Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013
Os improvisos de Gabriela Montero

 

Fui com o meu filho ao recital de piano que Gabriela Montero, venezuelana, deu esta noite na Gulbenkian. Ele voltou hoje de fora e como o voo se atrasou só conseguimos assistir à segunda parte do concerto. Ficamos com o melhor: os improvisos de uma pianista virtuosa, apaixonada e particularmente dotada para improvisar a partir de notas soltas e músicas mais ou menos populares e conhecidas. Não sei de nenhum outro músico clássico capaz destes improvisos, mas sei que a noite foi uma alegria e cada improviso um poema. Gabriela Montero deu o seu primeiro concerto público aos 5 anos de idade em Caracas e quando completou 8 anos o governo venezuelano atribuiu-lhe uma bolsa para poder estudar nos EUA. Recebeu o seu primeiro prémio aos 12 e interpretou com a Orquestra Sinfónica de Cincinnati o primeiro concerto para piano de Tchaikovsky. Gravou para a EMI Classics um duplo CD com obras de Rachmaninov, Chopin, Liszt, Granados, Ginastera e Scriabine e ainda um disco de improvisações sobre temas clássicos que diz muito sobre este seu dom do improviso que é, afinal, parte substantiva e inspiradora da sua actividade artística. Fiquei na primeira fila, no lugar de uma amiga cirurgiã que estava a operar esta noite, e foi um privilégio e uma beleza ver e ouvir Gabriela Montero tocar e falar. Gostei particularmente da alegria e paixão com que toca.

publicado por Laurinda Alves às 00:35
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Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010
Oficina

publicado por Laurinda Alves às 00:15
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Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Nos bastidores do concerto de piano de Matan Porat

 

Matan Porat, pianista israelita, tocou esta noite nos claustros do Museu de São Roque, em Lisboa. Imediatamente antes do concerto, o pianista ensaiou as peças que ia tocar enquanto os técnicos de luzes afinavam os focos para não haver sombras no teclado.

 

 

Matan Porat tem umas mãos prodigiosas que tanto correm velozes sobre o piano, como tocam notas muito simples e ficam suspensas no ar à espera do silêncio que se segue a essas mesmas notas. Esta noite Matan Porat tocou apenas uma peça sua, contemporânea, com sons curiosos e alternativos, entre um repertório clássico que incluiu Liszt, Beethoven e Bach.

 

 

Confesso que quando vou a um concerto de piano de repertório clássico, estranho sempre as peças contemporâneas. É como se só estivesse formatada para ouvir uma música que conheço e não outra, mais experimental e porventura menos harmoniosa. Admito que seja um defeito meu, mas é a realidade. Quando Matan Porat tocou uma composição sua, entre um Liszt espectacularmente bem tocado e um Bach de arraso para terminar, eu e alguns dos presentes sentimos o desconforto de o ouvir em dois registos radicalmente diferentes e até opostos.  

 

 

Felizmente (e o próprio Matan Porat que me perdoe) só houve um desvio ao repertório clássico. Gostei muito, muito do concerto e adorei os dois encores. Tenho pena de ter 'tropeçado' na peça contemporânea em que Porat entalou um livro de partituras na mecânica do piano para obter um som mais abafado, com outra plástica e uma certa desarmonia intencional. Em todo o caso foi um exercício de liberdade criativa muito original e marcante, que revelou a sua paixão pela composição e música contemporânea. Porat falou em português com o público porque entre o seu percurso notável e várias vezes premiado, conta-se o tempo que passou em Belgais a aprender e a tocar com Maria João Pires.    

publicado por Laurinda Alves às 01:09
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