Segunda-feira, 10 de Janeiro de 2011
Prémio de Restauro atribuído pela Fundação Gulbenkian

 

Eis as pinturas dos tectos da Igreja do Santíssimo Sacramento, no Chiado, onde hoje decorreu a cerimónia de entrega do Prémio Vasco Vilalva 2010, atribuido pela Fundação Calouste Gulbenkian ao melhor restauro concluído no ano passado. Estive presente com a minha mãe, que é membro da Real e Venerável Irmandade do Santíssimo Sacramento e, por isso, também teve o seu papel na devoção e entrega com que todo o restauro evoluiu ao longo destes últimos tempos. Digo isto porque tudo foi feito sem dinheiros públicos e foi justamente graças à generosidade, ao empenho e à dedicação da comunidade de fiéis, mais os mecenas e uma indemnização que o Metro pagou à Basílica dos Mártires por danos causados pelas obras subterrâneas, que este restauro foi possível.

 

 

A Igreja do Sacramento, como é vulgarmente conhecida, encheu-se de gente da cultura e não só. As portas abriram-se de par em par e como disse José Sarmento de Matos, Historiador de Lisboa e porta-voz do júri, todos aqueles que à semelhança de Júlio Castilho, antipatizavam com a arquitectura das igrejas pós-terramoto onde predomina a pedra e os mármores e criticavam as igrejas construídas no centro histórico de Lisboa no tempo do Marquês de Pombal por serem escuras, frias, sem a graça dos azulejos e o romantismo da talha dourada, ficariam espantados com a luz e a beleza do Sacramento depois do monumental restauro.

 

 

José Sarmento de Matos e o Cónego Armando Duarte, o grande motor desta obra de recuperação supervisionada por Carmo Almada, olham para os tectos, e comentam as pinturas e os painéis do Mestre Pedro Alexandrino com emoção. Percebo-os, pois está tudo uma beleza e mesmo sendo leiga em matéria de técnicas de restauro, dá para perceber a jóia, o tesouro que se desocultou agora na Igreja do Sacramento. Muitos parabéns ao Cónego Armando Duarte, que nunca desistiu nem se deixou vencer pelas dificuldades (e foram tantas, meu Deus!) e muitos parabéns à imensa legião de pessoas e empresas que tornaram tudo isto possível. Grande pinta e grande orgulho, especialmente porque nem em tempos de crise as pessoas deixam de contribuir.

publicado por Laurinda Alves às 09:35
link do post | comentar | favorito
.pesquisar
 
.Feitos em Portugal

Feitos em Portugal

.tags

. todas as tags

.portugueses sem fronteiras
.posts recentes

. Prémio de Restauro atribu...

.arquivos
.mais sobre mim
.subscrever feeds