Quarta-feira, 4 de Julho de 2012
Mãe. Ou a rapariga do colar de pérolas.

 

Lembrei-me do célebre quadro de Vermeer, A Rapariga do Brinco de Pérola, ao olhar para a minha mãe sentada de costas para mim, com a sua pérola no fecho de um colar simples, de uma volta. Olho para a minha mãe e apesar dos seus cabelos brancos de avó, vejo sempre uma rapariga. Porque ela é uma eterna miúda na alegria, na transparência de coração, na pureza de alma e leveza com que atravessa a vida (especialmente quando a vida é pesada) e porque não importa a idade nem a geração, porque o coração dos homens e das mulheres realmente nunca envelhece. Aos 70 e aos 80 o coração ama da mesma maneira que amava aos 20 e aos 30, sofre com as mesmas coisas, toca-se, comove-se, alegra-se e dói como sempre aconteceu. Gosto desta ideia de podermos envelhecer por fora sem nunca nos tornarmos velhos por dentro. Obrigada, mãe, pelo seu exemplo.

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publicado por Laurinda Alves às 10:24
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Sábado, 15 de Outubro de 2011
Dias de festa

 

 

Hoje a minha mãe faz 76 anos. Incrível! Continua a sorrir, a amar e a sentir como se fosse uma rapariga nova. Acho que se os anos se contassem a partir da nossa idade interior, ela não teria mais de 30. Aliás, tenho a certeza! Há pouco tempo, na festa de anos das minhas sobrinhas, suas netas, deixou que lhe fizessem todos os penteados possíveis e imaginários, e depois passou modelos com elas, por elas.

 

 

Também servi de modelo e foi uma animação sentir o entusiasmo e a criatividade com que a Luísa se empenhou nos penteados. Hoje é um dia de grande festa na nossa família e apesar de continuar com o braço direito engessado, depois de não sei quantas chatices, complicações e dores, a minha (nossa!) mãe continua com o mesmo sorriso e cheia de forças. 

 

 

Todas as palavras me parecem poucas para dizer o quanto me orgulho de ter uma mãe como a minha mãe. Linda por fora e por dentro. Com ganchos e sem ganchos, com gesso e sem gesso, nas alegrias e tristezas, nos tempos fáceis e difíceis a sua bondade, a sua ternura e a sua abertura de espírito são infinitas. Tudo nela é a imagem acabada daquilo que esperamos de uma boa mãe. De uma mulher que mais do que amar e educar os filhos, os ajuda a crescer e cresce com eles. Obrigada, querida mãe. Muitos parabéns!   

 

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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Domingo, 1 de Maio de 2011
Dia da Mãe, dia de família

Eis algumas das fotografias das páginas do livro FAMÍLIA da fotógrafa Isabel Pinto. Adoro este livro, que é uma sucessão de fotografias luminosas, vibrantes, divertidas e ternas com mães, pais e filhos, mais os tios os avós e os primos, todas elas tiradas ao longo de anos e anos. A minha própria própria fotografia, com o meu filho na fase de não ter os dentes da frente, comove-me e lembra-me mais um tempo muito bem vivido. Feliz Dia da Mãe! 

publicado por Laurinda Alves às 10:56
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Segunda-feira, 7 de Março de 2011
Planos cruzados

 

Parte deste fim-de-semana afinal foi passado no hospital. Tenho estado calada e ausente também por isso. Agora a minha mãe está melhor, mas ainda fraquinha. Durante horas a fio coube-nos esperar por resultados de análises e radiografias e assim ficámos as duas, de mãos dadas, em conversas ou silêncios partilhados. 

publicado por Laurinda Alves às 20:11
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Sexta-feira, 15 de Outubro de 2010
Mãe

 

Há 10 anos estávamos as duas em Roma, numa viagem inesquecível, numa celebração sagrada. Este ano estamos cada uma em seu país, em cidades distantes, mas nem por isso menos próximas. Parabéns, querida Mãe! Obrigada pela alegria, pelo amor, pela inspiração, pelo exemplo, pela fé, pela força, por tudo e tanto que dá sempre, sem nunca se cansar. Se voltasse a nascer uma e outra vez, queria sempre ser sua filha.

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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Segunda-feira, 30 de Agosto de 2010
Cavaco Silva e Carminho ao serão

 

Ouvir a Carminho cantar fados num serão muito familiar e em petit-comité, foi a cereja no cimo do bolo deste fim-de-semana maravilhoso. Adoro a voz da Carminho e foi ela que me fez apaixonar pelo fado dos novos fadistas. Não sei se alguma vez lhe disse isto, mas fica dito. O privilégio de a ouvir ontem ao serão deve-se a um convite muito especial de uma família especial. Maria e Aníbal Cavaco Silva abriram as portas da sua casa de férias a um pequeno grupo de amigos e conhecidos a quem convidaram para ir ouvir a Carminho cantar. Estava uma noite de calor e estrelas (e muitos grilos) e o serão foi um poema. Muito, muito bom. Gostámos particularmente da alegria, da naturallidade e familiaridade com que os anfitriões nos receberam. É giro conhecer as pessoas num tempo de descontração e informalidade.

 

publicado por Laurinda Alves às 13:21
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À sombra de um alpendre de sonho

 

 

 

Debaixo deste alpendre vivemos neste fim-de-semana momentos de grande tranquilidade e cumplicidade. Fui com a minha mãe para a casa de Verão de dois bons amigos e por ali ficámos num tempo sem tempo. Ou, como gosto de dizer (porque é o que sinto!), num tempo de eternidade. Neste alpendre de sonho lemos horas a fio, tivemos longas conversas, ouvimos as cigarras a cantar com toda a garra e todas ao mesmo tempo, e colhemos buganvílias de com flores de duas cores.

 

 

Não há nada melhor nem mais descansativo do que sentirmo-nos verdadeiramente em casa dos amigos. Nesta sem-cerimónia própria de quem se conhece e reconhece no essencial, os silêncios nunca pesam e todas as conversas apetecem. Obrigada Margarida e obrigada Antrónio. Adorámos estar aí convosco!

 

publicado por Laurinda Alves às 13:13
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Sábado, 28 de Agosto de 2010
Voltar ao Algarve

 

"Quando morrer voltarei para buscar

todos os instantes que não vivi junto ao mar"

 

Adoro este poema da Sophia. Hoje volto ao mar do Algarve. Que bom.

publicado por Laurinda Alves às 00:53
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Segunda-feira, 23 de Agosto de 2010
Conversas ternas e eternas

 

Tia e sobrinho que mais parecem irmãos, dada a relativa proximidade das idades. Ele foi o primeiro de dezenas de sobrinhos que ela teve e isso marcou a vida de ambos. Ela era muito nova quando ele nasceu e brincaram muito juntos. A tia Isabel era, por seu lado, muito chegada à sua irmã Helena, a minha mãe, e essa cumplicidade entre irmãs reflecte-se naturalmente na relação entre as nossas famílias. Mas note-se que a minha querida tia Isabel era adorada por toda a família, que ela amava em igual medida. Ou seja, não há favoritos nem preferidos, mas antes um círculo familiar alargado onde todos nos sentimos únicos porque os tios e os primos nos fazem sentir desta maneira. Hoje, segunda-feira, acordei com a memória das conversas ternas e eternas deste fim-de-semana. Escrevo ao som do piano minimalista, nostálgico e profundamente inspirador de Arvo Pärt e dedico este post ao meu primo João Diniz, que sabe muito bem o espaço que ocupa nos nossos corações e, nesta fase particular, sabe que estamos com ele.

 

 

P.S.: Joana, já descobri o trema! Obrigada.

publicado por Laurinda Alves às 09:57
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Sexta-feira, 20 de Agosto de 2010
Pequeno filme de um grande dia

 

(aviso: escrevo sem acentos nem cedilhas)

A minha mae a dormir ao meu lado, esta manha no aviao. Depois de uma noite quase em branco, sabe bem aproveitar a madrugada nas nuvens. Viemos muito cedo porque era preciso ter tempo aqui para fazer todos os exames necessarios para confirmar (ou nao) um diagnostico com uma terrivel suspeita. Gracas a Deus esta tudo em ordem e, dai, esta minha catarse fotografica-blogosferica.

 

 

A chegada demos com estes tapumes de madeira pintada de amarelo ao longo dos corredores do aeroporto e nao resistimos a improvisar um estudio fotografico. Primeiro a minha mae, depois eu. Sem luz as fotografias nao podiam ficar extraordinarias, mas ficaram giras e divertimo-nos as duas enquanto as malas nao chegavam. Para a minha mae nao eh facil fotografar com o iPhone e, por isso, a minha imagem esta mais tremida. Mas adorei o momento e para principiante, nao esta nada mal.

 

 

Ah nossa espera, o meu primo mais velho e aquele de quem todos morremos de saudades. Eh medico (neuroradiologista) e vive na Suica, onde tem uma clinica de diagnostico ultra sofisticada. A familia inteira adora-o e ha anos sem fim que seguimos os seus conselhos. Tacitamente foi eleito o nosso medico de familia. De toda a familia, quero dizer.

 

 

O meu primo Joao tem, entre muitas qualidades, um sorriso luminoso e uma atitude sempre tranquila. Culto, cultissimo, vive numa casa forrada de livros e CDs de musica classica e jazz, e como eh melomano viaja regularmente para assistir aos melhores concertos e ouvir as melhores operas nos melhores palcos do mundo. Trabalha incansavelmente e eh de uma disponibilidade tocante. Fala com voz baixa mas todos (e somos muitos) nos calamos para o ouvir. Os meus pais contam que quando tinha pouco mais de 10 anos, ele e o irmao mais novo conseguiam decorar mais de 300 palavras seguidas e essa proeza repetia-se em seroes de familia, com os tios e primos ah sua volta a debitarem palavras enquanto as anotavam num papel para eles proprios nao se esquecerem que as tinham dito. Impressionante, de facto.

 

 

Mal chegamos ah cidade fomos directos para a clinica, e embora os ultimos tempos tenham sido vividos sob o peso ameacador de uma possibilidade de um diagnostico terrivel, a minha mae tambem nao perdeu o seu sorriso e a sua tranquilidade. Eh admiravel esta sua capacidade de fazer sempre das fraquezas, forcas. (ai a cedilha...)

 

 

O mais comovente no dia de hoje foi assistir a este 'filme' de uma mulher que, mesmo sabendo que o pior se pode confirmar no minuto a seguir, nao perde a alegria nem a capacidade de aceitar com serenidade o que a vida traz. A sua fé inabalavel e a sua capacidade de estar inteira no facil e no dificil, sao incrivelmente transformadoras e regeneradoras.

 

 

A imagem dos sapatinhos de presilhas que a fazem parecer uma menina de colegio, mais a bata azul-escuro que lhe acentua esse ar colegial e muito girlish foram tiradas antes de comecar a fazer os exames. Publico-as aqui com a consciencia profunda de que a minha mae sabia que tudo podia acontecer a partir dali, e tudo podia mudar na sua vida, bem como no rumo da nossa familia, se o pior se confirmasse. Gracas a Deus nao se confirmou e todos respiramos de alivio. E agradecemos a Deus e ah vida para ja estar tudo sob controlo.

publicado por Laurinda Alves às 16:39
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