Terça-feira, 8 de Dezembro de 2009
De volta a Bangkok e à exuberância das flores e cores

 

As orquídeas, as flores de lotus e do frangipani são de perder a cabeça na Tailândia. Abundam nos mercados de rua e estão sempre fresquíssimas.

 

 

A variedade humana é exaltante em Bangkok. Pedi autorização para tirar esta fotografia e eles deram. Boa!

 

 

Os cestos de especiarias que se vendem em cada esquina também são muito tentadores. Os contrastes desta cidade (deste país!) são reais e dizem muito sobre o fosso que existe entre pobres e ricos.

 

 

A gastronomia tailandesa é excelente e até nos mercados apetece comer. Imagino que para alguns estas comidas feitas na rua sejam muito pouco apetitosas mas acreditem que há massas e pratos feitos nos mercados que são tentadores. Os asiáticos são obcecados com os legumes frescos e cozinham-nos ao vapor, deixando-os quase sempre crocantes. Adoro!

 

 

Confesso que, para mim, as massas, as frutas e os legumes são uma tentação mas já o peixe seco e a carne assada nas ruas provocam-me alguma apreensão pois os cheiros são demasiado intensos e, ao contrário dos vegetais, é impossível avaliar a frescura dos alimentos. Além disso, nas ruas da Tailândia fritam-se ratos e morcegos e fazem-se espetadas de baratas e isso para nós, ocidentais, é muito inquietante...

 

 

Detalhes estranhos àparte, em qualquer cidade ou país da Ásia (e em especial na Indochina) come-se muito bem. Seja numa versão simples, improvisada na rua, ou muito sofisticada nos melhores restaurantes, tudo tem umas cores e uns sabores que não encontramos facilmente. Vou ter saudades!

 

 

O Blue Elephant é um dos restaurantes mais chiques de Bangkok e pertence a uma cadeia internacional fundada por um casal que mora em Bangkok há anos: o pai é belga, a mãe é tailandesa e os filhos são uma mistura de culturas curiosa. Conhecemos a Sandra, uma das filhas do casal, e a própria Chef, a internacionalmente conhecida (e reconhecida!) Nooror Somany-Steppé. Sobre esta mulher 'muito à frente' hei-de falar depois, com tempo.

 

 

No Blue Elephant há uma escola de cozinha tailandesa e apetece imenso fazer o curso. Desta vez não houve tempo mas espero voltar a ver a Nooror, que foi muito querida e nos ofereceu no fim uma caixa com um prato cozinhado por ela própria. Maravilhoso!

 

 

Estou quase de volta a Lisboa e acho que só volto ao mail depois de aterrar. Esta viagem foi um sonho e mesmo que ainda viva cem anos, esta será para sempre uma das viagens da minha vida! Descobri o Laos e a sua quietude e 'só' por isto já teria valido a pena. Acontece que em cada dia vivemos mil e uma experiências marcantes e conhecemos pessoas fascinantes e é por tudo isto que a viagem fica gravada para sempre. Felizmente gosto tanto de partir como de chegar e, por isso, estou radiante por voltar à minha casa, à minha família, às minhas rotinas de todos os dias. Este mix de viagens INSEAD/Tailândia/Laos/Vietnam foi muito especial.

publicado por Laurinda Alves às 08:40
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Segunda-feira, 7 de Dezembro de 2009
Vietname: do caos de Hanói para a paz de Ha Long Bay

 

Da quietude de uma província do Laos para o caos da capital do Vietname. Hanói à noite é uma festa. O movimento de carros e motas é alucinante, e atravessar de um passeio para o outro é uma aventura. Corremos perigo de vida se não usarmos a estratégia de avançar muito devagar, sem hesitações nem recuos. A primeira vez assusta, mas depois aprendemos e não custa nada. Entramos logo na onda. 

 

 

Em Hanói todas as pessoas têm mota ou bicicleta e é impossivel sobreviver sem um destes dois meios de transporte. As ruas principais estão permanentemente congestionadas, mas por incrível que pareça quase não há filas de trânsito porque a ausência de regras é tal que todos avançam e tudo flui. Os peões andam sempre aos pares ou 'em pinha' para se protegerem e servirem de escudo uns dos outros.

 

 

Depois de uma noite vibrante na capital do Vietname acordámos cedo para ir de carro para Ha Long Bay, mais ou menos a três horas de distância. O céu estava encoberto mas luminoso. Esta imagem lembra-me uma resposta que o músico e compositor Pedro Ayres Magalhães deu há uns anos, quando lhe perguntaram o que era, para ele, o cúmulo da beleza: "luz sobre o azul". É isto.

 

 

Ha Long Bay, a norte do Vietname, é de uma beleza fabulosa. Duas mil ilhas num mar imenso, liso, tranquilo, com um horizonte líquido-transparente de cortar a respiração... Esta fotografia foi tirada numa daquelas máquinas que 'colam' automáticamente três ângulos da mesma paisagem e como foi a primeira vez que a usámos, a 'colagem' está imperfeita e com um terço repetido, mas opto por publicá-la por ser muito eloquente da realidade-real, onde a multiplicação das ilhas também cria uma certa ilusão óptica.

 

 

No meio dos rochedos que emergem do mar em Ha Long Bay há grutas absolutamente deslumbrantes como esta. Não sei quantos anos têm as grutas que visitámos mas sei que foram descobertas pelos franceses quando colonizaram o Vietnam, o Laos e o Cambodja (a Indochina) e foram eles que viabilizaram o acesso aos turistas e habitantes locais. Esta fotografia foi tirada exactamente no mesmo sistema das 3 perspectivas mas desta vez acertámos mais com os ângulos. Há túneis e túneis entre grutas e alguns deles são muito estreitos e sem luz, coisa que dá uma certa claustrofobia mas também uma sensação de aventura.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 11:21
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