Espero que a Zilda Cardoso não me leve a mal insistir na beleza das rugas, vincos e traços que foram ficando desenhados na cara de Marguerite Duras mas eu gosto mesmo dos vestígios do tempo e das marcas da vida na cara das pessoas.
Não sei se é por eu estar claramente na segunda metade da minha vida ou se é por ser filha de uma mãe que aceita a passagem dos anos com a naturalidade e a alegria de quem aprecia muito cada dia, sabendo que a idade é e será sempre um estado de espírito.
Talvez este gosto pelo envelecimento seja uma herança genética, não sei. Na minha família as pessoas envelhecem bem e sentem-se confortáveis na sua pele, mesmo quando ela começa a ficar menos lisa. Os meus avós eram lindos e não sei se fui eu que romantizei a sua figura ou se eles eram mesmo tão bonitos como eu sempre os achei, mas na minha memória os cabelos brancos, as rugas de expressão e o seu ar velhinho eram a imagem da bondade e da serenidade.
Acho graça à Zilda quando diz que se recusa a dizer a sua idade. Escritora como Marguerite Duras, Zilda cria e recria as suas personagens usando o tempo a favor e a desfavor. Nunca soube exactamente a idade de Ana Augusta ou dos dois irmãos de Cerejas de Celulóide nem isso foi importante para mim porque, insisto, a idade é um estado de espírito. Mas percebo que socialmente a idade biológica possa criar embaraços. Percebo mas tenho pena, note.
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