Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011
Táxi-mota, o primeiro grande prazer à chegada a Paris

 

Depois de um cúmulo de nervos e frustração logo de manhã por causa da perda de um avião (10' de atraso na hora do check in foram suficientes para a TAP dar o meu lugar a outro passageiro, coisa que achei inacreditável. Acho esta política de overbooking dos voos absolutamente perversa) e ao fim de uma longa espera de 5h, acabei por conseguir aterrar em Paris. O primeiro grande prazer foi apanhar um táxi-mota logo no aeroporto para vir para o centro da cidade. Adoro andar de mota e só se chover muito é que troco estes táxis pelos carros. A temperatura ainda por cima está óptima e, também por isso, o passeio foi bom. Só é pena ser tão rápido...

  

publicado por Laurinda Alves às 17:42
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Terça-feira, 1 de Junho de 2010
Almoço com livros, flores e moleskines para tomar notas

 

Hoje almocei com a Maria João Lourenço, a minha editora na Oficina do Livro (Leya), para falarmos de novos projectos para a rentrée. Adorei o restaurante chinês onde ela me levou. Lindo, chique, criativo e muito original. Completamente fora do padrão habitual.

 

 

A Maria João é, como muitos já sabem, a tradutora portuguesa de Murakami e uma mulher com uma cultura literária invulgar. Não apenas literária, aliás. Podem perguntar-lhe tudo sobre cinema de autor, séries de TV boas e muito boas, antigas ou modernas, que ela sabe sempre tudo. É impressionante. A mim traz-me sempre bons livros para ler e jamais conseguirei agradecer devidamente os gestos e cuidados com que escolhe. 

 

 

 

Enquanto almoçávamos numa das mesas da montra do Ó Chá, perto da Avenida da Igreja, mais concretamente na Rua Luís Augusto Palmeirim, número 18 (www.ochatearoom.com), do outro lado ao fundo alguém conversava e aspirava o cheiro de alguns chás especialíssimos e perfumadíssimos. De repente dei comigo a pensar que estar aqui ou estar em Londres, ou Amsterdão era a mesma coisa. Digo isto pela beleza do espaço e da decoração.

 

 

No Ó Chá existe uma loja com peças de decoração exclusivas e muito requintadas. Apetece demorar por ali e a tentação de levar tudo para casa é enorme. Digo isto apesar de não ser uma fanática pela decoração oriental, note-se. É que ali tudo tem um toque especial e um certo ar vintage que, afinal, lhe dá esse chique contemporâneo. Muito à frente. Vou voltar, até porque agora vou ficar a trabalhar e a editar os programas durante vários meses na Íngreme, que é deste lado da cidade. 

publicado por Laurinda Alves às 16:11
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Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010
De volta ao trabalho e às novas rotinas

 

 

Esta é uma das vistas da minha nova secretária, no meu novo posto de trabalho na produtora Garage. Todo o espaço foi concebido em volta de um pátio cheio de luz, com árvores e heras nas paredes mas estrategicamente coberto de relva sintética para ser prático, divertido e não dar trabalho a ninguém. Os pufs são óptimos para os momentos de chill-out e descontracção, em especial quando está sol. A arquitecta da Garage foi a Margarida Lobo e dou-lhe os parabéns por ter criado um espaço tão luminoso, performativo e bem pensado.  

 

 

Tal como anunciei em posts anteriores e expliquei na minha última crónica do jornal i, estou a trabalhar com esta produtora no meu novo projecto profissional que é uma volta ao mundo a entrevistar e filmar portugueses com talento que vivem e trabalham fora de Portugal. O projecto foi aprovado pela RTP, mas vai começar por ser exibido na RTP Internacional. Não imaginam o prazer que me dá estar a trabalhar nesta produtora, com esta equipa, neste projecto! É um sonho antigo que está em vésperas de se realizar e, daí também, a minha alegria. Hoje a minha mãe está francamente melhor e embora tenha que permanecer internada, já estamos todos mais descansados e de volta às rotinas. É bom retomar a normalidade. 

publicado por Laurinda Alves às 14:13
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Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Este e outros blogs hoje no Portugal no Coração

 

Hoje à tarde vou ao programa Portugal no Coração na RTP 1, falar de coisas da vida, causas, blogs, livros, entrevistas e trabalho jornalístico. Vou regularmente a programas da tarde ou da manhã em vários canais de televisão, onde sou convidada a dar opiniões sobre temas específicos e confesso que gosto da descontração, alegria e naturalidade próprias destes programas. Em televisão, o tempo é sempre escasso mas a estas horas rende muito mais. Não conheço pessoalmente o João Baião nem a Tânia Ribas de Oliveira, com quem apenas me tenho cruzado socialmente, e acho graça poder conhecê-los em 'sua casa', no seu programa. Julgo que a minha entrevista em directo começa a partir das 17h mas não tenho a certeza.

  

 

Eis uma fotografia de cena, tirada em directo pela própria Tânia, que se interessou pela máquina fotográfica que o meu filho me ofereceu quando decidi criar este blog e ficou com ela na mão durante o programa. A conversa foi leve e alegre, como se esperava, e a Tânia e o João foram muito simpáticos e muito profissionais, como sempre são. Obrigada pelo convite, gostei muito.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 13:29
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Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008
Pausa para o banquete de Aquiles

 

 

A propósito de coisa nenhuma, apenas pelo gosto da leitura epopeica e pelo prazer da degustação literária deixo aqui alguns versos do canto IX da Ilíada de Homero, com a narrativa quente e tentadora de um banquete em que Aquiles conversa com os gregos.

 
Colocou uma grande tábua de trinchar à luz do fogo
e sobre ela pôs o dorso de ovelha e de gorda cabra
e o lombo de um enorme porco, rico em gordura.
Segurou-os Automedonte, enquanto Aquiles trinchava.
Cortou fatias cuidadosamente e pô-las em espetos;
o fogo foi atiçado pelo filho de Menécio, homem divino.
Depois que o fogo abrandou e a chama esmoreceu,
espalhou os borralhos e sobre eles pôs os espetos; salpicou
o sal divino, apoiando os espetos contra os resguardos do fogo.
Depois de ter assado a carne e de a ter colocado em travessas,
Pátroclo pegou no pão e arranjou-o em cima da mesa
em belos cestos, enquanto Aquiles servia a carne.
 
publicado por Laurinda Alves às 14:36
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Sábado, 15 de Novembro de 2008
E adoro estes dias de luz sobre o azul

 

Adoro estes dias de luz sobre o azul e céu transparente. É

nestes dias que não resisto a ir à praia e, por vezes, entrar

no mar. Vou hoje e volto amanhã para uma casa em cima

do mar, um lugar de onde se pode partir e chegar a pé, de

bicicleta ou de carro, claro. Hoje prefiro a bicicleta e amanhã

se continuar este tempo luminoso vamos a pé pelos montes.

Se ficar muito ausente é por boas razões e para aproveitar a

companhia dos que amo e esta luz incrível do sol de Outono.

publicado por Laurinda Alves às 13:20
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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008
Dia de voltar

 

Hoje faço este caminho de volta mas não é já. Só mais logo, quando o dia já tiver acabado e Portugal já tiver jogado.

Por enquanto estou por aqui. E leio como se tivesse todo o tempo do mundo e como se não fosse o dia de voltar...

 

Marguerite Yourcenar reflectiu longamente sobre a imensidão e a eternidade de certos lugares, sobre aquilo que os olhos conseguem alcancar.

E sobre o que jamais conseguirão abarcar.

 

O olhar vê o que existe mas também transforma a paisagem. Por vezes mostra o que nem sequer está lá.

 

Nul paysage ne reste le même; une minute suffit parfois pour le faire apparaître différent. Il change aussi selon l'angle sous lequel on l'aborde, et le temps ne cesse de sculpter le relief de la terre et des pierres.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:17
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Terça-feira, 20 de Novembro de 2007
Cozinha caseira
 
Agora, que todas as semanas vou ao Porto, habituei-me a almoçar sumptuosamente em 15 minutos num restaurante mesmo em frente da estação de comboios de Vila Nova de Gaia. Digo sumptuosamente porque é disso que se trata. O sítio de que falo embora tenha uma aparência banal e esteja entalado entre uma confeitaria antiga e um armazém abandonado (ou coisa parecida) é, provavelmente, uma das melhores cozinhas caseiras que se podem encontrar fora do circuito comercial destes guias turísticos que nos dizem onde devemos ir e o que havemos de comer. Tanto quanto sei, este não tem estrelas no Michelin nem referências especiais nos ditos guias, mas posso garantir que é a melhor surpresa gastronómica que me aconteceu nos últimos tempos. Pela qualidade da comida, pela rapidez do serviço e pela excelência do atendimento a quem chega sempre com pouco tempo e muito medo de perder o comboio que passa antes das duas da tarde. É que como eu há muitos que ali param para almoçar cheios de malas e de pressas.
Tem uma parte de café e uma parte de restaurante sem pretensões nenhumas que vai até ao balcão que separa a cozinha. Ao lado da dita cozinha há umas portas de madeira bonita, cor de mel, que deixam ver um pátio de pedra antiga onde árvores outonais deixam cair as suas folhas amarelas. Este pátio tem uma luz muito cinematográfica e uns ângulos muito românticos mas acho que os donos do restaurante nunca se deram conta disso porque as portas estão quase sempre fechadas. Não devem ter tempo para pensar em assuntos que não sejam de forno e de cozinha.
Na sala do restaurante há calor, conversas trocadas no ar, alguns olhares cruzados, muitas gargalhadas francas e ditos familiares que revelam a mistura indizível da intimidade de uma clientela de todos os dias. Como se almoçássemos todos na cozinha da casa grande de uma avó ou na copa de parentes muito próximos.
Sempre que pergunto à entrada se há lugar à mesa, o senhor do balcão responde educadamente que “as meninas é que sabem!”. As meninas tratam-se e são tratadas pelo nome próprio, têm ares de província, são alegres e eficientes e uma delas tem idade para ser minha mãe.
Arranjam-me quase sempre a minha mesa preferida, voltada para a cozinha, e encomendam automaticamente uma sopa pouco quente. Enquanto como e leio o jornal, sempre de olho no relógio, elas providenciam discretamente o prato do dia que aparece invariavelmente a horas, a fumegar e com cheiros e sabores maravilhosos. Sejam carapaus fritos com arroz de legumes, seja uma feijoada rica, sejam pataniscas com arroz de tomate ou seja um simples frango assado (no forno, com molho e sabor de forno, como há muitos anos não me lembrava de comer) tudo ali me sabe pela vida. Á saída, já com o comboio a apitar na linha a anunciar a sua passagem, o senhor do balcão despede-se até para a semana. Não há nada melhor do que encontrar lugares e pessoas que nos fazem sentir em casa.
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publicado por Laurinda Alves às 18:49
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Quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
o prazer do vinho
Li há pouco tempo na revista Única uma breve entrevista do Pedro Cabrita Reis, a propósito da sua exposição de pintura na Galeria Fernando Santos, no Porto. Cinco ou seis parágrafos sobre coisas mais ou menos avulsas de que gosta, que colecciona ou que o inspiram na sua arte. Declarou que o vinho é um dos seus grandes prazeres. Gostei particularmente da maneira expressiva e muito plástica como lembrou o essencial: “Há uma coisa muito bonita no vinho. Por muito evoluídas que sejam hoje as tecnologias relacionadas com a produção, aquilo resume-se a apanhar uma coisa da terra, espremê-la e pô-la dentro de uma garrafa. É de uma beleza extraordinária podermos beber algo que é uma mistura de terra e de sol. Para mim, tem o seu quê de mágico e de ritual. É como se uma vez mais verificássemos e confirmássemos uma humanidade que não acaba nunca”.
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publicado por Laurinda Alves às 18:33
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