Terça-feira, 15 de Maio de 2012
Os caminhos cruzados e os encontros-surpresa

 

Uma pata e quatro patinhos cruzaram-se no meu caminho esta tarde, nos jardins da Gulbenkian. Durante o instante em que nos acompanhámos uns aos outros não pude deixar de atrasar o passo, para evitar que se assustassem e fugissem. É tão improvável um encontro destes no centro da cidade, que apetece fazê-lo durar. Este momento já teria feito a minha tarde, se não fosse um encontro maior, mais à frente, já a caminho do 'planeta' Dialogue Cafe.

 

 

O Mia Couto estava a dar uma entrevista na Fundação Calouste Gulbenkian e desafiei-o a ir ter comigo depois à sala 3, a sala do Dialogue Cafe, onde está instalado o sistema de Telepresença da Cisco e onde me sento sempre que estou na Fundação. Este espaço é mais do que um sonho e no tempo em que não há sessões de DC, reina um silêncio e uma paz muito inspiradores para trabalhar. Esta tarde o privilégio maior foi poder explicar ao Mia o sistema do DC e combinar com ele uma sessão para breve. Grande pinta e grande surpresa.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:33
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Quinta-feira, 3 de Maio de 2012
A Confissão da Leoa, mais um livro apaixonante do Mia

Impressionante a quantidade de gente que se juntou ontem à volta do Mia Couto, apesar da chuva e do frio, para o ouvir falar do seu novo livro, para conversar com ele e ter mais um autógrafo. Comecei a ler o livro e já estou adiantada, mas já em fase de poupar páginas. Acontece-me sempre que leio um livro muito bom. Começo a demorar, para a leitura durar mais tempo. É uma espécie de batota que todos os leitores fazem com os seus autores preferidos. Com o Brodsky foi sempre assim: os livros pousados antes de chegar ao fim, para esticar o tempo e ter a ilusão de perpetuar a narrativa. A Confissão da Leoa é, como disse José Eduardo Agualusa, um livro inaugural, um livro radical, uma nova maneira de o Mia contar uma história. Desta vez ele parte de uma narrativa duríssima, de uma realidade brutal mas que parece irreal: em 4 meses 26 pessoas de uma povoação moçambicana foram devoradas por leões e é sobre este acontecimento que o autor recria uma história, um livro trespassado de dor e humanidade, mas também de surpresa e mistério. Não vale a pena escrever muito mais, porque tudo o que eu possa dizer fica aquém, muito aquém, e nem sequer faz justiça ao livro nem ao autor. Se puderem, leiam, é muito bom.

"Um acontecimento real - as sucessivas mortes de pessoas provocadas por ataques de leões numa remota região do norte de Moçambique -  é pretexto para Mia Couto escrever um supreendente romance. Não tanto sobre leões e caçadas, mas sobre homens e mulheres vivendo em condições extremas. Como afirma um dos personagens, 'aqui não há polícia, não há governo, e mesmo Deus só há às vezes" 

publicado por Laurinda Alves às 07:33
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Domingo, 16 de Outubro de 2011
Esta noite na SIC Notícias, pelo Mia Couto
 

Esta noite vou à Sic Notícias, ao Jornal das 19h, comentar o Prémio Eduardo Lourenço 2011. Acho um privilégio enorme poder ter tempo de antena para falar da vida e obra do Mia Couto. Grande pinta! Deixo aqui fragmentos de uma grande entrevista que lhe fiz e foi publicada na íntegra pelo jornal i. Nesta entrevista falámos muito sobre o seu trabalho como Biólogo e o Mia explicou com detalhe a reacção dos animais às pessoas. Como o elefante, o mais mortífero de todos. O som está péssimo e, por isso, deixo aqui outra pequena entrevista que lhe fiz numa livraria depois de um lançamento.


 

publicado por Laurinda Alves às 00:02
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Terça-feira, 11 de Outubro de 2011
Mais um prémio para o Mia Couto!

Grande pinta! Mais um prémio mais que merecido para

o Mia Couto. O António Brazão fez bem e sublinhar este

facto, pois ainda não tinha tido tempo de falar do Prémio

Eduardo Lourenço aqui no blog. Fica feita a referência e

ficam os meus sinceros parabéns ao Mia. Adoro os seus

livros, a sua originalidade escrita e falada, e não me

canso de o ler nem de o ouvir falar. Gosto muito de ser

sua amiga e gosto ser sua contemporânea. Um duplo luxo! 

publicado por Laurinda Alves às 00:04
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Terça-feira, 10 de Maio de 2011
Mia Couto e o seu livro de poesia: Tradutor de Chuvas

 

Estive com o Mia Couto na Feira do Livro e vamos voltar a ver-nos no próximo domingo, dia 15, o último dia da Feira em que ambos estaremos no mesmo perímetro do espaço LeYa, a dar autógrafos. Comprei o seu último livro, Tradutor de Chuvas, e ele escreveu-me mais uma dedicatória maravilhosa. Adoro o Mia e ele sabe. A Patrícia também, pois tanto gosto de um como de outro! 

 

Um lenço branco

apaga o céu.

 

A fala da asa

vai traduzindo chuvas:

não há adeus

no idioma das aves.

 

O mundo voa

e apenas o poeta

faz companhia ao chão.

publicado por Laurinda Alves às 09:48
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