacos.
Os dois fazem do vazio um espaço de acolhimento.
Rui Chafes expõe na Casa-Museu Teixeira Lopes, em Vila Nova de Gaia, até 24 de Agosto.
O escultor cuidadoso, como sempre, na forma como apresenta as suas peças, em diálogo com os espaços e com a coleção de obras da casa, transforma todo o espaço numa instalação.
A não perder.
De Anónimo a 9 de Agosto de 2009 às 18:39
Olá! Estava procurando imagens de Chillida e vim dar aqui... Estou preparando umas aulas que darei sobre redação criativa (privilegiando o ensaio sobre arte). Para tanto, trabalharei com um ensaio de Gaston Bachelard, justamente sobre Chillida. O ensaio se encontra no livro O Direito de Sonhar. Foi um prazer passar por aqui. Já estive em Lisboa e adorei... Se quiser, pode acessar o meu blog:
http://lapisvirtual.blogspot.com/
Um abraço brasiluso!
Nivaldete
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