Domingo, 27 de Novembro de 2011
Fado: Património Imaterial da Humanidade

 

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e Fernando Andresen Guimarães, embaixador de Portugal junto da UNESCO, estão de parabéns. Eles e todos nós, portugueses! Eles e Rui Vieira Nery porque nos representaram na conferência de Bali, onde o Fado acaba de ser proclamado Património Imaterial da Humanidade; nós por termos todos a ver com esta forma de música. E de vida... Estou muito contente e a missa fadista deste domingo na Basílica dos Mártires foi um momento de celebração muito especial. 

publicado por Laurinda Alves às 20:45
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Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011
O grupo UNESCO com os anfitriões

 

Eis o grupo de jornalistas, organizadores e anfitriões desta visita de estudo e trabalho, por assim dizer, à sede da UNESCO. A diversidade de media e de personalidades é sempre fascinante nestes grupos e, por isso, tudo é uma animação permanente. As aulas e os profs (ler: as conferências e os conferencistas), mais os passeios guiados para reconhecimento de todo o perímetro da sede e ainda os almoços e jantares juntos são um cúmulo de momentos de verdadeiro privilégio para todos.

 

 

A sede da UNESCO é uma combinação arquitectónica de 3 grandes arquitectos dos anos 60, todos eles discípulos ou fãs do Corbu (Le Corbusier), e é uma pena não me sobrar muito tempo para publicar aqui algumas explicações mais detalhadas e mais fotos, para se perceber o espaço e se poderem ver as obras de arte que estão espalhadas pelos jardins (o mobile gigante de Alexander Calder é o meu preferido, mas também há um Picasso enorme, um Tapiés, e muitos outros artistas mais ou menos contemporâneos). Aqui ficam apenas estas imagens, mais o grupo sentado no Banco Australiano, esculpido no tronco de uma árvore única. Ah! E uma imagem mais poética do embaixador Fernando Andresen Guimarães no espaço espiritual-zen que existe nos jardins e é uma beleza. Se nos colocarmos no centro deste espaço a nossa voz reverbera de uma forma absolutamente fabulosa e ficamos com a ilusão de que todos poderíamos ser cantores de ópera. Muito bom.

  

 

publicado por Laurinda Alves às 19:34
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Finalmente uma pausa para voltar aqui

 

Publiquei esta foto meio da tarde sem escrever uma única linha por não haver pausas entre as várias conferências do dia aqui na sede da UNESCO. Ou melhor, estão previstos intervalos mas os temas e as conversas são tão interessantes que todos preferimos prolongar os diálogos com os conferencistas e os nossos pares, do que fazer intervalo. Almoçámos no último andar, onde a Torre Eiffel fica mesmo à nossa frente, e quando descemos para os jardins fomos parados pela equipa de filmagens que estava a gravar uma entrevista com Irina Bokova, a própria Directora-Geral. Para quem consegue ver, é a senhora de roxo que aparece em miniatura na foto de cima. As de baixo são as vistas das nossas janelas aqui.

 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 15:44
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Domingo, 9 de Janeiro de 2011
Amanhecer e entardecer em Foz Côa

 

Às primeiras horas da manhã já ia a caminho de Foz Côa com o Luís Jerónimo, do Programa Gulbenkian de Desenvolvimento Humano, com quem estou a trabalhar no projecto Entre Gerações. Tínhamos marcado um encontro muito especial com a Associação de Amigos do Côa e representantes da Comissão Nacional da Unesco.

 

 

Começamos o dia numa reunião na Escola Secundária de Foz Côa, onde também estavam presentes o David, a Carolina e a Rita, três alunos do 12º ano envolvidos no projecto Arquivo de Memória, uma iniciativa inter-geracional para construir e recuperar a memória imaterial em Vila Nova de Foz Côa. Ao lado deles, a Inês Melhorado, antropóloga, era uma das representantes da Associação dos Amigos do Côa que se propõe promover a qualidade de vida das comunidades do Vale do Côa criando relações de proximidade entre gerações, envolvendo estudantes e utentes de lares e centros de dia na produção de conhecimento e recuperação da memória desta região.

 

 

Este dia passado em Foz Côa foi absolutamente especial e marcante para todos os que estivemos presentes, pois para além do apoio inaugural que a Fundação Calouste Gulbenkian está a dar a estes projectos há ainda a possibilidade de a UNESCO também vir a dar a sua chancela contribuindo, com isso, para que tudo evolua no tempo e não se perca por falta de apoios ou estímulos. Toda esta zona já é considerada duas vezes património mundial, uma pela Arte Rupestre do Paleolítico e outra por se tratar do Douro Vinhateiro, mas esta iniciativa inter-geracional de Arquivo de Memória pode reforçar ainda mais a identidade educativa e criativa do Vale do Côa.

 

 

No grupo alargado que hoje se juntou à volta deste projecto há pessoas com percursos de vida admiráveis, no sentido em que vivem apostadas em sensibilizar toda a comunidade para a necessidade de reforçar laços e adquirir competências para fazer deste lugar maravilhoso, mas também isolado e inóspito, uma zona de progresso e fixação das novas gerações. Para além dos directores de escolas, dos provedores da Santa Casa da Misericórdia, do presidente da Câmara, dos engenheiros e arqueólogos e ainda do 'estado-maior' da Associação dos Amigos do Côa, estavam as duas representantes da Unesco e nós os dois, em representação da Gulbenkian, e aquilo que todos celebrámos num almoço de mesa comprida na Quinta da Ervamoira foi justamente a possibilidade de funcionarmos como motores uns para os outros.

 

 

Saímos de Foz Côa depois do entardecer, mas com a sensação de missão cumprida nesta fase pós embrionária em que tudo começa a ter uma forma cada dia mais definida. Valeu a pena ter conhecido todas estas pessoas e ficarmos em contacto a partir daqui. Este é apenas um dos sete projectos com os quais vou trabalhar nos próximos meses, mas confesso que estar com gente empreendedora e capaz de transformar a paisagem social, me enche de confiança para o futuro e de certezas para a vida. Percebo a magia deste vale onde o passado remoto se mistura com um presente inspirador e luminoso, que se abre a um futuro promissor.

 

publicado por Laurinda Alves às 22:59
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