Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011
Pedro Chorão: mais uma inauguração de uma exposição

 

Ontem foi noite de inaugurações nas galerias da cidade e eu fui a duas. Primeiro na Alecrim50 e depois na João Esteves de Oliveira, onde Pedro Chorão inaugurou a sua nova exposição. Gostei muito de todos os quadros expostos, da sua depuração, da texturas sobrepostas dos brancos e dos azuis, das influências de Goa. Pedro Chorão passa longas temporadas em Goa (está neste momento a voltar para lá, que sorte!) e é natural que esta influência se sinta nas suas 'paisagens' interiores. Naquelas que passa para o papel, quero dizer.

 

 

 

Gostei muito de conhecer pessoalmente o Pedro Chorão. Muitos parabéns por estes e outros quadros que tem pintado ao longo da vida. Muito bons.



publicado por Laurinda Alves às 12:20
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Sábado, 8 de Janeiro de 2011
Miradouro de Santa Catarina, num sábado com chuva

 

Os lisboetas que frequentam o Adamastor ou andam pelos lados de Santa Catarina conhecem bem este lugar, que é uma beleza. A praça costuma estar muito animada e cheia de gente, mas nestes dias de chuva fica mais despovoada. Eu acho-a linda assim, meio sombria e nostálgica. Bom fim-de-semana!



publicado por Laurinda Alves às 12:17
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Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Viagem de eléctrico

 

Voltou o sol e esta cidade fica infinitamente mais luminosa e apetecível. Para quem, como eu, anda de eléctrico todos os dias o filme que se vê das janelas, mais os episódios que acontecem dentro de portas, são muito inspiradores.

 

 

Gosto de todos os detalhes, de toda a geometria e arquitectura dos eléctricos. Não há um único pormenor feio ou que destoe, e é neste ambiente de ferros e madeiras com a patine do tempo, entre as ripas do chão e os envernizados dos tectos, que me deixo embalar e ir pela cidade fora.

 

 

Raramente entro num eléctrico vazio. Só no princípio da linha, ali para os Prazeres, por exemplo. Tem a sua graça ir sozinha e apanhar no ar fragmentos das conversas entre aqueles que tomam sempre posição entre a janela e o condutor (especialmente se é uma mulher nova e bonita, como era o caso) e abstrair, tentando prestar atenção ao deslizar metálico feito de arranques e paragens súbitas quase sempre seguidos daquele toque prolongado que distingue os eléctricos e avisa os condutores ou peões que se atravessam no caminho.

 

 

Também gosto de ir vendo como são as pessoas que entram e saiem. Como eram as que ainda agora estavam sentadas naquele mesmo lugar, e como são as que acabam de entrar e nem se chegam a olhar. Sempre me fascinou observar este desfile de multidões, este movimento perpétuo de gente que vai e que volta, e se cruza no mesmo espaço sem se ver nem conhecer. Se não fosse jornalista, gostava de ser realizadora de cinema, é o que é.

P.S.: as fotografias estão tremidas, mas nesta calçada portuguesa e nestas ruas de Lisboa é impossível tirá-las em movimento com uma máquina tão simples como a minha e esperar que elas fiquem completamente bem...



publicado por Laurinda Alves às 11:33
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Segunda-feira, 22 de Novembro de 2010
Street fashion

 

Cenas de rua numa noite de domingo: um estúdio de fotografia improvisado no cimo da Rua do Carmo, onde desfilavam modelos de todas as raças e cores, em poses mais ou menos inspiradas.

 

 

Nos bastidores do estúdio, outros manequins esperavam a sua vez para serem fotografados. Muito cinematográfica, esta noite de lua cheia, com chuvas intensas e abertas de céu sem nuvens...

 



publicado por Laurinda Alves às 00:13
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Sábado, 23 de Outubro de 2010
O Natal começou a aterrar na cidade

 

Na Rua Garrett, no coração do Chiado, começaram os preparativos para o Natal. Esta noite aterrou um batalhão vindo de Espinho, carregado de estruturas que parecem asas de anjos, para começar a montar as luzes de Natal. Esta certeza de que o Natal está à porta faz uma certa impressão. Ainda por cima porque acabo de chegar do Algarve, onde ainda parece fim de Verão... Na fotografia de cima José Domingues, da empresa que este ano monta as luzes nesta zona da cidade, liga os cabos aos mil fios que são precisos para manter as luzes acesas. Perguntei-lhe se o podia fotografar e ele disse que sim. Muito educado, tirou a luva para me cumprimentar, e quando lhe perguntei se este ano as luzes também eram azuis e frias como as do ano passado ele reagiu como se todo este emaranhado fosse criação sua: "Este ano, quando tudo estiver ligado, vai ver que é como o céu!". Percebi o que me queria dizer. Mostrou-me que as luzes são todas púrpura, já foram testadas e são uma beleza. Acredito.

 

 

 

 



publicado por Laurinda Alves às 00:16
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Quinta-feira, 29 de Julho de 2010
Fotografias que parecem ilustrações

 

O contraste de luz e sombras desta polaroid faz com que a fotografia de uma esquina do Largo do Camões, em Lisboa, pareça uma ilustração. Um desenho que ilustradores como o Jorge Colombo e muitos dos Urban Sketchers fazem com muito mais talento do que alguma vez serei capaz de revelar numa fotografia. Em todo o caso gosto deste plano, dos detalhes do candeeiro e do cruzamento dos fios eléctricos no espaço aéreo do cruzamento do Camões com o Chiado e a Rua do Alecrim.


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publicado por Laurinda Alves às 19:34
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Quinta-feira, 15 de Julho de 2010
Esta luz da tarde mata-me

 

Duas fotografias quase iguais, com cores quase irreais... esta luz da tarde mata-me.

 

 

Curiosamente as luzes estão ao contrário: o céu começava a ficar escuro e as casas também. Saiu assim e eu gostei deste improviso luminoso.


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publicado por Laurinda Alves às 19:40
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As cores do Metro, um laboratório social fascinante

 

A estação de Metro do Marquês de Pombal tem as cores de um laboratório de ensaios e, na minha perspectiva, a coisa tem uma certa graça porque vejo o Metro como um imenso laboratório social. É fascinante olhar para as multidões que desfilam diariamente por aqui. Seja a hora mortas ou em horas de ponta, é impossível ficar indiferente perante os sucessivos quadros da Humanidade.

 

 

Neste momento havia poucas pessoas na plataforma mas mesmo assim posso ficar horas distraída a olhar para os tipos físicos, para as atitudes corporais, para as raças e cores, para as roupas e estilos, para os que sorriem e para os que permanecem de cara fechada, para os que lêm (e os livros que estão a ler) e para os que vão de olhos fechados ou à conversa... enfim para as pessoas que gravitam à volta e entram no meu campo de visão.

 

 

Também gosto dos detalhes dos espaços, das cores e texturas. Acho giro imaginar o trabalho dos que arquitectaram as obras e tentar adivinhar os obstáculos que foram obrigados a contornar. Escavar o subsolo para construir uma rede de comboios rápidos que circulam apinhados de gente, nesta espécie de vida subterrânea, é obra. Estamos habituados e parece fácil, mas deve ter tirado o sono a muitos.

 

 

Gosto destes momentos em que o chão treme e o Metro avança pela linha até parar. Fica tudo mais fluído e de contornos menos distintos mas faz parte. Não há despedidas nos cais do Metro mas confesso que por vezes me fica a apetecer dizer adeus a certas pessoas que viajaram ao meu lado ou partem num comboio diferente do meu.



publicado por Laurinda Alves às 00:05
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Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
Três prédios vizinhos, numa rua vizinha

 

Hoje em dia ando mais a pé pela cidade e acabo por olhar mais para as ruas, as casas e as pessoas. Esta sucessão de prédios no fim da Rua do Alecrim, mesmo a chegar ao Cais do Sodré, tem o seu quê... Os prédios modernos do Siza são vizinhos de um prédio grafittado e de um outro recentemente arranjado. A geometria do fim da Rua do Alecrim é curiosa.

 

 



publicado por Laurinda Alves às 09:47
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Terça-feira, 6 de Abril de 2010
Comics numa parede da Expo, em Lisboa

 

Comecei a semana com uma reunião na Expo e passei por uma parede enorme forrada de azulejos com comics. A dimensão da parede e a mistura de quase todos os personagens de banda desenhada têm um efeito espectacular. Muito bom, mesmo. Nunca tinha visto esta espécie de mural porque raramente percorro a longa avenida que atravessa a Expo de um lado ao outro (pelo lado de fora, oposto ao do rio).

 

 

O artista é finlandês e chama-se Erro (Guomundur Goumundsson), disse-me o Frederico Aboim Inglês, meu grande amigo que vive em Paris e está sempre atento às artes e à cultura, seja ela pop, pós-moderna, clássica ou outra. Obrigada.

 



publicado por Laurinda Alves às 00:03
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