Somos demasiado parecidos ou sensivelmente diferentes? As mulheres pensam da mesma maneira que os homens? E os homens sentem da mesma maneira que as mulheres? Uns e outros têm ou não uma arquitectura mental e afectiva semelhante?
O debate é antigo mas há cada vez mais chaves de leitura para esta espécie de livro confuso e nunca terminado.
A palavra ‘diferença’ pode ser assustadora e, daí, a tentação recorrente de a anular ou, pelo menos, esbater. Ambígua e ameaçadora, a diferença pode revelar-se mais explosiva do que uma granada. Acontece que ser diferente é bom, especialmente num mundo que se pretende de iguais.
Há qualquer coisa de profundamente misterioso (e maravilhoso!) nas diferenças entre homens e mulheres e, neste sentido, confesso que adoro sentir essas mesmas diferenças. Ou seja, tropeço sempre nas mulheres que se masculinizam excessivamente e nos homens que se feminizam demais. Em resumo, gosto das particularidades de cada género.